Inteligência Artificial

Autor: Kai-Fu Lee

Editora: Globo Livros

O livro possui a meta de ser um divisor no entendimento do que irá acontecer em um futuro próximo, no entanto, na minha opinião, 2/3 da obra estão presas em um ciclo de repetição de informações no qual o leitor precisa se esforçar para retirar algo de produtivo.

No último terço, a obra torna-se autobiográfica e a partir desse momento é possível vislumbrar a mudança pessoal e profissional que muitos executivos em atividade sonham em promover, porém não possuem “força”, ou “coragem” para levar a cabo…

Para mim, foi mais do que suficiente. Gostei das ideias e entendi que o autor apenas flertou com o futuro, mas o trabalho de anos a fio com o tema da Inteligência Artificial deixou-o mais humano, afável e acabou aproximando-o de sua família, que como na vida de qualquer executivo é a primeira opção a ser colocada de lado no quesito prioridades.

A competição desenfreada, muitas vezes consigo mesmo não pode ser um fator no qual a pessoa acabe sozinha, afastado da vida cotidiana e dos melhores momentos de sua família. Tudo tem um limite! E foi isso que enxerguei em uma obra que trata de Inteligência Artificial.

Guerra Cibernética: A próxima ameaça à segurança e o que fazer a respeito

Autores: Richard A. Clarke e Robert K. Knake

Editora: Brasport

 

Bom, esqueça tudo o que você imaginava saber sobre esse tipo de “guerra”…

Os autores possuem muita experiência no ramo e trabalharam em alguns governos dos EUA, sempre eles!

Alguns relatos parecem ficção científica, mas basta uma procura em seu buscador de internet predileto e será possível entender os fatos apresentados.

Realmente concordo com os autores sobre a evolução para o campo digital dos conflitos mundiais.

Confesso que isso parecia inimaginável, tanto quanto um vírus causar uma pandemia!

Boa leitura.

Sprint

Autores: Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz

Editora: Intrínseca

No início achei que era mais do mesmo. Aquela velha história na qual um grupo de pessoas monta uma ideia e cria um produto bem rebuscado em torno dela, com website, treinamentos on-line e tudo mais.

Porém aos poucos as ideias começaram a fazer sentido e todo aquele ecossistema, se adaptado é claro, pode sim tornar-se útil no mundo “real”…

Gostei e me surpreendi. Vale a pena ler.

E não é que a educação virou on-line do dia para a noite?

Fiquei pensando há alguns dias, quem foi o responsável direto pela transformação digital na minha empresa e no mundo. Certamente não foi a TI, tampouco o CEO ou a equipe de transformação digital; não, o grande responsável por tudo isso foi um vírus, um de verdade, não de computador! O grande motor para a rápida inserção do mundo da educação no ambiente virtual foi o COVID-19!

Pode parecer brincadeira, mas em pouquíssimos dias as estratégias de tecnologia convergiram para o plano pedagógico como um gigantesco tsunami! Todas as empresas do segmento educacional que conheço imediatamente acionaram seus departamentos de TI para “virar a chave” da escola: do real para o virtual.

Nem todos da minha lista de conhecidos estavam preparados ou mesmo já haviam pensado nisso, pois o cenário que estamos vivendo nunca foi antes cogitado, nem mesmo nos cursos de gestão de riscos mais puxados que já fiz.

A situação atual era impensada, pois uma doença iniciada em um continente distante rapidamente se espalhou pelo planeta, provando como estamos conectados através do comércio, turismo e ciência.

Após alguns meses em quarentena o resultado certamente é satisfatório. Conseguimos evoluir as aulas e os alunos foram pouco prejudicados. É claro que a experiência nunca será igual ao que existia antes, pois o contato físico e o convívio com os colegas fui abruptamente interrompido.

Participei como speaker em uma discussão de prováveis cenários para a retomada das aulas;

São Paulo – Brasil / 22-06-2020

Introdução à análise forense em redes de computadores

Autor: Ricardo Kléber M. Galvão

Editora: Novatec

O livro vai do básico ao intermediário e considero um bom ponto de partida para conhecer um pouco sobre a prática forense em computadores.

O autor é professor de segurança em redes e possui grande experiência no assunto. Ainda não tive o prazer de conhecê-lo, mas o mundo de cyber security é muito, mas muito pequeno…

Achei muito interessante e ilustrativa as seções com os comandos principais e seus resultados, algo difícil nesse tipo de literatura.

Recomendo como literatura introdutória.

A inteligência artificial enfim está entre nós?

Fonte: https://br.depositphotos.com/

Fiquei pensando há alguns dias em quais serviços atualmente ainda não dispõem do uso de AI, ou IA em bom português.

Certamente foi um duro exercício, pois em boa parte dos websites a análise comportamental é um item quase obrigatório para conhecer melhor os visitantes e as preferências deles, sempre visando a melhor experiência de compra, beirando a personalização tão sonhada pelos engenheiros.

No entanto não basta conhecer o indivíduo, mas sim dialogar em diferentes níveis com ele, e nesse ponto acho muito interessante ler o artigo da Wiki sobre história da inteligência artificial vai facilitar a resolução da velha equação de existir mais trabalho do que pessoas disponíveis para atendimento. No entanto não é tão simples, pois ainda encontramos resistência das pessoas em serem atendidas por uma máquina, ou trechos de código em um programa de computador.

Imagine um professor robô como seria interessante a discussão sobre questões fundamentais e com nuances que nós humanos enxergamos nas entrelinhas…

Claramente a IA está entre nós… e veio para ficar!

Deep & dark WEB

Autora: Barbara Calderon

Editora: Alta Books

Conteúdo muito didático! A autora não é especialista em segurança digital ou área relacionada à tecnologia, no entanto, conseguiu escrever com facilidade sobre o universo que é a Deep WEB.

Não ficou presa aos clichês sobre uso de TOR, ou ao lado mais bizarro dessa camada da Internet.

Gostei da abordagem simples, desmistificada e com foco na orientação.

Recomendo às pessoas lerem para no mínimo entender o significado dos conceitos e aplicações. Dessa forma não continuarão propagando notícias sem embasamento algum.

Organograma corporativo moderno: onde está a TI?

Fonte: https://br.depositphotos.com

E não é que as coisas mudaram?

Lembro que trabalhávamos em ilhas, separados por enormes paredes e a comunicação era bem difícil…

Depois de algum tempo, e muitos modismos depois, entenderam que a nova melhor forma de trabalhar era em equipes multidisciplinares, o que não passa de juntar uma turma com habilidades diferentes para trabalhar orientado a metas e objetivos…

Mais um tempo se passou e então surgiu a expressão: “o mundo é plano!”; nossa! E a partir daí essa máxima atacou as empresas de uma forma jamais imaginada… a nova onda era trabalhar em lugares sem barreiras físicas entre as equipes, de forma que fosse possível enxergar todos os funcionários…

Bom, tenho percebido que a ideia agora é espalhar as habilidades nos mais diversos departamentos, ou seja, treinar funcionários além de seus conhecimentos específicos…

Vejo essa nova onda com bons olhos. Acredito que um funcionário mais generalista consiga transitar melhor em várias frentes de trabalho. Não que os especialistas estejam com os dias contados, mas que novas habilidades, principalmente as interpessoais, são necessárias para uma boa saúde empresarial.

No alto escalão a mudança também é perceptível, os diretores e presidentes desejam a adequação a uma forma mais leve e moderna de trabalho.

E onde a TI fica nisso tudo?

A resposta não é simples, mas tenho treinado meus colaboradores em diversas vertentes. Quero apresentá-los ao novo e moderno organograma.

Do sonho à realização em 4 passos: estratégias para a criação de startups de sucesso

Autor: Steve Blank

Editora: Évora

O livro é um gigantesco manual de sobrevivência para quem possui sua startup. O professor Blank possui uma trajetória longa no Vale do Silício e tem um apetite insaciável sobre investimento de risco.

Acredito que seja necessário ler a obra em pedaços pequenos e ir “digerindo” aos poucos o que Blank tenta comunicar, pois assim é possível entender as conexões, o que ele chama de 4 passos, dos principais processos e ações para que sua empresa tenha uma maior possibilidade de vitória nos 5 primeiros anos (os mais críticos).

O website de Blank possui muita informação e é claro, tem links para os cursos que o professor oferece aos marujos de primeira viagem.

Gostei de ler, mas no princípio achei um pouco de charlatanice! Muito do que Blank expõe precisa ser modificado para uso em terras tupiniquins, pois nossa relação com o risco empresarial que uma startup possui ainda não foi otimizada.

Vale a pena ler e se possível conhecer as empresas que o autor referencia no livro.