Introdução à análise forense em redes de computadores

Autor: Ricardo Kléber M. Galvão

Editora: Novatec

O livro vai do básico ao intermediário e considero um bom ponto de partida para conhecer um pouco sobre a prática forense em computadores.

O autor é professor de segurança em redes e possui grande experiência no assunto. Ainda não tive o prazer de conhecê-lo, mas o mundo de cyber security é muito, mas muito pequeno…

Achei muito interessante e ilustrativa as seções com os comandos principais e seus resultados, algo difícil nesse tipo de literatura.

Recomendo como literatura introdutória.

A inteligência artificial enfim está entre nós?

Fonte: https://br.depositphotos.com/

Fiquei pensando há alguns dias em quais serviços atualmente ainda não dispõem do uso de AI, ou IA em bom português.

Certamente foi um duro exercício, pois em boa parte dos websites a análise comportamental é um item quase obrigatório para conhecer melhor os visitantes e as preferências deles, sempre visando a melhor experiência de compra, beirando a personalização tão sonhada pelos engenheiros.

No entanto não basta conhecer o indivíduo, mas sim dialogar em diferentes níveis com ele, e nesse ponto acho muito interessante ler o artigo da Wiki sobre história da inteligência artificial vai facilitar a resolução da velha equação de existir mais trabalho do que pessoas disponíveis para atendimento. No entanto não é tão simples, pois ainda encontramos resistência das pessoas em serem atendidas por uma máquina, ou trechos de código em um programa de computador.

Imagine um professor robô como seria interessante a discussão sobre questões fundamentais e com nuances que nós humanos enxergamos nas entrelinhas…

Claramente a IA está entre nós… e veio para ficar!

Deep & dark WEB

Autora: Barbara Calderon

Editora: Alta Books

Conteúdo muito didático! A autora não é especialista em segurança digital ou área relacionada à tecnologia, no entanto, conseguiu escrever com facilidade sobre o universo que é a Deep WEB.

Não ficou presa aos clichês sobre uso de TOR, ou ao lado mais bizarro dessa camada da Internet.

Gostei da abordagem simples, desmistificada e com foco na orientação.

Recomendo às pessoas lerem para no mínimo entender o significado dos conceitos e aplicações. Dessa forma não continuarão propagando notícias sem embasamento algum.

Organograma corporativo moderno: onde está a TI?

Fonte: https://br.depositphotos.com

E não é que as coisas mudaram?

Lembro que trabalhávamos em ilhas, separados por enormes paredes e a comunicação era bem difícil…

Depois de algum tempo, e muitos modismos depois, entenderam que a nova melhor forma de trabalhar era em equipes multidisciplinares, o que não passa de juntar uma turma com habilidades diferentes para trabalhar orientado a metas e objetivos…

Mais um tempo se passou e então surgiu a expressão: “o mundo é plano!”; nossa! E a partir daí essa máxima atacou as empresas de uma forma jamais imaginada… a nova onda era trabalhar em lugares sem barreiras físicas entre as equipes, de forma que fosse possível enxergar todos os funcionários…

Bom, tenho percebido que a ideia agora é espalhar as habilidades nos mais diversos departamentos, ou seja, treinar funcionários além de seus conhecimentos específicos…

Vejo essa nova onda com bons olhos. Acredito que um funcionário mais generalista consiga transitar melhor em várias frentes de trabalho. Não que os especialistas estejam com os dias contados, mas que novas habilidades, principalmente as interpessoais, são necessárias para uma boa saúde empresarial.

No alto escalão a mudança também é perceptível, os diretores e presidentes desejam a adequação a uma forma mais leve e moderna de trabalho.

E onde a TI fica nisso tudo?

A resposta não é simples, mas tenho treinado meus colaboradores em diversas vertentes. Quero apresentá-los ao novo e moderno organograma.

Do sonho à realização em 4 passos: estratégias para a criação de startups de sucesso

Autor: Steve Blank

Editora: Évora

O livro é um gigantesco manual de sobrevivência para quem possui sua startup. O professor Blank possui uma trajetória longa no Vale do Silício e tem um apetite insaciável sobre investimento de risco.

Acredito que seja necessário ler a obra em pedaços pequenos e ir “digerindo” aos poucos o que Blank tenta comunicar, pois assim é possível entender as conexões, o que ele chama de 4 passos, dos principais processos e ações para que sua empresa tenha uma maior possibilidade de vitória nos 5 primeiros anos (os mais críticos).

O website de Blank possui muita informação e é claro, tem links para os cursos que o professor oferece aos marujos de primeira viagem.

Gostei de ler, mas no princípio achei um pouco de charlatanice! Muito do que Blank expõe precisa ser modificado para uso em terras tupiniquins, pois nossa relação com o risco empresarial que uma startup possui ainda não foi otimizada.

Vale a pena ler e se possível conhecer as empresas que o autor referencia no livro.

Como a gamificação pode ajudar as equipes?

Nem é preciso dizer que a competição entre pares é um ótimo estímulo, principalmente quando as pessoas são estimuladas, de uma forma positiva, a competirem para melhorar seus próprios resultados.

Sempre acreditei que perseguir um objetivo é uma ótima motivação!

Recentemente tenho aprofundado um pouco o que sei sobre gamificação e estou muito surpreso em ver a evolução desse conceito e suas aplicações práticas que vão desde rankings on-line até distribuição de badges por objetivos alcançados.

Realmente há muita diversidade no ferramental, mas antes de tudo é necessário efetuar um alinhamento com as equipes e colher o valor que cada indivíduo dá ao processo de gamificação.

De nada adianta, nesse caso em específico, começar um plano top down para uso de jogos como elemento de melhoria no resultado de sua equipe se todos não estiverem comprometidos com os valores da gamificação.

Acredito que qualquer gestor precisa conhecer os membros de seu time em um nível mais individual possível. Não é todo mundo que possui um dom natural para a competição. O líder consciente precisa identificar em sua equipe os mais variados perfis, tais como: os ansiosos, os incansáveis, os trabalhadores contumazes e por aí vai… No entanto isso dá muito trabalho, e  fatalmente vejo gestores que passam a não se importar com as características individuais dos integrantes de sua equipe e criam planos tão abrangentes que fica até difícil distribuir as tarefas entre o time!

A gamificação não é um fim, tampouco a solução para os problemas de performance de equipes, mas certamente auxilia e muito a elevar o moral e a vontade de todos competirem de forma saudável… Perseguir um objetivo não é uma tarefa fácil, mas ao atingir uma meta e enxergar seus resultados práticos não tem preço… para um time e para o gestor.

Afinal, como é feita a nuvem?

Fonte: DepositPhotos

Trabalho em uma escola e de vez em quando vejo alunos em discussões muito interessantes.

Lembro de ter visto dois pequenos alunos conversando de forma acalorada sobre aplicativos, websites e outras coisas mais.

Não resisti ao impulso de ajudar aqueles meninos e me apresentei como gestor do departamento de tecnologia da instituição. Em questão de segundos percebi o enorme erro que cometi! Os garotos tinham tanto assunto que certamente com a idade que tenho eu não conseguiria responder a todas as perguntas deles!

Tentei moderar aquele caos em forma de questionamento para que em pelo menos um assunto eu pudesse ajudá-los. Pedi aos meninos que escolhessem um tema e aí sim eu tentaria explicar da melhor maneira possível.

Por mais incrível que pareça os dois em uníssono queriam saber como a nuvem é feita. Bom, vamos lá, falei para a dupla com olhares de filhotes de mamífero…

Em primeiro lugar o nome nuvem não é recente, em meados da década de 1990 já se falava de computação distribuída e procurava-se formas de baratear os altos custos com aquisição de servidores e demais computadores para as empresas. No entanto existia um limitador enorme, principalmente no Brasil. A Internet não estava plenamente instalada e com a capacidade de tráfego que tal tecnologia exigia. No entanto, por volta do ano 2000, a implantação de sistemas melhores e mais rápidos auxiliou o crescimento e distribuição dos links de Internet.

Após a “rodovia” ter sido construída, pois seria através dela (a Internet, é claro) que os novos serviços iriam rodar, lembrei aos meninos que isso tudo é em sentido figurado, ficou mais fácil começar a oferecer serviços de processamento e aluguel de máquinas instaladas em locais distantes.

A tecnologia de virtualização também facilitou a ampla disseminação dos serviços de cloud, como são chamados atualmente, pois a praticidade de criar servidores, estações de trabalho etc., permitiu a rápida evolução do serviço.

No início como os preços eram em moeda estrangeira, principalmente em dólar, os custos ainda se mantinham proibitivos para países como o Brasil, mas a moeda tornou-se flutuante assim como o câmbio e as empresas aos poucos se adaptaram a essa realidade.

Em suma, disse aos meus meninos, a nuvem é feita de inúmeros computadores interligados em todos os lugares.

Os garotos ficaram com cara de satisfeitos e eu pude ir embora me sentindo o “tiozão” da informática por ter vivido tudo isso. Ah se eles soubessem que eu tive um telefone celular CDMA… Mas aí já é outra história!