E não é que a educação virou on-line do dia para a noite?

Fiquei pensando há alguns dias, quem foi o responsável direto pela transformação digital na minha empresa e no mundo. Certamente não foi a TI, tampouco o CEO ou a equipe de transformação digital; não, o grande responsável por tudo isso foi um vírus, um de verdade, não de computador! O grande motor para a rápida inserção do mundo da educação no ambiente virtual foi o COVID-19!

Pode parecer brincadeira, mas em pouquíssimos dias as estratégias de tecnologia convergiram para o plano pedagógico como um gigantesco tsunami! Todas as empresas do segmento educacional que conheço imediatamente acionaram seus departamentos de TI para “virar a chave” da escola: do real para o virtual.

Nem todos da minha lista de conhecidos estavam preparados ou mesmo já haviam pensado nisso, pois o cenário que estamos vivendo nunca foi antes cogitado, nem mesmo nos cursos de gestão de riscos mais puxados que já fiz.

A situação atual era impensada, pois uma doença iniciada em um continente distante rapidamente se espalhou pelo planeta, provando como estamos conectados através do comércio, turismo e ciência.

Após alguns meses em quarentena o resultado certamente é satisfatório. Conseguimos evoluir as aulas e os alunos foram pouco prejudicados. É claro que a experiência nunca será igual ao que existia antes, pois o contato físico e o convívio com os colegas fui abruptamente interrompido.

Participei como speaker em uma discussão de prováveis cenários para a retomada das aulas;

São Paulo – Brasil / 22-06-2020

Introdução à análise forense em redes de computadores

Autor: Ricardo Kléber M. Galvão

Editora: Novatec

O livro vai do básico ao intermediário e considero um bom ponto de partida para conhecer um pouco sobre a prática forense em computadores.

O autor é professor de segurança em redes e possui grande experiência no assunto. Ainda não tive o prazer de conhecê-lo, mas o mundo de cyber security é muito, mas muito pequeno…

Achei muito interessante e ilustrativa as seções com os comandos principais e seus resultados, algo difícil nesse tipo de literatura.

Recomendo como literatura introdutória.

A inteligência artificial enfim está entre nós?

Fonte: https://br.depositphotos.com/

Fiquei pensando há alguns dias em quais serviços atualmente ainda não dispõem do uso de AI, ou IA em bom português.

Certamente foi um duro exercício, pois em boa parte dos websites a análise comportamental é um item quase obrigatório para conhecer melhor os visitantes e as preferências deles, sempre visando a melhor experiência de compra, beirando a personalização tão sonhada pelos engenheiros.

No entanto não basta conhecer o indivíduo, mas sim dialogar em diferentes níveis com ele, e nesse ponto acho muito interessante ler o artigo da Wiki sobre história da inteligência artificial vai facilitar a resolução da velha equação de existir mais trabalho do que pessoas disponíveis para atendimento. No entanto não é tão simples, pois ainda encontramos resistência das pessoas em serem atendidas por uma máquina, ou trechos de código em um programa de computador.

Imagine um professor robô como seria interessante a discussão sobre questões fundamentais e com nuances que nós humanos enxergamos nas entrelinhas…

Claramente a IA está entre nós… e veio para ficar!

Deep & dark WEB

Autora: Barbara Calderon

Editora: Alta Books

Conteúdo muito didático! A autora não é especialista em segurança digital ou área relacionada à tecnologia, no entanto, conseguiu escrever com facilidade sobre o universo que é a Deep WEB.

Não ficou presa aos clichês sobre uso de TOR, ou ao lado mais bizarro dessa camada da Internet.

Gostei da abordagem simples, desmistificada e com foco na orientação.

Recomendo às pessoas lerem para no mínimo entender o significado dos conceitos e aplicações. Dessa forma não continuarão propagando notícias sem embasamento algum.

Organograma corporativo moderno: onde está a TI?

Fonte: https://br.depositphotos.com

E não é que as coisas mudaram?

Lembro que trabalhávamos em ilhas, separados por enormes paredes e a comunicação era bem difícil…

Depois de algum tempo, e muitos modismos depois, entenderam que a nova melhor forma de trabalhar era em equipes multidisciplinares, o que não passa de juntar uma turma com habilidades diferentes para trabalhar orientado a metas e objetivos…

Mais um tempo se passou e então surgiu a expressão: “o mundo é plano!”; nossa! E a partir daí essa máxima atacou as empresas de uma forma jamais imaginada… a nova onda era trabalhar em lugares sem barreiras físicas entre as equipes, de forma que fosse possível enxergar todos os funcionários…

Bom, tenho percebido que a ideia agora é espalhar as habilidades nos mais diversos departamentos, ou seja, treinar funcionários além de seus conhecimentos específicos…

Vejo essa nova onda com bons olhos. Acredito que um funcionário mais generalista consiga transitar melhor em várias frentes de trabalho. Não que os especialistas estejam com os dias contados, mas que novas habilidades, principalmente as interpessoais, são necessárias para uma boa saúde empresarial.

No alto escalão a mudança também é perceptível, os diretores e presidentes desejam a adequação a uma forma mais leve e moderna de trabalho.

E onde a TI fica nisso tudo?

A resposta não é simples, mas tenho treinado meus colaboradores em diversas vertentes. Quero apresentá-los ao novo e moderno organograma.

Do sonho à realização em 4 passos: estratégias para a criação de startups de sucesso

Autor: Steve Blank

Editora: Évora

O livro é um gigantesco manual de sobrevivência para quem possui sua startup. O professor Blank possui uma trajetória longa no Vale do Silício e tem um apetite insaciável sobre investimento de risco.

Acredito que seja necessário ler a obra em pedaços pequenos e ir “digerindo” aos poucos o que Blank tenta comunicar, pois assim é possível entender as conexões, o que ele chama de 4 passos, dos principais processos e ações para que sua empresa tenha uma maior possibilidade de vitória nos 5 primeiros anos (os mais críticos).

O website de Blank possui muita informação e é claro, tem links para os cursos que o professor oferece aos marujos de primeira viagem.

Gostei de ler, mas no princípio achei um pouco de charlatanice! Muito do que Blank expõe precisa ser modificado para uso em terras tupiniquins, pois nossa relação com o risco empresarial que uma startup possui ainda não foi otimizada.

Vale a pena ler e se possível conhecer as empresas que o autor referencia no livro.

Como a gamificação pode ajudar as equipes?

Nem é preciso dizer que a competição entre pares é um ótimo estímulo, principalmente quando as pessoas são estimuladas, de uma forma positiva, a competirem para melhorar seus próprios resultados.

Sempre acreditei que perseguir um objetivo é uma ótima motivação!

Recentemente tenho aprofundado um pouco o que sei sobre gamificação e estou muito surpreso em ver a evolução desse conceito e suas aplicações práticas que vão desde rankings on-line até distribuição de badges por objetivos alcançados.

Realmente há muita diversidade no ferramental, mas antes de tudo é necessário efetuar um alinhamento com as equipes e colher o valor que cada indivíduo dá ao processo de gamificação.

De nada adianta, nesse caso em específico, começar um plano top down para uso de jogos como elemento de melhoria no resultado de sua equipe se todos não estiverem comprometidos com os valores da gamificação.

Acredito que qualquer gestor precisa conhecer os membros de seu time em um nível mais individual possível. Não é todo mundo que possui um dom natural para a competição. O líder consciente precisa identificar em sua equipe os mais variados perfis, tais como: os ansiosos, os incansáveis, os trabalhadores contumazes e por aí vai… No entanto isso dá muito trabalho, e  fatalmente vejo gestores que passam a não se importar com as características individuais dos integrantes de sua equipe e criam planos tão abrangentes que fica até difícil distribuir as tarefas entre o time!

A gamificação não é um fim, tampouco a solução para os problemas de performance de equipes, mas certamente auxilia e muito a elevar o moral e a vontade de todos competirem de forma saudável… Perseguir um objetivo não é uma tarefa fácil, mas ao atingir uma meta e enxergar seus resultados práticos não tem preço… para um time e para o gestor.

Afinal, como é feita a nuvem?

Fonte: DepositPhotos

Trabalho em uma escola e de vez em quando vejo alunos em discussões muito interessantes.

Lembro de ter visto dois pequenos alunos conversando de forma acalorada sobre aplicativos, websites e outras coisas mais.

Não resisti ao impulso de ajudar aqueles meninos e me apresentei como gestor do departamento de tecnologia da instituição. Em questão de segundos percebi o enorme erro que cometi! Os garotos tinham tanto assunto que certamente com a idade que tenho eu não conseguiria responder a todas as perguntas deles!

Tentei moderar aquele caos em forma de questionamento para que em pelo menos um assunto eu pudesse ajudá-los. Pedi aos meninos que escolhessem um tema e aí sim eu tentaria explicar da melhor maneira possível.

Por mais incrível que pareça os dois em uníssono queriam saber como a nuvem é feita. Bom, vamos lá, falei para a dupla com olhares de filhotes de mamífero…

Em primeiro lugar o nome nuvem não é recente, em meados da década de 1990 já se falava de computação distribuída e procurava-se formas de baratear os altos custos com aquisição de servidores e demais computadores para as empresas. No entanto existia um limitador enorme, principalmente no Brasil. A Internet não estava plenamente instalada e com a capacidade de tráfego que tal tecnologia exigia. No entanto, por volta do ano 2000, a implantação de sistemas melhores e mais rápidos auxiliou o crescimento e distribuição dos links de Internet.

Após a “rodovia” ter sido construída, pois seria através dela (a Internet, é claro) que os novos serviços iriam rodar, lembrei aos meninos que isso tudo é em sentido figurado, ficou mais fácil começar a oferecer serviços de processamento e aluguel de máquinas instaladas em locais distantes.

A tecnologia de virtualização também facilitou a ampla disseminação dos serviços de cloud, como são chamados atualmente, pois a praticidade de criar servidores, estações de trabalho etc., permitiu a rápida evolução do serviço.

No início como os preços eram em moeda estrangeira, principalmente em dólar, os custos ainda se mantinham proibitivos para países como o Brasil, mas a moeda tornou-se flutuante assim como o câmbio e as empresas aos poucos se adaptaram a essa realidade.

Em suma, disse aos meus meninos, a nuvem é feita de inúmeros computadores interligados em todos os lugares.

Os garotos ficaram com cara de satisfeitos e eu pude ir embora me sentindo o “tiozão” da informática por ter vivido tudo isso. Ah se eles soubessem que eu tive um telefone celular CDMA… Mas aí já é outra história!

Como se faz backup atualmente?

Fonte: DepositPhotos

Já perdi a conta de quantas vezes precisei de minhas fotos… nem sempre elas estavam em meus dispositivos. Como me considero uma pessoa precavida mantenho meus arquivos em “nuvens”, que nada mais são que servidores de arquivos ofertados através da Internet onde a pessoa que utiliza o serviço paga um preço nem sempre módico.

No início de minha carreira, o backup era um termo relegado à tragédia. Os profissionais somente tinham lembrança dele quando problemas aconteciam. Um servidor queimado, um ataque de vírus ou mesmo algum alto executivo desavisado e com dedos pesados sobre a tecla delete.

Hoje em dia, existe política para o backup e ele certamente compõe a estratégia de segurança das companhias. Existem profissionais dedicados a esse tipo de atividade e temos até mesmo softwares automatizados que facilitam a nossa vida quando o assunto é manter arquivos prontos para o restore.

Lembro de tragédias que ouvi em rodas de amigos, na maioria profissionais do segmento, sobre tentativas desastrosas de restauração de arquivos. Um caso clássico, mas tenham certeza que ainda é muito comum, é não testar se os arquivos mantidos como backup estão realmente funcionando; e na hora em que você mais precisa deles toda aquela sensação de segurança cai por terra, pois os arquivos têm falhas e não podem ser restaurados… Já vi executivo trancado no banheiro e dizendo baixinho em seu telefone que não estava passando bem!

Não gosto muito de falar sobre produtos ou marcas, mas recentemente adquiri uma solução da ArcServe e estou perplexo com tamanha tecnologia! O nível de automação, segurança, confiabilidade e velocidade é tanto que fiz uns testes em minha prova de conceito que me impressionaram: Restaurei um servidor de arquivos com a minha antiga solução (tempo: 15 dias. Isso mesmo! Dias.) e na nova proposta (tempo: 3 minutos. Nem discuti o resultado com meu time de infraestrutura.).

Me pergunto se todas as pessoas ficam atentas a esse tipo de situação, pois um arquivo, seja ele um texto, uma foto ou um vídeo, não tem preço. Ou tem, nas mãos de pessoas erradas, principalmente um hacker sacana. Backup sempre!

Gerenciamento de Portfólios, Programas e Projetos nas Organizações

Autor: Darci Prado

Achei a obra “pesada”. Mesmo para quem é profissional de projetos.

Os assuntos são abordados de forma linear e a complexidade acompanha.

Darci Prado é uma lenda quando o assunto é gestão de projetos e suas ramificações.

Aconselho a ler os outros livros da série para vislumbrar todo o panorama. Ao final do livro o autor apresenta uma ordem de leitura que ramifica em duas vertentes: Gerentes de Projetos e Coordenadores de PMO.

Recomendo para dar um refresh nos conceitos fundamentais do gerenciamento clássico de projetos.