Sprint

Autores: Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz

Editora: Intrínseca

No início achei que era mais do mesmo. Aquela velha história na qual um grupo de pessoas monta uma ideia e cria um produto bem rebuscado em torno dela, com website, treinamentos on-line e tudo mais.

Porém aos poucos as ideias começaram a fazer sentido e todo aquele ecossistema, se adaptado é claro, pode sim tornar-se útil no mundo “real”…

Gostei e me surpreendi. Vale a pena ler.

Do sonho à realização em 4 passos: estratégias para a criação de startups de sucesso

Autor: Steve Blank

Editora: Évora

O livro é um gigantesco manual de sobrevivência para quem possui sua startup. O professor Blank possui uma trajetória longa no Vale do Silício e tem um apetite insaciável sobre investimento de risco.

Acredito que seja necessário ler a obra em pedaços pequenos e ir “digerindo” aos poucos o que Blank tenta comunicar, pois assim é possível entender as conexões, o que ele chama de 4 passos, dos principais processos e ações para que sua empresa tenha uma maior possibilidade de vitória nos 5 primeiros anos (os mais críticos).

O website de Blank possui muita informação e é claro, tem links para os cursos que o professor oferece aos marujos de primeira viagem.

Gostei de ler, mas no princípio achei um pouco de charlatanice! Muito do que Blank expõe precisa ser modificado para uso em terras tupiniquins, pois nossa relação com o risco empresarial que uma startup possui ainda não foi otimizada.

Vale a pena ler e se possível conhecer as empresas que o autor referencia no livro.

O processo de desenvolvimento de software ainda é o mesmo?

Não é de hoje que todos sabem que os métodos ágeis vieram pra ficar. É claro que não houve um abandono da forma tradicional de planejar um projeto, mas convenhamos que entregar partes nas quais o cliente pode usar o produto é muito mais factível…

Imaginar o resultado final de um projeto visto tantas variáveis é um esforço hercúleo e o nível de imprecisão beira valores bem altos.

Desenvolver um produto de tecnologia atualmente é como montar peças de Lego. A equipe precisa ter em mente como colaborar entre si de forma proativa. E é exatamente isso que os métodos ágeis pregam: pessoas que consigam administrar seu tempo, motivação e que fiquem de olho no resultado.

Parece simples, mas não é!

Um aplicativo para smartphone não trabalha de forma isolada, websites precisam se relacionar com todo um ecossistema de tecnologia que até mesmo o mais atendo dos profissionais não consegue vislumbrar.

Enfim, fica a pergunta: o processo para desenvolver ainda é o mesmo? Receio que na essência sim. Mas todos sabemos que o desenvolvedor já não trabalha mais em ilhas e precisa ter um entendimento maior do resultado final, isso sem contar na montanha de habilidades que precisa adquirir.

Certamente, o processo de desenvolvimento foi repaginado.