Monitorar o desempenho da equipe… Parece fácil, mas não é!

Exhausted businessmanTenho me esforçado para melhorar a maturidade das minhas equipes!

Para isso é importante que eles estejam alinhados com a estratégia, visão e missão da empresa na qual trabalhamos; essa frase parece ter sido retirada de algum livro empoeirado de gestão de pessoas, mas apesar do tema ser muito “batido” concordo plenamente…

Vou implantar alguns KPI’s e tenho percebido certa resistência principalmente nos meus colaboradores mais experientes.

A questão principal gira em torno dos objetivos (podemos chamar de metas também) que possuímos e entender através de alguns indicadores se realmente estamos cumprindo o que especificamos como “aceitável” para a boa gestão dos processos do cotidiano da empresa.

É bem verdade que as avaliações resultantes dos KPI’s vão indicar alguns “gargalos”, mas o foco deve ser na correção e otimização dos serviços medidos.

Uma gestão baseada em indicadores traz uma série de benefícios, dentre os quais considero como importantes: meritocracia, alinhamento da carga de trabalho, visão estratégica da equipe e identificação rápida dos principais talentos…

Atualmente não dá para viver no clima “deixa a vida me levar”… Quando se trata de equipes, o melhor é pontuar, pois afinal, não existe “segunda divisão” no mundo dos negócios…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Quando as coisas saem do controle!

Man smashing his laptopRecentemente tivemos (minha equipe e eu) que enfrentar uma situação inusitada, mas não incomum, no nosso ambiente de trabalho; uma “crise tecnológica”…

Aparentemente, pelo menos nos minutos iniciais, vários problemas relativos às maquinas “pipocaram” ao mesmo tempo; sistemas operacionais começaram a se comportar de uma forma maluca, alguns desligaram e não voltavam, outros travaram e por aí foi…

Um sentimento de pânico generalizado se instalou na equipe de resposta a incidentes (na verdade, esse é um nome carinhoso para a parte da equipe interna que se encarrega desse tipo de situação) e confesso que foi bem complicado!

A primeira coisa na qual pensei foi: “- Invadiram nossos sistemas!”

Tentamos seguir um caminho de resposta padrão, mas é difícil trabalhar os protocolos estabelecidos através de melhores práticas com todos os telefones tocando ao mesmo tempo… Com a “linha vermelha”, canal estabelecido diretamente com o alto escalão da empresa, pedindo explicações a todo o instante… Que caos!

Mas foi a partir desse momento que a equipe “se encontrou”.

Isolamos os técnicos que necessitavam tratar os problemas, ou seja, impedimos que as ligações chegassem à eles; com o filtro realizado pela equipe de suporte nível 1, as cabeças que precisavam de um certo tempo para pensar conseguiram um “refresco”.

O segundo passo foi separar o caos em problemas menores, ou seja, pela similaridade dos “sintomas” e somente dessa forma, após a análise “fria” do pessoal de infraestrutura e de redes é que conseguimos chegar à conclusão de que não se tratava de uma invasão, mas sim de uma atualização do sistema operacional que foi identificada como ameaça pelo sistema antivírus…

Abordei esse tema, pois estava lendo sobre comportamento corporativo (vejam as características mais valorizadas nos profissionais aqui) e a cada dia que passa é mais difícil encontrar bons técnicos que saibam reagir de forma consistente e positiva no caso citado mais acima.

Uma coisa é certa; vou comprar mais chá de camomila, pois seguindo a crendice popular ele tem propriedades calmantes…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Levando as pessoas com você

thAutor: David Novak

Editora: HSM

Gostei muito de ler esse livro. O autor é um renomado palestrante e ministra um curso com foco em liderança com o mesmo nome do livro.

Ele expõe de forma simples alguns métodos para atingir metas, bem como alinhar sua equipe com a visão estratégica da empresa.

No princípio confesso que achei um pouco de exagero as relações finais em cada capítulo com alguns “exercícios” para por em prática o que foi lido, mas abstraindo um pouco desse “chavão” o livro ganha em ideias que podem ser aplicadas (desde que adaptadas para a realidade de cada um) em qualquer ambiente empresarial.

Recomendo.

Lições que o esporte nos dá…

8856136316_3ed635d09c_zComo todo bom fã de futebol tenho acompanhado de perto (apesar de não ter sido sorteado com nenhum ingresso) o Mundial de Seleções no Brasil.

Confesso que estou muito impressionado com o trabalho dos técnicos, pois em muitos jogos o time sai perdendo no primeiro tempo para em seguida esboçar uma reação digna de primeira página de jornal.

Mas o que acontece naqueles 15 minutos?

O time é o mesmo, a situação é a mesma, o que muda?

Como gestor gosto de fazer analogias para simplificar minhas ideias, o que ajuda a se fazer “compreendido”.

O trabalho de técnico, assim como o de um gestor, não é simples. O que não falta são pessoas dispostas a dar opiniões e “receitas” de sucesso, mas poucas delas estão dispostas a assumir a responsabilidade por algo tão grandioso quanto um time ou um departamento em uma corporação.

Infelizmente (ou felizmente) o técnico / gestor não joga; não entra em campo para dar passes precisos ou realizar tarefas técnicas complexas. Ele “apenas” organiza as coisas… Coloca cada talento em seu devido lugar!

Se um integrante da equipe é bom na defesa (ou é um excelente técnico, mas sem capacidade de lidar com o público) nada melhor que deixa-lo mais recuado (como um analista nível II); em contrapartida se outro elemento é rápido, ágil e corajoso com certeza pode ser um meio campo ou atacante (pode ficar com posições de interação com o púbico, como levantamento de requisitos ou coordenar uma equipe de campo)…

Enfim, as opções são muitas, mas exigem um “olhar” apurado, um pouco de experiência e muita dedicação… Gerenciar não é fácil (ao contrário do que a maioria pensa) e exige muita responsabilidade. A cada dia que passa é necessário planejar, pensar, avaliar, negociar…

A parte mais difícil é passar a visão para a equipe, buscar o envolvimento de cada um, indicar o “Norte” sem que o grupo esteja visualizando a “bússola”.

O Mundial de Seleções pode ser emocionante de 4 em 4 anos; mas a cada mês que fecho com “saldo positivo” em meu departamento comemoro como se fôssemos campeões, pois cada membro desse time (que joga todo dia) cumpriu seu papel…

E nosso troféu? Bom, ele se chama reconhecimento e satisfação profissional… Atualmente somos campeões… que venha o próximo mês!!!

Obs. 1: congratulo todos os técnicos esportivos e todos os gerentes, afinal não é fácil ser “vidraça”.

Obs. 2: a imagem usada nesse post possui licença Creative Commons e pode ser encontrada aqui.