A diferença entre delírio e sonho

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Recentemente tive uma reunião da qual saí muito impressionado. Não pela temática ou assuntos corporativos tratados nela, mas pela visão do diretor (que também é o proprietário) da empresa contratada.
Em poucas palavras: o diretor segredou que pretende em um espaço de oito anos preparar sua empresa para que ele consiga trabalhar “apenas” três dias por semana.
Fiquei muito intrigado a respeito desse plano e questionei de forma a entender se isso seria um sonho (algo tangível e passível de atingimento) ou um delírio (apenas algo que pensamos querer, mas não há um plano para a realização).
Fiquei pasmo!
Havia sim um planejamento para alcançar essa meta. Através de pessoas, processos e ferramentas.
O diretor em questão já estava atuando para que algumas de suas lideranças em meio de carreira iniciem um “roadmap” de habilidades técnicas e comportamentais para assumir cargos de direção em um futuro muito breve.
No quesito processos ele estava atuando fortemente em alavancar a governança através de controles já estabelecidos (alguém lembra do COBIT? Sim, ele existe).
A “cereja do bolo” ficou para a parte de ferramentas, onde havia um grande trabalho de ajuste da tecnologia existente para suportar todo o plano anterior.
Confesso que em poucas oportunidades tive o privilégio de conversar com uma pessoa tão centrada e com uma visão clara do futuro pessoal de sua própria empresa.
Há um bom tempo venho tentando “equilibrar a balança” entre minha vida pessoal e a profissional, mas em muitas ocasiões o “profissional” acabou invadindo minha vida fora do ambiente corporativo.
Acredito que precisamos valorizar cada momento em nossa vida, pois ela tem uma data e hora marcada para acabar; apenas não sabemos disso! Pensar dessa forma não é motivo para tratar sua vida com tristeza, mas sim com a ideia de que cada minuto possui um valor gigantesco, pois esses “minutos” jamais voltarão. Podemos perder fortunas, bens materiais, no entanto isso tudo é de alguma forma recuperável através de esforço pessoal e trabalho; mas o tempo que se foi, esse jamais teremos novamente.
Esse é motivo da importância de estabelecer uma cisão entre seus delírios, aquelas coisas que não possuem a mínima relevância na sua vida e começar um plano para realizar seus sonhos, mesmo que a princípio possam parecer difíceis de alcançar.
Estabeleça metas de curto, médio e longo prazo. Cheque regularmente seu avanço, faça os ajustes necessários, mas não esqueça de ir ao encontro de seus sonhos, pois serão eles que farão a sua curta vida ter algum sentido e realmente valer a pena.

Olimpíadas: Alguém reservou uma medalha para a área de tecnologia?

brazil-156205_1280Estive procurando saber um pouco mais a respeito do excelente trabalho (em minha opinião) executado pelo time de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Comitê Olímpico Brasileiro (Comitê Rio 2016), principalmente sobre o “rostos” que levaram adiante as comunicações, sistemas e suporte tecnológico desse gigantesco evento realizado no Brasil.

Acessei a página da Rio 2016 e o organograma está disponível para consulta pública. Não é a toa que o evento foi um sucesso e esteve tão bem representado, pois o currículo dos profissionais envolvidos é invejável.

O diretor de tecnologia, o Sr. Elly Resende, possui vasta experiência em telecomunicações, ressalto que ainda não o conheço; e visivelmente liderou seu time rumo ao sucesso do evento!

Imaginem a quantidade de cabeamento, switches, links, sistemas e uma multidão de técnicos para operar toda essa estrutura… Fico pasmo só de pensar!

Como brasileiro eu parabenizo o Sr. Resende e toda sua equipe!

Medalha de ouro! Simples assim.

Dúvida cruel: Faculdade ou certificação?

Depositphotos_61397193_m-2015Estive lendo em alguns blogs que sigo sobre a constante questão na vida profissional (principalmente em tecnologia): o que é mais relevante na hora de obter reconhecimento profissional (ou na busca de um novo emprego), uma faculdade (e todas as suas variações: graduação, pós, mestrado e doutorado) ou uma certificação profissional?

Acredito que não há uma resposta simples, pois eu mesmo já fui indagado algumas vezes sobre esse tema, o que me leva a pensar que sou um profissional experiente (usando a modéstia, é claro!) ou no máximo os mais jovens me enxergam como um “ancião da tecnologia”…

Para pacificar meus pensamentos vou tentar responder através de um meio termo entre o profissional do Paleolítico e o guru da montanha do silício; depende única e exclusivamente do “momento” em que você se encontra!

Vou detalhar dois exemplos simples:

1º: “SRR é um profissional com cerca de 35 anos, ainda não possui uma graduação, no entanto desempenha atividades que envolvem liderança e trabalho operacional especializado. Seu superior imediato lhe atribui responsabilidade técnica por uma série itens de configuração do departamento de tecnologia.” Nesse caso eu recomendo fortemente algumas certificações técnicas, tais como: MCSA, LPI (em seus variados níveis) e em último caso um ITIL Foundation; vou explicar o motivo: o profissional fictício (se houver semelhança com alguém é uma mera coincidência!) está em cima do muro entre o tático e o operacional, sem educação formal (falando de uma graduação) as certificações o ajudarão a aumentar a confiabilidade em suas atividades profissionais e podem alavanca-lo à novos horizontes no mercado de trabalho (inclusive na mesma empresa); não que um papel ateste que ele seja um bom profissional, apenas que estudou determinado tema e domina o assunto…

2º: “LG é um jovem com cerca de 20 anos, em início de carreira e em sua curta participação ativa no mercado de trabalho tem algumas dúvidas sobre qual graduação deve fazer: Banco de dados? Sistemas da Informação? Engenharia da computação?” Aqui parece um pouco mais simples de responder, pois o problema está no segmento de atuação. Geralmente pessoas em início de carreira  desempenham várias atividades até o momento em que realizam determinada tarefa com tal maestria que fatalmente será lembrado como: o “cara” (isso vale para as mulheres também) da rede, da programação ou do hardware…

Enfim, é necessário planejar o retorno do investimento a ser feito (faculdade ou certificação) pois ambos vão consumir tempo e recursos; mas ao final você certamente será um profissional melhor preparado.

E não fique bravo se algum jovem te chamar de “tiozinho da TI”, o mundo gira e todos já fomos jovens e inexperientes.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Quando as coisas saem do controle!

Man smashing his laptopRecentemente tivemos (minha equipe e eu) que enfrentar uma situação inusitada, mas não incomum, no nosso ambiente de trabalho; uma “crise tecnológica”…

Aparentemente, pelo menos nos minutos iniciais, vários problemas relativos às maquinas “pipocaram” ao mesmo tempo; sistemas operacionais começaram a se comportar de uma forma maluca, alguns desligaram e não voltavam, outros travaram e por aí foi…

Um sentimento de pânico generalizado se instalou na equipe de resposta a incidentes (na verdade, esse é um nome carinhoso para a parte da equipe interna que se encarrega desse tipo de situação) e confesso que foi bem complicado!

A primeira coisa na qual pensei foi: “- Invadiram nossos sistemas!”

Tentamos seguir um caminho de resposta padrão, mas é difícil trabalhar os protocolos estabelecidos através de melhores práticas com todos os telefones tocando ao mesmo tempo… Com a “linha vermelha”, canal estabelecido diretamente com o alto escalão da empresa, pedindo explicações a todo o instante… Que caos!

Mas foi a partir desse momento que a equipe “se encontrou”.

Isolamos os técnicos que necessitavam tratar os problemas, ou seja, impedimos que as ligações chegassem à eles; com o filtro realizado pela equipe de suporte nível 1, as cabeças que precisavam de um certo tempo para pensar conseguiram um “refresco”.

O segundo passo foi separar o caos em problemas menores, ou seja, pela similaridade dos “sintomas” e somente dessa forma, após a análise “fria” do pessoal de infraestrutura e de redes é que conseguimos chegar à conclusão de que não se tratava de uma invasão, mas sim de uma atualização do sistema operacional que foi identificada como ameaça pelo sistema antivírus…

Abordei esse tema, pois estava lendo sobre comportamento corporativo (vejam as características mais valorizadas nos profissionais aqui) e a cada dia que passa é mais difícil encontrar bons técnicos que saibam reagir de forma consistente e positiva no caso citado mais acima.

Uma coisa é certa; vou comprar mais chá de camomila, pois seguindo a crendice popular ele tem propriedades calmantes…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Empresas: cuidado com o funcionário que desejam! Ele pode aparecer…

Depositphotos_52353553_mEstava conversando com um de meus colegas de profissão e surgiu uma demanda para indicação de um profissional, a empresa na qual ele trabalha estava à procura de “currículos” visando completar uma vaga interna…

Pedi para que ele me enviasse os pré-requisitos da oportunidade, pois como conheço muita gente, possivelmente conseguiria indicar alguém.

Quando recebi o e-mail com as informações confesso que fiquei estupefato, segue o motivo:

“… profissional com experiência para trabalhar em equipe, certificações (PMP , ITIL e desejável BPM), inglês fluente (desejável espanhol)… salário [aqui quase caí da minha cadeira] R$ 5.000,00, benefícios inclusos…”

Não resisti e liguei para meu colega e com um tom jocoso perguntei à ele quanto tempo essa vaga estava em aberto e qual era especificamente a função do “novo profissional”, segue um breve relato de nosso diálogo:

[Colega] – Essa vaga é para analista de projetos, temos uma infinidade de trabalho aqui e nosso gerente de projetos está precisando de uma “força extra”!

[Eu] – Entendi, e para isso vocês querem um PMP?

[Colega] – Sim, afinal o candidato precisa conhecer as melhores práticas. Não queremos uma pessoa na qual tenhamos que ensinar todo o trabalho.

[Eu] – Muito interessante. No caso do ITIL, que tipo de serviço o “candidato” vai gerenciar? Seria para TI?

[Colega] – Bom, nesse caso não sei te responder. Mas deve ter relação com a “grade de conhecimento”…

[Eu] – Ah sim, a grade… Outra questão, BPM? Ele vai levantar, analisar, otimizar os processos?

[Colega] –  Com certeza! Não podemos deixar o “cara” encostado aqui quando a baixa de projetos aparecer…temos muitos processos internos para melhorar.

[Eu] – Camarada, se aparecer algum candidato com esses requisitos por aí, me faz um favor?

[Colega] – Claro, o que é?

[Eu] – Manda pra cá que eu contrato por R$ 5.500,00!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida nesse site.

Networking… não o deixe de lado!!!

PEOPLE TALKINGLi recentemente um post em um blog do qual sou assinante, o Stakeholder, e me dei conta que de vez em quando deixo de cuidar de meus “colegas virtuais”; não estou falando de nenhum Tamagotchi, mas sim das pessoas que conhecemos, seja fisicamente, apenas através de contatos telefônicos ou internet.

Manter um networking ativo e com um propósito bem definido é a chave de sucesso de todo profissional, afinal sempre podemos precisar de “uma força” em determinados assuntos (até mesmo quando estamos desempregados).

A melhor forma atualmente de manter a “rede” saudável é utilizar o LinkedIn, pois a maioria dos usuários dessa rede social com propósitos corporativos tem a plena noção do potencial dessa ferramenta. Eu próprio já realizei negócios e auxiliei colegas a buscar recolocação através dessa ferramenta.

Não subestimem a capacidade de uma comunidade tão coesa quanto a existente.

Aproveite para ramificar seus contatos e não tenha receio de pedir ajuda, conselhos, opiniões; afinal a “rede” serve para isso mesmo.

Obs.: a imagem usada neste post tem licença Creative Commons e pode ser encontrada aqui.

O dia em que fui aprovado na certificação ISO IEC 27002 foundation

ISO 27002Consegui a alguns dias atrás nos exames simulados score suficiente para aprovação na ISO IEC 27002 foundation .

Me sentindo muito confiante realizei o exame e fui aprovado com 85%.

Ao finalizar a prova me perguntei como será daqui pra frente; segurança da informação sempre me fascinou e fiz uma rápida análise do caminho a trilhar.

Com certeza farei as provas “superiores” dessa certificação, mas a ideia é não parar por aí. As inúmeras certificações de segurança são complementares e abrangem todos os aspectos, sejam de tecnologia ou não.

Sempre busco me aprimorar mas a “segurança” em especial muda todo o dia, é necessário estar plenamente conectado com a comunidade, bem como com as “novidades” que surgem através do “lado negro da força”.

Se alguém estiver pensando em seguir um caminho semelhante, pode entrar em contato.

Acredito que tenho muito a acrescentar.

O dia em que fui aprovado na certificação ITIL operational support and analysis

OSADepois de um pequeno revés (não passei na primeira tentativa) refiz a prova e “finalmente” consegui o score necessário para aprovação.

Não é uma prova difícil, não exige “decoreba”; mas exige que se tenha em mente a maioria dos processos e em algumas vezes, a sequência que a biblioteca ITIL demonstra.

É uma prova em que é necessário entender todo um contexto apresentado através de enormes parágrafos e pensar antes de responder… Isso mesmo, PENSAR!!!

Recomendo à todos que pretendem aumentar seu conhecimento em gerenciamento de serviços de TI (GSTI).

A biblioteca da ITIL oferece um excelente posicionamento, bem como, entendimento de um processo de melhoria para sua TI.

Bom, consegui mais 4 pontos para somar em busca da sonhada ITIL Expert… mas antes, a PPO que me aguarde.

 

A importância de atualizar-se constantemente…

ThinkingRecentemente participei de um fórum onde o tema principal era a evolução do “capital intelectual”; percebi que as opiniões diferiam em muito da minha.

Sempre defendi que a “especialização” é uma forma de agregar valor ao profissional e procurei defender meu ponto de vista perante meus colegas.

Usei o exemplo das certificações profissionais (Ex.: PMP, ITIL, PRINCE2) onde vejo enorme valor em um profissional que acabou se especializando na trilha de aprendizado dentro do programa de certificação proposto pelo mantenedor, ou seja, uma pessoa que estudou a fundo sobre o assunto e galgou a “carreira” da certificação.

Em suma, “confio” muito mais em um profissional que possui uma certificação dentro de determinada área e que a levou até o topo da trilha de certificação, do que em outro que possui algo em torno de 23 certificações de mercado!!!

No entanto o cerne da questão migrou para a constante evolução que o profissional de TI precisa realizar, e nisso todos concordamos prontamente.

Não podemos (falo como profissional de TI) nos dar ao luxo de pararmos de estudar, pois nossas ferramentas de trabalho evoluem a cada instante.

Esteja preparado para sempre estar sentado em sala de aula (ou em casa através de e-learning).

Mantenha sua “empregabilidade” em alta e seu conhecimento afiado… O mercado está de olho em você!!!

Obs.: a imagem inserida nesse post foi obtida através de licença creative commons. Pratique o direito.