Sprint

Autores: Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz

Editora: Intrínseca

No início achei que era mais do mesmo. Aquela velha história na qual um grupo de pessoas monta uma ideia e cria um produto bem rebuscado em torno dela, com website, treinamentos on-line e tudo mais.

Porém aos poucos as ideias começaram a fazer sentido e todo aquele ecossistema, se adaptado é claro, pode sim tornar-se útil no mundo “real”…

Gostei e me surpreendi. Vale a pena ler.

O processo de desenvolvimento de software ainda é o mesmo?

Não é de hoje que todos sabem que os métodos ágeis vieram pra ficar. É claro que não houve um abandono da forma tradicional de planejar um projeto, mas convenhamos que entregar partes nas quais o cliente pode usar o produto é muito mais factível…

Imaginar o resultado final de um projeto visto tantas variáveis é um esforço hercúleo e o nível de imprecisão beira valores bem altos.

Desenvolver um produto de tecnologia atualmente é como montar peças de Lego. A equipe precisa ter em mente como colaborar entre si de forma proativa. E é exatamente isso que os métodos ágeis pregam: pessoas que consigam administrar seu tempo, motivação e que fiquem de olho no resultado.

Parece simples, mas não é!

Um aplicativo para smartphone não trabalha de forma isolada, websites precisam se relacionar com todo um ecossistema de tecnologia que até mesmo o mais atendo dos profissionais não consegue vislumbrar.

Enfim, fica a pergunta: o processo para desenvolver ainda é o mesmo? Receio que na essência sim. Mas todos sabemos que o desenvolvedor já não trabalha mais em ilhas e precisa ter um entendimento maior do resultado final, isso sem contar na montanha de habilidades que precisa adquirir.

Certamente, o processo de desenvolvimento foi repaginado.

A força do “carimbo”!!!

females hand putting stamp on a document, close up

Recentemente tive uma desagradável experiência em tramitar alguns documentos pessoais; coletei todos os papéis necessários, e olhe que eram muitos, sistematicamente separei-os em uma pasta, aquelas bonitas, plastificada e no dia agendado compareci ao departamento escolhido.

O funcionário prontamente separou os pedacinhos de papel (os documentos bem que poderiam ser um pouco maiores) e ao final da longa conferência explicou que estava faltando um “carimbo” em um dos documentos; resultado, novo agendamento, gastar mais um pouquinho de dinheiro, isso sem falar na “perda de tempo” para resolver esse caso…

Bom, não mudei o tema das minhas postagens para um site de reclamação ou fofocas; faço aqui um paralelo com o mundo dos projetos, do qual muitas vezes nos perdemos em uma infinidade burocrática em que qualquer gerente de projetos ficaria calvo em menos de uma década!

Gosto muito dos métodos ágeis de gestão para projetos, não pela velocidade (o que por si só já seria um ótimo diferencial), mas pelo pleno entendimento do que é realmente necessário (falando de documentação) ao tamanho de cada projeto. Talvez seja esse um dos motivos que está trazendo cada vez mais gestores de projetos para os métodos ágeis; o próprio PMI criou uma certificação chamada PMI-ACP® (PMI Agile Certified Practitioner), vale muito a pena dar uma olhada e quem sabe certificar-se (eu mesmo estou tentado a fazê-lo, mas antes vou concluir as certificações que me credenciam a ser ITIL Expert).

Sei muito bem que nós (os gerentes de projetos, TI, etc.) adoramos um certo trâmite de documentos, uns carimbos nos papéis e um pouco de workflow, mas sejamos razoáveis, essa “flexibilidade” é necessária…