Como a linguagem de programação R pode te ajudar?

statistics-706380_960_720Estou trabalhando há algum tempo com dados estatísticos bastante complexos, isso devido a proximidade da pesquisa de campo de meu doutorado em projetos de tecnologia da informação e comunicação (TIC).
É uma espécie de “aquecimento” para o trabalho que está por vir… No entanto, já na largada me deparei com algumas lacunas nos principais softwares para cálculos estatísticos de mercado; não que eles sejam ruins ou deficientes, mas a lacuna a que me refiro gira em torno da “customização”. Nem todos possuem uma certa flexibilidade para que o pesquisador possa “brincar” com o dataset a fim de entender seus dados com mais propriedade.
Fui um pouco mais adiante nesse campo e me deparei com a linguagem R.
Achei-a bastante flexível, pois com pouco conhecimento de sua sintaxe já é possível ver alguns avanços interessantes.
Não satisfeito fui atrás de algumas pessoas que a utilizam em sua plenitude e fiquei muito impressionado com a sua robustez; nos diversos fóruns em que estou participando percebi que no continente Europeu há muito tempo a utilização da R têm trazido um grande avanço no campo da estatística.
A própria Microsoft possui uma plataforma em que a R é utilizada e pasmem (isso em se tratando da “mãe de todas as janelas”) é totalmente open, tanto que foi batizada de Microsoft R Open!
Gostei muito desse campo de atuação e certamente irei mais adiante; ressalto que não quero me tornar um especialista em R ou em “Statistical Computing” , quero apenas garantir que as melhores visões e seus possíveis resultados sejam abordados e compreendidos em uma importante pesquisa que estou realizando.
Mas como hoje é domingo a noite, vou relacionar alguns dados e ver como poderá ser a previsão do tempo em minha região para os próximos dias! Bye bye, garota do tempo!!!

Estão querendo passar a mão em nossa “banda” (de internet, é claro!!!) …

2807100863_4878e36d73_zEstou acompanhando com elevado interesse a “discussão” (se é que podemos chamar assim) sobre o novo tipo de controle proposto pelas operadoras que oferecem planos de internet ao consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica…

O cenário, em minha opinião não é nada promissor, pois entendo que ele “agride” a própria essência do serviço de internet, ou seja, reduzir a banda, cobrar valores estratosféricos pelo consumo de dados a mais do que foi contratado e por aí vão as novas diretrizes em estudo que vejo em contraposição à banda larga com qualidade e sem limite de tráfego que sempre imaginei como ideal.

Particularmente me sinto atingido em duas formas: pessoal e profissional (ainda bem que não existe mais nenhuma outra forma, pois talvez seria atingida também!).

Pessoalmente sou um usuário com elevado consumo de banda, pois possuo TV, PC, Notebooks, celulares e tablets conectados full time… Sempre fui um entusiasta do “novo mundo conectado”, pois acho que a internet das coisas é um grande avanço. Fora todo esse aparato on-line, ainda por cima estou em uma fase avançada de meu curso de doutorado, onde analiso datasets (gigantescas planilhas com dados) com diferentes tamanhos (o último que baixei tinha 2 Gb), então imagine só a redução de banda larga proposta me “encontrar” no meio de um download dessa magnitude; é muito provável que com a idade que possuo eu não consiga analisar um mísero dataset…

Profissionalmente falando o departamento em que faço a gestão seria profundamente afetado, pois em caso de nova aquisição de link corporativo seria necessário estimar a quantidade de tráfego, ou seja, no momento da proposta eu vou precisar de uma espécie de “Mãe Dináh” da tecnologia para somente assim prever o consumo de meus clientes internos…

Está cada vez mais difícil manter os serviços de tecnologia alinhados com a estratégia das empresas…

Vou continuar acompanhando o desenrolar desse caso e torcer para que o bom senso prevaleça!

Enquanto isso vou assistir um pouco de Netflix antes que ele comece a travar no meio de uma maratona das ótimas séries que por lá existem…

Obs.: a imagem usada nesse post tem licença Creative Commons e pode ser visualizada aqui.

III Taller internacional sobre realización de tesis doctorales

Estive presente em um encontro do qual tinha dúvida da importância do mesmo; afinal se tratava de uma oficina sobre o desenvolvimento de teses (para os doutorandos, meu caso) e dissertações (para alunos de mestrado).

O nome do evento era: III Oficina Internacional sobre realização de Tese de Doutorado e  o palestrante foi o Dr. Antonio Pantoja Vallejo, que em minha opinião é uma das maiores autoridades europeias em educação.

Fiquei positivamente surpreendido, não apenas pela diversidade do público, o Brasil estava representado por praticamente todos os estados da Federação, mas pela amplitude da temática das pesquisas em curso pelos alunos.

Como minha pesquisa trata da aplicação de modelos de gestão de serviços em TIC (tecnologia da informação e comunicação) para o segmento educacional estava receoso de não aproveitar algumas oportunidades que o evento se dispusera…

Agora tenho plena certeza de que se não tivesse participado a minha pesquisa não seria relevante o suficiente para a comunidade (seja ela científica ou profissional) e o tamanho da “amostragem” seria insignificante!

Voltei da bela cidade de Florianópolis com uma boa bagagem; aperfeiçoei o meu entendimento sobre a escrita científica, esclareci dúvidas que estavam sendo um grande entrave para a minha pesquisa e ainda por cima trouxe uns deliciosos bombons de cupuaçu (gentileza de uma colega doutoranda)…

 

Monitorar o desempenho da equipe… Parece fácil, mas não é!

Exhausted businessmanTenho me esforçado para melhorar a maturidade das minhas equipes!

Para isso é importante que eles estejam alinhados com a estratégia, visão e missão da empresa na qual trabalhamos; essa frase parece ter sido retirada de algum livro empoeirado de gestão de pessoas, mas apesar do tema ser muito “batido” concordo plenamente…

Vou implantar alguns KPI’s e tenho percebido certa resistência principalmente nos meus colaboradores mais experientes.

A questão principal gira em torno dos objetivos (podemos chamar de metas também) que possuímos e entender através de alguns indicadores se realmente estamos cumprindo o que especificamos como “aceitável” para a boa gestão dos processos do cotidiano da empresa.

É bem verdade que as avaliações resultantes dos KPI’s vão indicar alguns “gargalos”, mas o foco deve ser na correção e otimização dos serviços medidos.

Uma gestão baseada em indicadores traz uma série de benefícios, dentre os quais considero como importantes: meritocracia, alinhamento da carga de trabalho, visão estratégica da equipe e identificação rápida dos principais talentos…

Atualmente não dá para viver no clima “deixa a vida me levar”… Quando se trata de equipes, o melhor é pontuar, pois afinal, não existe “segunda divisão” no mundo dos negócios…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Não consigo contratar! O País está mesmo em crise?

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Pasmem! Tenho algumas vagas para trabalhar em meu departamento, nada muito “rebuscado”, nem com nomes glamorosos, são atividades para pessoas em início de carreira, onde não é preciso comprovar a experiência, pois tudo será ensinado…

Preciso apenas que o profissional iniciante tenha um elevado senso de responsabilidade, seja pontual, pois as atividades estão relacionadas com agendamento prévio, goste muito de aprender, tenha bom relacionamento interpessoal e acima de tudo: tenha um ótimo entendimento de que um departamento de tecnologia da informação presta serviços à companhia e por muitas vezes será necessário atender pessoas… Isso mesmo, pessoas, pois sem elas não haveria serviços, clientes e muito provavelmente, não haveria a TI (como gostamos de nos autodenominar)!

Parece fácil? Acreditem, não é nem um pouco!

Da montanha de currículos que recebi, foquei na proximidade com o local de trabalho para iniciar a triagem, afinal o trânsito na cidade de São Paulo é um complicador (lembre-se que a pontualidade é um dos requisitos mais importantes); o próximo passo foi selecionar pessoas que estavam sem emprego e por último (mas não importante) um pouco de experiência era bem-vinda.

Resultado:

  • Primeira semana (11 currículos selecionados: ninguém apareceu);
  • Segunda semana (08 selecionados: 01 contratado e 01 reprovado e 06 não deram as caras);
  • Terceira e última semana (09 selecionados: 01 contratado e 08 deviam estar em algum bloco, pois afinal é Carnaval!).

Ainda tenho algumas vagas em aberto, mas do jeito que as coisas estão indo acho que vou olhar as estatísticas de desemprego nos principais jornais, pois aparentemente sou um dos poucos que está preocupado com isso e olhe que eu tenho um excelente emprego!

A força do “carimbo”!!!

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Recentemente tive uma desagradável experiência em tramitar alguns documentos pessoais; coletei todos os papéis necessários, e olhe que eram muitos, sistematicamente separei-os em uma pasta, aquelas bonitas, plastificada e no dia agendado compareci ao departamento escolhido.

O funcionário prontamente separou os pedacinhos de papel (os documentos bem que poderiam ser um pouco maiores) e ao final da longa conferência explicou que estava faltando um “carimbo” em um dos documentos; resultado, novo agendamento, gastar mais um pouquinho de dinheiro, isso sem falar na “perda de tempo” para resolver esse caso…

Bom, não mudei o tema das minhas postagens para um site de reclamação ou fofocas; faço aqui um paralelo com o mundo dos projetos, do qual muitas vezes nos perdemos em uma infinidade burocrática em que qualquer gerente de projetos ficaria calvo em menos de uma década!

Gosto muito dos métodos ágeis de gestão para projetos, não pela velocidade (o que por si só já seria um ótimo diferencial), mas pelo pleno entendimento do que é realmente necessário (falando de documentação) ao tamanho de cada projeto. Talvez seja esse um dos motivos que está trazendo cada vez mais gestores de projetos para os métodos ágeis; o próprio PMI criou uma certificação chamada PMI-ACP® (PMI Agile Certified Practitioner), vale muito a pena dar uma olhada e quem sabe certificar-se (eu mesmo estou tentado a fazê-lo, mas antes vou concluir as certificações que me credenciam a ser ITIL Expert).

Sei muito bem que nós (os gerentes de projetos, TI, etc.) adoramos um certo trâmite de documentos, uns carimbos nos papéis e um pouco de workflow, mas sejamos razoáveis, essa “flexibilidade” é necessária…

 

Peer instruction: a revolução da aprendizagem ativa

Sem títuloAutor: Eric Mazur

Editora: Penso

Esse livro chegou até mim de forma despretensiosa e ao finalizar a leitura fiquei impressionado com o método apresentado; apesar do trabalho do professor Manzur estar focado no ensino de Física o resultado muito se assemelha à minha própria pesquisa (uso corporativo de mídias sociais)…

Realmente vale a pena entender um pouco a técnica de aprendizado ativo.

Acredito (e pratico) muito do conceito apresentado na obra. A aprendizagem através da “mescla” de pessoas com diferentes níveis de conhecimento para resolver determinados problemas está diretamente ligado à forma de como trabalhamos (ou deveríamos trabalhar) no setor de tecnologia.

Excelente leitura!

 

O que esperar do ano de 2016? Cria“TI”vidade, asser“TI”vidade e simplicidade…

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Enfim o ano de 2015 se encerra!

Como foi difícil após as reviravoltas de que todo cidadão brasileiro tomou conhecimento.

Em alguns momentos me pareceu que não existia mais nenhuma pessoa pública com uma biografia idônea disponível; o que elevou o sentimento de frustração a níveis nunca antes conhecidos.

Como investir em um país onde os contratos são meramente papéis que não servem para nada? Como progredir em um mercado onde diretores de grandes corporações de destaque internacional foram parar atrás das grades? Como aumentar receitas se muito em breve um novo imposto vai aumentar a gigantesca carga tributária nacional?

Perguntas difíceis que muitos não esperam obter respostas…

No entanto, para os profissionais de TI (que possuem resiliência em seu DNA, pois caso contrário escolheriam uma carreira menos estressante) existe um ano promissor à frente; deveremos encontrar uma forma de fazer “mais com menos”, ou seja, há uma necessidade enorme de sermos mais criativos, assertivos e simples…

Deixem-me explicar: com a promessa de um ano de retração, os investimentos em tecnologia (salvo as empresas do próprio setor de tecnologia) tendem a ficar menores, some-se a isso uma alta da moeda norte americana e está feito o estrago nos novos projetos.

Teremos que usar a criatividade para procurar novas soluções, a assertividade para errarmos o menos possível e a simplicidade para enxergarmos os problemas que realmente devem ser priorizados…

Mas não foi isso que fizemos durante todo o ano de 2015? Sim, é por esse motivo que acredito que passaremos incólumes a mais uma crise.

Um brinde à 2016!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Guerra cibernética! É isso mesmo?

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Pasmem!

Um grupo de “ativistas” do mundo virtual declarou guerra a um conhecido grupo de terroristas que utiliza os canais de comunicação digitais para espalhar as suas mensagens através de vídeos recheados de violência.

Parece o enunciado de um grande livro ou filme de ação; mas não se trata de nada disso…. É a pura verdade!

Sempre olhei com cautela esse tipo de atividade, pois geralmente não acaba bem para o lado dos “justiceiros”; o grupo de ativistas é composto por pessoas comuns, que possuem elevado conhecimento técnico em segurança da informação, redes e programação… enquanto do outro lado os “bandidos” são altamente treinados em disseminação do pânico, guerrilha (na vida real) e fabricação de explosivos; essa turma está bem enraizada nos mais diversos países e têm acesso a informações privilegiadas que está na própria Internet, ou seja, o mesmo canal de comunicação usado pelos “mocinhos”!

Muitos governos têm pensado no cenário acima e prudentemente criaram diversas iniciativas para proteger seus recursos tecnológicos do que ficou conhecido como “guerra cibernética”.

No Brasil ainda não há um esforço significativo para o contexto apresentado e isso poderá custar caro daqui há alguns anos. Tenho acompanhado algumas faculdades em outros países e em curto espaço de tempo os cursos relacionados à segurança da informação têm ganhado cada vez mais adeptos.

Recomendo aos interessados no assunto a trilhar o caminho da certificação EH, pois dará uma visão muito abrangente desse segmento na profissão de tecnologia.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Dúvida cruel: Faculdade ou certificação?

Depositphotos_61397193_m-2015Estive lendo em alguns blogs que sigo sobre a constante questão na vida profissional (principalmente em tecnologia): o que é mais relevante na hora de obter reconhecimento profissional (ou na busca de um novo emprego), uma faculdade (e todas as suas variações: graduação, pós, mestrado e doutorado) ou uma certificação profissional?

Acredito que não há uma resposta simples, pois eu mesmo já fui indagado algumas vezes sobre esse tema, o que me leva a pensar que sou um profissional experiente (usando a modéstia, é claro!) ou no máximo os mais jovens me enxergam como um “ancião da tecnologia”…

Para pacificar meus pensamentos vou tentar responder através de um meio termo entre o profissional do Paleolítico e o guru da montanha do silício; depende única e exclusivamente do “momento” em que você se encontra!

Vou detalhar dois exemplos simples:

1º: “SRR é um profissional com cerca de 35 anos, ainda não possui uma graduação, no entanto desempenha atividades que envolvem liderança e trabalho operacional especializado. Seu superior imediato lhe atribui responsabilidade técnica por uma série itens de configuração do departamento de tecnologia.” Nesse caso eu recomendo fortemente algumas certificações técnicas, tais como: MCSA, LPI (em seus variados níveis) e em último caso um ITIL Foundation; vou explicar o motivo: o profissional fictício (se houver semelhança com alguém é uma mera coincidência!) está em cima do muro entre o tático e o operacional, sem educação formal (falando de uma graduação) as certificações o ajudarão a aumentar a confiabilidade em suas atividades profissionais e podem alavanca-lo à novos horizontes no mercado de trabalho (inclusive na mesma empresa); não que um papel ateste que ele seja um bom profissional, apenas que estudou determinado tema e domina o assunto…

2º: “LG é um jovem com cerca de 20 anos, em início de carreira e em sua curta participação ativa no mercado de trabalho tem algumas dúvidas sobre qual graduação deve fazer: Banco de dados? Sistemas da Informação? Engenharia da computação?” Aqui parece um pouco mais simples de responder, pois o problema está no segmento de atuação. Geralmente pessoas em início de carreira  desempenham várias atividades até o momento em que realizam determinada tarefa com tal maestria que fatalmente será lembrado como: o “cara” (isso vale para as mulheres também) da rede, da programação ou do hardware…

Enfim, é necessário planejar o retorno do investimento a ser feito (faculdade ou certificação) pois ambos vão consumir tempo e recursos; mas ao final você certamente será um profissional melhor preparado.

E não fique bravo se algum jovem te chamar de “tiozinho da TI”, o mundo gira e todos já fomos jovens e inexperientes.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.