Empresas: cuidado com o funcionário que desejam! Ele pode aparecer…

Depositphotos_52353553_mEstava conversando com um de meus colegas de profissão e surgiu uma demanda para indicação de um profissional, a empresa na qual ele trabalha estava à procura de “currículos” visando completar uma vaga interna…

Pedi para que ele me enviasse os pré-requisitos da oportunidade, pois como conheço muita gente, possivelmente conseguiria indicar alguém.

Quando recebi o e-mail com as informações confesso que fiquei estupefato, segue o motivo:

“… profissional com experiência para trabalhar em equipe, certificações (PMP , ITIL e desejável BPM), inglês fluente (desejável espanhol)… salário [aqui quase caí da minha cadeira] R$ 5.000,00, benefícios inclusos…”

Não resisti e liguei para meu colega e com um tom jocoso perguntei à ele quanto tempo essa vaga estava em aberto e qual era especificamente a função do “novo profissional”, segue um breve relato de nosso diálogo:

[Colega] – Essa vaga é para analista de projetos, temos uma infinidade de trabalho aqui e nosso gerente de projetos está precisando de uma “força extra”!

[Eu] – Entendi, e para isso vocês querem um PMP?

[Colega] – Sim, afinal o candidato precisa conhecer as melhores práticas. Não queremos uma pessoa na qual tenhamos que ensinar todo o trabalho.

[Eu] – Muito interessante. No caso do ITIL, que tipo de serviço o “candidato” vai gerenciar? Seria para TI?

[Colega] – Bom, nesse caso não sei te responder. Mas deve ter relação com a “grade de conhecimento”…

[Eu] – Ah sim, a grade… Outra questão, BPM? Ele vai levantar, analisar, otimizar os processos?

[Colega] –  Com certeza! Não podemos deixar o “cara” encostado aqui quando a baixa de projetos aparecer…temos muitos processos internos para melhorar.

[Eu] – Camarada, se aparecer algum candidato com esses requisitos por aí, me faz um favor?

[Colega] – Claro, o que é?

[Eu] – Manda pra cá que eu contrato por R$ 5.500,00!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida nesse site.

IOS 8: Uma dor de cabeça para a “Maçã”!

confused woman with cell phoneFaz tempo que não via uma atualização de software causar tanta comoção em seus usuários (clientes, na verdade)…

Recentemente a Apple realizou a atualização em seu sistema operacional (IOS) para a versão 8; que desastre! Visivelmente essa versão foi pouco testada.

Como toda empresa de software bem sabe, qualquer liberação de uma nova versão é necessário fazer testes de stress ao máximo. Existem companhias especializadas nesse segmento (teste de software) que podem auxiliar a encontrar falhas (os renomados “bugs”).

No início achei que o problema da atualização era apenas comigo, mas decidi ir um pouco mais a fundo e pasmem! Havia uma gigante parcela dos clientes Apple com tamanha insatisfação que alguns descobriram como fazer um “downgrade” (voltar a versão anterior do software).

A lista é imensa: incompatibilidade de hardware, incompatibilidade de software, a promessa de corrigir erros rapidamente e por fim a viabilidade de downgrade.

Fico imaginando como deve ser a dor de cabeça da equipe de engenharia de uma companhia com esse porte, pois em meu time de desenvolvimento temos o máximo de cuidado com liberações, atualizações, etc.; bom, onde trabalho nós usamos ITIL e isso facilita um pouco a vida.

Será que devido ao tamanho, uma empresa perde um pouco da “essência” do desenvolvimento seguro e fica à mercê de pressões do mercado (clientes, acionistas e concorrência)?

Bom, no fim das contas, acendi uma vela para o santo Jobs; só pra ver se ele ilumina seus desenvolvedores, pois com essa tenho plena certeza ele está virando de raiva em seu túmulo!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida nesse site.

 

Não acredite em tudo que lê nas redes sociais… Evite o efeito “manada”!

silver opened padlock on digital backgroundPode parecer brincadeira, mas a algumas semanas atrás verifiquei um post, que havia sido “compartilhado” sobre a morte de um famoso (e gordinho) apresentador de televisão; tudo bem que ele estava hospitalizado, mas como poderia ter seu quadro clínico agravado tão rapidamente?

Lembrei no mesmo instante de outro post que havia lido, muito parecido, mas a “vítima” era um ator mexicano famoso por um seriado de televisão…

Em resumo, as “afirmações” de óbito eram falsas e foram disseminadas através de uma rede social. Elas tinham em comum apenas o disparate e a falta de fonte confiável, mas a comoção que criaram foi impressionante, afinal todos gostam de atores mexicanos engraçados e gordinhos apresentadores de  televisão.

Refleti durante um tempo e cheguei à conclusão de como ficou fácil enganar as pessoas, pois ninguém mais se preocupa em verificar alguma informação; nossos perfis (e nossa própria vida) estão tão expostos que qualquer pessoa má intencionada pode se apropriar de informações pessoais e fazer uma “festa” quando o assunto é vilania.

Bom senso é algo que dificilmente os usuários de redes sociais possuem; recomendo um pouco de reflexão sobre disseminar informações mirabolantes, evite ser mais um na manada!

Terceirização em TI funciona?

Information TechnologyRecentemente tive uma discussão acalorada com um colega de profissão; o motivo era a divergência de opiniões a respeito do mesmo tema: “terceirizar o departamento de tecnologia”!

Em minha opinião existem atividades que facilmente podem ser repassadas a um contrato, desde que seja uma relação “ganha-ganha”, tais como: impressão, manutenção elétrica preventiva, etc..

Meu colega, com uma ideia um pouco mais radical (levando em conta a minha visão) imagina uma TI onde quase tudo possa repassado a empresas externas…

Para justificar minha posição relembrei que a  “cultura” nacional não é lá orientada a compromissos escritos em papeis. Por diversas vezes caí na armadilha de tentar resolver problemas simples com terceirização e me vi em tamanha enrascada que criei uma resistência natural; hoje em dia prefiro treinar, especializar e monitorar equipes internas, do que ficar em longos minutos de espera para atendimento em uma URA , lembrando que SLA é uma sopa de letrinhas e que se não for levada a sério pode dar uma dor de cabeça enorme para ambas as partes.

Outro item que me tira o sono é terceirizar pessoas, dificilmente um profissional terceirizado adquire um conhecimento da “cultura” da empresa na qual está alocado; e isso pode virar um furacão…

Enfim, ao final de nosso bate papo, descobrimos que ambos olhamos para a mesma “montanha”, só que estávamos em lados diferentes, mas no final das contas a “montanha” é mesma; encerramos nossa conversa e preferimos falar de assuntos menos polêmicos… Que tal futebol? Sugeriu ele… Bom, acho que descordo da sua opinião…

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#Feliz dia do programador!!!

8097327748_d4c013f2c3_zNo dia 12 de setembro foi comemorado o dia do programador!

A coisa mais interessante é que não vi grandes manifestações em torno desse ser movido a café frio, com hábitos noturnos e imensas olheiras (nem sempre dá pra terminar o projeto nas oito horas diárias previstas na legislação)…

No entanto é indiscutível a importância dessa profissão que ao longo dos anos foi galgando espaço nas empresas e diga-se de passagem, nenhuma empresa que possui um departamento de tecnologia vive sem um deles!

Fico muito contente quando encontro um bom programador e começamos uma animada conversa sobre tecnologia; por diversas vezes tenho a impressão de que consigo ler nos olhos dele: “o que esse usuário acha que sabe?”…

Na minha carreira encontrei excelentes programadores (porém eram pessoas medíocres) e atestei que apenas um bom jogador não consegue ganhar um campeonato; e é isso que um projeto de sucesso é… Uma divisão de tarefas entre pessoas (sejam programadores ou não) com mais ou menos conhecimento em determinadas áreas…

Mas hoje é dia para se comemorar, afinal não é todo dia que podemos parar de “debugar” um pouco nossos códigos…

print (Feliz dia do programador!!!)

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Como ensinar a nova geração?

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Participei de um fórum no qual o tema era aprendizagem colaborativa, e-learning e o uso das plataformas digitais voltadas à educação.

É impressionante como mudou (e rapidamente) a forma como as pessoas estão aprendendo.

As TIC’s proporcionaram um avanço sensacional no campo da educação. Hoje qualquer pessoa pode estudar no exterior (fora de seu país de origem) sem mesmo nunca ter viajado para esse país.

Até aí tudo bem.

No entanto a discussão foi para o lado das teorias, uma delas despertou o meu interesse: como a pessoa que faz uso desse tipo de tecnologia para se aperfeiçoar faz a triagem de tanta informação disponível?

Acredito que é necessário existir um “letramento digital”; uma capacidade mínima para discernir o que é relevante nesse oceano de informação e isso com certeza pode (e deve) ser ensinado.

Outras características que precisam ser exploradas nesses “novos alunos” são: gestão do próprio tempo, resistência à frustração e capacidade de comunicação acima da média (pois seus colegas e tutores não estarão no mesmo espaço físico).

Com certeza ainda veremos muita novidade nessa área.

Estou me preparando para encarar esses novos desafios, meus pequenos alunos também.

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Secret: uma boa ideia ou uma enorme dor de cabeça?

c749066c7a85fd0ea9f5a74dc70f554dMinha gente, faz tempo que não via um aplicativo dar tanto o que falar; saiu no jornal, na internet, sem contar que todo mundo estava falando sobre isso…

Como não sabia do se tratava fui atrás para entender o motivo de tanto falatório; e aí eu vi o tamanho do “problema”.

Aparentemente é um programinha (com ares de rede social) em que você pode postar mensagens, fotos, links (até aí nenhuma novidade), etc.; o problema vem logo a seguir…

Tudo isso pode ser feito de forma “anônima”, ou seja, a pessoa que faz a postagem não tem uma identificação que fique aparente; isso foi um prato cheio para pessoas má intencionadas que encheram o aplicativo com fotos de pessoas nuas, ameaças veladas a outros usuários e mais uma porção de impropérios com requintes de crueldade.

Os desenvolvedores do aplicativo tentaram explicar que a intenção da ferramenta era que fosse uma espécie de aplicativo para auto ajuda, onde as pessoas pudessem pedir conselhos sem se sentirem envergonhadas ou constrangidas, mas o tiro saiu pela culatra.

O anonimato desperta nas pessoas o que elas possuem de mais vil, o simples fato de não ser identificada por outros faz com que um lado sombrio e maléfico desperte; não imagino qual é a sensação de humilhar outra pessoa publicamente (nesse caso, usando um aplicativo conectado a milhares de outras pessoas), ou o que isso trará de benefício pessoal.

Inúmeras escolas na cidade de São Paulo iniciaram uma caça às bruxas em relação ao uso do Secret, pois alunos estavam expondo seus (ou suas) colegas em situações constrangedoras e com enorme conotação sexual, o que para os pedófilos de plantão deve ter sido um prato cheio.

Os desenvolvedores da ferramenta estão com o ouvido e muito provavelmente suas caixas de correio cheias com reclamações (judiciais ou não) da comunidade. Eles não levaram em conta que a tecnologia pode ser bem intencionada, mas quem vai operar… bom aí é outra história…

ITIL guia de implantação

Índice Autor: Paulo Sérgio Cougo

Editora: Campus

Definitivamente não gostei!

O autor tenta passar um “caminho das pedras” que em minha opinião não fica claro à medida que o livro avança em seus capítulos.

Com certeza ele possui muita experiência, no entanto ao escrever o livro há um esforço para deixar isso em evidência que acabou por prejudicar a linha mestre do raciocínio.

Para o leitor iniciante pode parecer um pouco confuso e para quem possui experiência com a biblioteca ITIL o livro perde em utilidade.

Deep WEB: Nadando em águas profundas…

shark-220748_1280Recentemente estive participando de um fórum virtual de segurança e o tema “Deep WEB” voltou à tona. Isso não é incomum quando pessoas preocupadas em bloquear ameaças, invasões, roubo de identidade se reúnem…

O problema é que a maioria das pessoas que usam a Internet como meio de comunicação pouco sabem do que se trata.

É certo que o sistema de indexação e rankeamento de páginas protagonizado pelo Google (e praticamente todos os motores de busca) facilita muito a vida das pessoas em busca de informação rápida; porém isso é algo em torno de 1% do que realmente existe no “oceano da WEB”…

Os 99% restantes são páginas que estão abaixo da “surface” e com acesso um pouco mais difícil.

Muitas pessoas que querem desfrutar desse conteúdo instalam ferramentas a fim de navegarem de forma “silenciosa”, com camuflagem para não ser invadido, hackeado, etc.

O conteúdo encontrado através desse tipo de navegação é uma faca de dois gumes, tem muita coisa interessante (documentos, e-books, manuais) mas existe muita coisa inútil, perigosa e por vezes perturbadora…

Ainda estamos atrás de uma forma para melhorar um pouco a navegação nesse imenso oceano profundo, mas não será fácil; muitas pessoas preferem o anonimato de um IP alterado para se sentirem seguras de fazer coisas boas ou más…

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O preço do excesso de confiança…

chain-297842_1280Com o passar dos anos vamos ficando cada vez mais confiantes na forma em que executamos nossas atividades e isso é extremamente normal; o problema é que ficamos descuidados na mesma proporção.

Digo isso baseado em uma experiência que tive recentemente; sempre fui (e ainda considero essa opinião) austero quando se trata de uso da Internet, gosto muito de realizar compras (apenas em sites seguros) de livros, eletrodomésticos e outras coisas mais, pois a facilidade aliada a bons preços costuma me atrair para esse tipo de transação on-line.

Nunca tive uma má experiência em comprar on-line (ufa!), no entanto caí no “golpe da atualização do player de vídeo” … pode parecer um nome um tanto elaborado, mas basicamente aparece uma telinha pedindo uma atualização do player de vídeo embarcado em um famoso, e por muitos considerado um excelente browser, devido à velocidade, design diferenciado e por aí vão as intermináveis justificativas para termos dois (ou mais browsers) instalados em uma mesma máquina.

É nesse ponto no qual quero chegar; estamos (falo por mim e por alguns conhecidos) tão preocupados com a segurança, pois delegamos isso às ferramentas elaboradas (antivírus, firewalls …) que por vezes esquecemos do elo mais fraco da corrente: nós mesmos! Se eu não tivesse clicado na porcaria do “sim” da atualização não estaria com uma mancha em meu ego de profissional de TI e nem teria ficado um domingo inteiro formatando o notebook …

Realmente o preço do excesso de confiança é bem alto!

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