O processo de desenvolvimento de software ainda é o mesmo?

Não é de hoje que todos sabem que os métodos ágeis vieram pra ficar. É claro que não houve um abandono da forma tradicional de planejar um projeto, mas convenhamos que entregar partes nas quais o cliente pode usar o produto é muito mais factível…

Imaginar o resultado final de um projeto visto tantas variáveis é um esforço hercúleo e o nível de imprecisão beira valores bem altos.

Desenvolver um produto de tecnologia atualmente é como montar peças de Lego. A equipe precisa ter em mente como colaborar entre si de forma proativa. E é exatamente isso que os métodos ágeis pregam: pessoas que consigam administrar seu tempo, motivação e que fiquem de olho no resultado.

Parece simples, mas não é!

Um aplicativo para smartphone não trabalha de forma isolada, websites precisam se relacionar com todo um ecossistema de tecnologia que até mesmo o mais atendo dos profissionais não consegue vislumbrar.

Enfim, fica a pergunta: o processo para desenvolver ainda é o mesmo? Receio que na essência sim. Mas todos sabemos que o desenvolvedor já não trabalha mais em ilhas e precisa ter um entendimento maior do resultado final, isso sem contar na montanha de habilidades que precisa adquirir.

Certamente, o processo de desenvolvimento foi repaginado.

O modelo de gerenciamento de TIC proposto pela FITS Foundation

Compass on a keyboard. Internet search conceptEstive pesquisando algumas referências bibliográficas para minha tese de doutorado e encontrei um modelo de gerenciamento de TIC desenvolvido especialmente para escolas. Achei muito interessante.

Foi desenvolvido pela FITS Foundation que é uma evolução de um gabinete encerrado pelo governo do Reino Unido.

Segundo a FITS […] “cada vez que a equipe de suporte técnico identifica (ou responde a) um incidente relacionado à TIC, registra-o, investiga, diagnostica e resolve, está realizando um processo. Em muitas organizações, esse processo é aleatório e envolve “combate a incêndios” em vez de gerenciar e controlar os serviços de TIC. O FITS é uma estrutura de diretrizes projetada especialmente com as escolas em mente, para garantir que os serviços de TIC sejam eficientes, eficazes e tenham boa relação custo-benefício”.

Acabei me associando à FITS e estou aprofundando o conhecimento prático no modelo. Creio que com alguns ajustes ele possa ser aplicado em escolas de ensino básico aqui no Brasil. De acordo com as informações que a FITS sugere […] “com base nas boas práticas de suporte de TIC, o FITS pode ser usado em todas as escolas, independentemente do tamanho ou da tecnologia em uso. As diretrizes devem ser adaptadas e adotadas para se adequar a cada escola individualmente, com base nos recursos e necessidades da escola”.

Muito bom. Mãos à obra!

 

A “nova” forma de fazer negócios…

Quem nunca indicou um bom fornecedor que “atire” a primeira pedra!

Acredito que todo gestor que preze pela sua própria reputação possui uma whitelist, mesmo que seja de forma não intencional, ou seja, uma listagem com seus melhores e mais confiáveis fornecedores…

Tenho percebido cada vez mais a velocidade dessas relações, onde novos players entram em cena para os mais diversos tipos de serviços e / ou produtos; uma fonte da qual não há escassez é o LinkedIn. Boa parte de meu networking está lá e praticamente não conheço nenhum profissional que não possua pelo menos um perfil básico nessa rede social com propósito corporativo.

Bons negócios tiveram seu início em mensagens trocadas através do LinkedIn, falo por experiência própria!

Um dos princípios básicos que me leva a manter um bom relacionamento com um novo fornecedor, e a consequente inserção em minha “lista”, é acima de tudo um profissional que possua muita empatia; que consiga abstrair um pouco a pressão dura e constante de suas metas comerciais e esteja disposto a me ouvir. Ouvir a estrutura de meu planejamento (sou muito bom nisso!) e onde ele pode encaixar seu serviço (ou produto)… apenas isso!

Parece simples, mas não é! Encontro aos montes profissionais apressados em fechar negócio sem ao menos entender do que se trata o meu negócio… costumo apresentar de forma estruturada meu planejamento de médio e longo prazo para facilitar a negociação, mas na maioria das vezes parece que estou falando com um aluno no início do fundamental.

Sem contar as “forçadas” de barra; distribuição de presentes (brindes) e mais um arsenal de atitudes que para um cliente incauto podem encher os olhos!

Sou filiado ao PMI  a mais de 10 anos e sigo seu código de ética (recomendo ler e entender), pois praticar esse código pode lhe dar uma “liberdade” profissional sem precedentes, suas decisões serão pautadas por uma visão mais clara dessas relações.

Isso soa antiquado?

Bem-vindo a nova forma de fazer negócios!

A força do “carimbo”!!!

females hand putting stamp on a document, close up

Recentemente tive uma desagradável experiência em tramitar alguns documentos pessoais; coletei todos os papéis necessários, e olhe que eram muitos, sistematicamente separei-os em uma pasta, aquelas bonitas, plastificada e no dia agendado compareci ao departamento escolhido.

O funcionário prontamente separou os pedacinhos de papel (os documentos bem que poderiam ser um pouco maiores) e ao final da longa conferência explicou que estava faltando um “carimbo” em um dos documentos; resultado, novo agendamento, gastar mais um pouquinho de dinheiro, isso sem falar na “perda de tempo” para resolver esse caso…

Bom, não mudei o tema das minhas postagens para um site de reclamação ou fofocas; faço aqui um paralelo com o mundo dos projetos, do qual muitas vezes nos perdemos em uma infinidade burocrática em que qualquer gerente de projetos ficaria calvo em menos de uma década!

Gosto muito dos métodos ágeis de gestão para projetos, não pela velocidade (o que por si só já seria um ótimo diferencial), mas pelo pleno entendimento do que é realmente necessário (falando de documentação) ao tamanho de cada projeto. Talvez seja esse um dos motivos que está trazendo cada vez mais gestores de projetos para os métodos ágeis; o próprio PMI criou uma certificação chamada PMI-ACP® (PMI Agile Certified Practitioner), vale muito a pena dar uma olhada e quem sabe certificar-se (eu mesmo estou tentado a fazê-lo, mas antes vou concluir as certificações que me credenciam a ser ITIL Expert).

Sei muito bem que nós (os gerentes de projetos, TI, etc.) adoramos um certo trâmite de documentos, uns carimbos nos papéis e um pouco de workflow, mas sejamos razoáveis, essa “flexibilidade” é necessária…

 

Planejar ou não planejar, eis a questão…

business strategy posterTenho percebido que boa parte dos gerentes de projetos que conheço estão começando a “abdicar” de algumas partes importantes das fases de iniciação e planejamento de seus projetos.

A experiência nos deixa mais assertivos e com um bom “arsenal” para enfrentar as dificuldades que constantemente surgem no dia a dia da gestão de um projeto mas em contrapartida podemos ficar um pouco preguiçosos e fatalmente ceder ao desejo de encurtar um pouco a fase de planejamento!

As vezes a pressão por resultados rápidos pode deixar a cabeça do gestor de um projeto um pouco confusa, no entanto, isso não pode se transformar em imprudência, pois todos sabemos que o investimento até pode ser recuperado, mas o tempo investido jamais voltará.

Não caia na tentação de ir pelo caminho mais curto, pois o risco de dar errado é muito alto.

Executar sem planejar é bastante arriscado e o que está em risco (além da sua reputação) pode dar uma tremenda dor de cabeça.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Convivendo com a “lei de Murphy”

Collision_of_Costa_Concordia_27“Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.  Edward A. Murphy

Pode parecer brincadeira, mas a frase acima pode estar certa (muito certa)!

Recentemente senti isso na pele…

Um grande evento estava em planejamento e a equipe envolvida precisava demonstrar uma “virada de mesa”, pois estava desacreditada; o mesmo evento no ano anterior havia sido um desastre total!

Muita coisa estava em jogo e o planejamento entrou nos mínimos detalhes; o nível de stress estava tão alto que alguns membros do time já estavam sonhando (ou tendo pesadelos) com a realização do evento.

Por fim, no dia tão esperado, iniciamos as atividades e algumas coisas começaram a dar problema, no entanto, a equipe se comportou de maneira exemplar; todos seguiram os planos de contingência que havíamos previsto em nossas análises de risco e a mitigação foi sensacional!

Hoje tenho certeza que saímos com uma enorme lista de melhorias que poderemos implantar, mas a lição mais importante foi aprendida por todos nós: é necessário aprender a conviver com Murphy, pois “se alguma coisa…”

Obs.: a imagem deste post possui licença Creative Commons e pode ser encontrada em:
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A importância do Software Asset Management (SAM)

ComputersVerifiquei recentemente que não tinha ideia do tamanho de meu parque de máquinas.

Não sabia quais sistemas operacionais estavam em uso e quais pacotes Office eu tinha instalado em meus equipamentos…

Comecei a pesquisar sobre SAM e após muita análise, resolvi tratar essa questão de frente.

Reuni minha equipe e juntos iniciamos o trabalho para acabarmos de vez com essa lacuna de “autoconhecimento” corporativo.

Baixei um material muito interessante da Microsoft (recomendo) para me atualizar e criamos uma planilha de base para inserirmos os dados.

Em 4 dias conseguimos realizar o inventário de forma manual.

Fiquei surpreso com o resultado; não tinha ideia de como estávamos… o Windows XP (que será oficialmente “encerrado” em abril/2014) praticamente ainda estava instalado em um elevado número de equipamentos!

Criei um plano de “migração” a curto prazo e acionei meus principais parceiros comerciais.

Hoje em posse dessa informação consigo planejar com mais eficiência. Financeiramente visualizo em tempo real o melhor investimento a ser feito.

Se alguém precisar de ajuda ou estiver disposto a debater os benefícios do SAM pode entrar em contato comigo.

Acredite, a vida de um gestor de TI fica mais fácil quando tem conhecimento pleno de seu ambiente.

 

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Pratique o direito!

Usando os recursos oferecidos através da Internet

7176474456_86a72ab577_zManter-se atualizado é um desafio constante para profissionais de tecnologia.

Sempre brinco comentando que somos os médicos modernos, cuidamos de equipamentos que simplesmente não podem parar (alguém já viu como fica um diretor sem poder enviar e-mail?)…

Mas a falta de tempo, viagens constantes, projetos com prazos agressivos e “ainda tem a família”, que insiste em demandar interação, não podem ser um entrave em nossa busca pelo conhecimento; afinal trabalhamos com informação…

Tenho utilizado os recursos oferecidos pelo PMI, tais como o “Knowledge Center” e os webinars das “Community of Practice” e confesso que fui salvo algumas vezes por usar algum tempo livre (entre clientes, ou projetos) para abordar determinados temas de meu interesse.

Por esses motivos recomendo a filiação. Ela traz uma série de recursos, network e descontos em publicações.

Utilizo muito alguns canais do YouTube, e sempre me surpreendo com a melhora na qualidade do material.

Pesquiso constantemente sobre métodos ágeis de gestão e como não tenho tempo (e dinheiro) para ir a todas as conferências que gostaria o YouTube me dá uma grande força.

Recomendo em especial o canal de Oleg Nesterov e o vídeo de uma convenção sobre “Agile Engineering Practices” (sob licença Creative Common)

Obs.: a imagem usada neste post usa licença Creative Common 2.0  ¹

Imagem disponível em: Olga Berrios.

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Equipes de alto desempenho: “um por todos…”

Equipes alto desempenho

Recentemente passei por uma experiência no mínimo “interessante”…

Em um projeto com prazo ambicioso (sem nenhuma novidade em se tratando de projetos) eu precisava encontrar um fator no qual a concentração de esforços fosse maximizada em torno dos “momentos principais”, visando garantir dessa forma um rápido e eficiente desempenho para que a sequência final dos trabalhos não sofresse alguma dependência em nível de esforço.

A solução foi apostar nas características individuais do time alocado para a execução dos trabalhos.

Basicamente havia três momentos do projeto:

  1. A prospecção dos fornecedores, com todo o trâmite comercial de análise para propostas, negociações buscando equilibrar os valores e assinatura dos contratos visando assumir o compromisso com o tempo necessário para entrega de todos os materiais envolvidos;
  2. A “obra estrutural”, onde a estrutura física iria passar por pequenas (mas importantes) alterações e;
  3. A implantação dos equipamentos e execução dos serviços (equipes internas e externas).

Com base nesse esboço do projeto, iniciei a identificação do skill necessário dentro de meu próprio time.

Para minha surpresa, acabei encontrando cada “elemento”, ou elo dessa corrente… Percebi que as pessoas possuem algumas capacitações “não formais” que as qualificam a executar tarefas em níveis e velocidades diferentes, levando em conta apenas essa “bagagem” individual.

Imediatamente lembrei de um livro que acredito ser uma obra obrigatória a todo gestor, “Inteligência Emocional” do Ph. D. Daniel Goleman

Realmente fez sentido todo o contexto explicado por Goleman, encontrei um ótimo “burocrata” que me auxiliou na primeira fase do trabalho, encontrando os mínimos detalhes do que era necessário adquirir, quais fornecedores contatar e no acordo de prazos.

A outra pessoa descoberta foi um excelente “hands on” que foi crucial na comunicação com a equipe de obras e manutenção.

Por fim faltava a “cereja do bolo”, uma pessoa que tivesse um elevadíssimo nível de compromisso com a entrega e com o prazo; mais uma triagem e ali estava a “peça” que faltava. Essa pessoa finalizou comigo os trabalhos que por vários dias avançaram horas a fio.

Em suma, todo um embasamento teórico foi aplicado com enorme sucesso. Fiquei realmente feliz de ter apoiado meu planejamento em questões comportamentais.

Percebi ao final que Goleman ganhou mais um fã ardoroso de sua obra (já estou seguindo ele através do LinkedIn)…

O encantador de stakeholders.

stakeholdersTenho verificado que muitos de meus colegas sentem dificuldades na implantação de seus projetos. As reclamações possuem muita coisa em comum e percebo que giram em torno de um ponto central: a falta de apoio dos “usuários”.

Esmiuçando um pouco o termo “usuário”, que em minha opinião não é mais adequado em tecnologia da informação, posso encontrar diversas vertentes; além das pessoas que certamente irão utilizar o produto final do projeto, o entorno e as pessoas que atuam em áreas periféricas são diretamente interessadas.

Cursos de gestão repetem de forma insistente o “mantra”: mapeiem todas as partes interessadas, encontrem as pessoas afetadas pelo projeto… Parece fácil, mas não é!

Lidar com grandes grupos de pessoas requer muita dedicação e uma fenomenal disposição. A formação de um profissional de TI dificilmente possui disciplinas com ênfase em “pessoas”.

Como fazer então para lidar com todo esse “problema”? Não há uma receita, mas algumas dicas podem ser levadas em consideração:

  • Desça do “pedestal” da tecnologia. Evite jargões, para que consiga se fazer entender entre as pessoas que trabalham em áreas distintas do meio tecnológico;
  • Aproxime a TI das pessoas. Faça-as entender que o apoio de um ambiente tecnológico tem muito a acrescentar positivamente em suas rotinas;
  • Desmistifique o profissional de TI. Nem todos sabem consertar um PC ou passar um cabo de rede. Existem áreas e áreas e não temos a possibilidade de saber tudo sobre tecnologia.
  • Saiba dizer “não” com propriedade e caso não conheça uma resposta nem pense em sentir-se envergonhado de assumir a ignorância momentânea em determinados assuntos.

Enfim, transforme seus “usuários” em pessoas e certamente ficará mais simples de implantar seus projetos com sucesso.