Por que fazemos o que fazemos?

downloadAutor: Mário Sérgio Cortella

Editora: Planeta

Afinal, o que o Dr. Cortella está fazendo aqui? O que tem a ver essa obra com o mundo de tecnologia?

A resposta é: tem tudo a ver!

Esse livro é um ótimo referencial para o profissional, seja de tecnologia ou não, pensar em seu momento no ambiente de trabalho.

Pode parecer piegas, mas equilibrar a balança entre trabalho, lazer, estudos, etc., pode ser inimaginável para a maioria dos executivos que conheço.

É preciso repensar essa relação para que sejamos mais produtivos em nossas atividades profissionais e ao final do dia de trabalho encontrar forças, pois o que costumo encontrar são pessoas extenuadas, para continuar sua vida pessoal…

Procure o elo de ligação consigo mesmo, faça coisas das quais goste: um novo idioma, um exercício físico adequado à sua idade, enfim, seja feliz na sua vida pessoal, pois certamente isso irá alavancar sua carreira profissional de uma forma que nem mesmo você sabia que era possível!

Obrigado ao Dr. Cortella por essas dicas.

 

A arte do “fazejamento”

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Gostei tanto dessa palavra que preciso registrá-la…
Para fazejar não é necessário ser apenas preguiçoso…  é preciso muito mais… é necessário ser muito burro e arriscar-se sem ao menos possuir uma carta na manga!
Fiz um mestrado em planejamento estratégico e acredito que tudo é um projeto; o Deus cristão fez um mundo em 7 dias (um cronograma) e em cada um dos dias ele faz algo, a luz no primeiro e por aí vai (macro atividades e se quiser podemos descer até o nível de pacotes de trabalho)… Ele foi bem esperto, pois tinha um dia na manga, que era o sétimo, pois se tudo desse errado ainda teria uma reserva de tempo…
Ao contrário disso tudo a arte de fazejar é algo indescritível; já vi desenvolvedores experientes criarem excelentes sistemas e na entrega da aplicação não havia máquina com a capacidade de processamento necessária… alguém do desenvolvimento esqueceu de avisar alguém da infraestrutura! Simples assim.
Parece piada, mas as pessoas executam as próprias atividades crentes que ao final tudo dará certo! Será algum tipo de magia?
Fazejamento tem muito de magia… os fazejadores possuem uma técnica para dominar seus projetos que se chama “gestão pela fé”! Eles rezam para que ao final tudo dê certo! Nem é preciso comentar como terminam esses projetos…
Fazejar é a cara das pessoas que adoram o improviso; não aquele improviso típico da cultura brasileira que é alardeado como excelente qualidade, mas sim o jeito “deixa a vida me levar”!
Parece que nos dias atuais em meu país muito disso se enraizou, por mais maluco que possa parecer ouvi dizer que não temos meta para a economia nacional, mas se de alguma forma batermos a “meta” (que até então não existia) o ideal será dobrarmos a própria meta…
Realmente, “fazejar” é tudo de bom!

Planejar ou não planejar, eis a questão…

business strategy posterTenho percebido que boa parte dos gerentes de projetos que conheço estão começando a “abdicar” de algumas partes importantes das fases de iniciação e planejamento de seus projetos.

A experiência nos deixa mais assertivos e com um bom “arsenal” para enfrentar as dificuldades que constantemente surgem no dia a dia da gestão de um projeto mas em contrapartida podemos ficar um pouco preguiçosos e fatalmente ceder ao desejo de encurtar um pouco a fase de planejamento!

As vezes a pressão por resultados rápidos pode deixar a cabeça do gestor de um projeto um pouco confusa, no entanto, isso não pode se transformar em imprudência, pois todos sabemos que o investimento até pode ser recuperado, mas o tempo investido jamais voltará.

Não caia na tentação de ir pelo caminho mais curto, pois o risco de dar errado é muito alto.

Executar sem planejar é bastante arriscado e o que está em risco (além da sua reputação) pode dar uma tremenda dor de cabeça.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Gestão do conhecimento e aprendizagem – as estratégias competitivas na sociedade pós-industrial

Gestão do conhecimento e aprendizagem - as estratégias competitivas na sociedade pós-industrialAutores: Francisco Antônio Pereira Fialho / Marcelo Macedo / Neri dos Santos e Tibério da Costa Mitidieri

Editora: Visual Books

Usei esse livro em minha dissertação de mestrado para compor uma linha de pensamento sobre gestão do conhecimento; no início a leitura um pouco “pesada” ameaçou me desanimar, porém costumo ser teimoso quando se trata de ler um livro e decidi (ainda bem) avançar…

É muito bom, afinal.

Os autores dão uma “geral” que vai da economia agrícola à economia do conhecimento (época em que vivemos atualmente).

Leia sem pretensão e de mente aberta, pois vale a pena. Deixei o livro com tantos marcadores que poderia muito bem fazer um resumo sobre o assunto.

Acredito que essa leitura proporcionou a base que eu precisava para abordar um tema tão complexo que é a gestão do conhecimento.

Gostei muito do assunto. Vale apena pesquisar mais a fundo!

Como lidar com o “desgaste de uma relação” corporativa?

People arguingPode parecer brincadeira, mas é impressionante o número de pessoas que “remam no sentido contrário” aos objetivos da empresa.

Tenho minhas dúvidas se isso acontece de forma inconsciente ou é um “mal” enraizado em pessoas que simplesmente não querem ver as coisas darem certo.

Me preocupa a forma como esse tipo de pessoa coloca seu ego acima da visão corporativa e inicia um processo de críticas não construtivas ao trabalho de seus alvos.

Esse tipo de comportamento é altamente destrutivo, pois as pessoas envolvidas nesse cabo de guerra psicológico ficam realmente abaladas, frustradas e em casos mais graves, acabam evadindo da empresa por sentirem que não tem mais força para sustentar esse tipo de situação.

Presenciei ao longo de minha carreira inúmeros casos como o descrito acima. Simplesmente as pessoas deixavam de se falar e ambas sabotavam o trabalho do colega envolvido.

A única forma que conheço para ajustar esse tipo de problema é o diálogo; mas sem tomar partido, mesmo que um dos envolvidos na “disputa” seja seu amigo, afinal o bem estar de um departamento inteiro pode estar em jogo…

Em casos extemos é possível que uma das partes precise ser demitida, ou ambas.

Não é sensato ser conivente com “caras feias”, sabotagem, fofocas, etc.

Esse tipo de situação precisa ser corrigida o mais rápido possível, ou vira uma bola de neve.


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Convivendo com a “lei de Murphy”

Collision_of_Costa_Concordia_27“Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.  Edward A. Murphy

Pode parecer brincadeira, mas a frase acima pode estar certa (muito certa)!

Recentemente senti isso na pele…

Um grande evento estava em planejamento e a equipe envolvida precisava demonstrar uma “virada de mesa”, pois estava desacreditada; o mesmo evento no ano anterior havia sido um desastre total!

Muita coisa estava em jogo e o planejamento entrou nos mínimos detalhes; o nível de stress estava tão alto que alguns membros do time já estavam sonhando (ou tendo pesadelos) com a realização do evento.

Por fim, no dia tão esperado, iniciamos as atividades e algumas coisas começaram a dar problema, no entanto, a equipe se comportou de maneira exemplar; todos seguiram os planos de contingência que havíamos previsto em nossas análises de risco e a mitigação foi sensacional!

Hoje tenho certeza que saímos com uma enorme lista de melhorias que poderemos implantar, mas a lição mais importante foi aprendida por todos nós: é necessário aprender a conviver com Murphy, pois “se alguma coisa…”

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