Em tempos de crise como fica a tecnologia?

Business man showing his empty pockets and financial crisis concept

A vida no Brasil não está nada fácil!

Tenho ouvido essa frase onde quer que eu vá, e por incrível que pareça, quando questiono a pessoa que acabou de fazer esse “pronunciamento” sobre quais motivos a levaram a pensar dessa forma, não tenho encontrado respostas no mínimo satisfatórias…

É bem verdade que os preços aumentaram, o custo de vida ficou astronômico e cada vez mais a classe média parece estrangulada; acho que acabei contaminado pela opinião alheia!

Trazendo esse ambiente de insatisfação para a tecnologia, me pergunto como esse sentimento negativo em relação ao futuro pode influenciar a área em que trabalho.

Percebo que já existe alguma retração; converso com meus colegas de profissão semanalmente e vários deles comentaram que seus respectivos diretores tiraram o “pé do acelerador” quando o assunto é investimento em tecnologia.

Um dos principais motivos é o valor do dólar nas alturas, muitos dos equipamentos e sistemas são importados e a carga tributária no Brasil é absurda!

Fora isso, não tenho encontrado caras pintadas ou black blocks para dar uma força com a alta dos preços e quiçá melhorar a importação…

Em suma, não deixe que a opinião alheia faça estragos em sua situação financeira, apenas tome cuidado para não extrapolar com investimentos malucos; seu diretor e sua empresa agradecem!

P.S.: alguém disse uma vez que após uma tempestade sempre vem a calmaria… Vou dar uma olhada na previsão do tempo!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Redes sociais: como empresários e executivos de vanguarda as utilizam para obtenção de resultados

capa_aberta05.inddAutores: Rob Cross e Robert J. Thomas

Editora: Gente

Li este livro como umas das referências em minha dissertação de mestrado e nunca tive a chance de comentar sobre ele.

Achei muito, mas muito bom!

Os autores abordam o uso de redes sociais com propósito corporativo (sim, isso existe e dá certo!) e esmiúçam os principais tópicos para que o leitor consiga entender um pouco da estratégia por trás desse tipo de ferramenta.

Vale a pena, mesmo para leitores que desejam apenas se familiarizar com o assunto.

Os autores não abusam de termos técnicos e aproximam os principais conceitos para o leitor de forma gradativa.

O oitavo capítulo é o ápice (pelo menos em minha opinião) e mostra como o mapeamento deve ser feito nas redes sociais para encontrar o “ponto-chave”, ou seja, o usuário que é formador de opinião e precisa ser mantido (treinado, desenvolvido e se for o caso, ações específicas para que performe cada vez melhor na empresa).

WhatsApp: o vilão da vez!

15710040468_6f4ffb3b3a_oTenho acompanhado a evolução de alguns aplicativos, especialmente os que envolvem colaboração e consequentemente uma elevada interação “social”…

O WhatsApp é um deles.

A adesão a esse aplicativo foi enorme, apesar de comunicadores instantâneos existirem desde sabe-se lá há quanto tempo; pensei que a facilidade de envio para imagens e sons do WhatsApp fosse um diferencial, mas como disse todos os apps que eu conheço fazem isso!

Então qual seria o diferencial?

Acredito fortemente que a integração com os contatos do próprio telefone facilitou e muito a difusão do aplicativo, mas a forma como é usado atualmente (pelo menos no Brasil) chama a atenção.

Em minha opinião essa ótima ferramenta deveria (e aqui faço um porém, em minha própria opinião, relativa ao uso) ser usada para facilitar a COMUNICAÇÃO…

Tenho acompanhado inúmeras empresas que estão bloqueando o uso do WhatsApp em suas redes internas sob a alegação de que a produtividade de seus funcionários despencou; que as pessoas não “desgrudam” do aplicativo nem por um instante e com isso não conseguem executar as atividades diárias!

A diferença básica entre o comunicador instalado no smartphone e no computador pessoal é visível: enquanto o computador (que fatalmente nos lembra o trabalho) pode ser desligado no momento em que acaba o expediente, no smartphone a comunicação é rementida a algo mais íntimo (pois a pessoa continua usando fora da empresa) e desde que o mundo foi criado, as “coisas” pessoais vêm em primeiro lugar, ou seja, no WhatsApp tudo que acontece ali é para a diversão, entretenimento e é claro, muitas e muitas fofocas…

Mas ficam algumas perguntas: as empresas não criam um ambiente de insatisfação quando bloqueiam o uso desse tipo de ferramenta? Ou realmente é necessário impedi-las para que não gastem seu tempo no trabalho com questões que pouco acrescentam para a companhia?

Bom, não tenho respostas ainda. Vou questionar meu grupo no WhatsApp…

Obs.: a imagem usada nesse post tem licença Creative Commons e pode ser visualizada aqui.

Como ensinar liderança a alguém?

businesswoman drawing plan of Audit

Ultimamente tenho dispendido boa parte de meu tempo livre a aprofundar meu entendimento sobre alguns assuntos que considero importantes; “Liderança” é um deles!

Adquiri alguns livros “campeões” nesse tema e venho reciclando meu próprio ponto de vista. Um pouco de novidade não faz mal a ninguém…

No entanto, é necessário visualizar com moderação as situações expostas ou receitas prontas, coisas do tipo: “a última palavra sobre liderança”, entre outras mais.

Como disse, através dessa atualização pude perceber que “medalhões” sobre o tema ainda são muito válidos e que pouco mudou, apesar de termos gerações mais “velozes” trabalhando em nossos ambientes corporativos.

E é nesse ponto que entra a tal “atualização”!

Como liderar esse pessoal que já nasceu usando um tablet e tem tudo à disposição. Que considera aprender por osmose, pois alguns (pelo menos os que conheço) dedicam pouco tempo a aprofundar seu conhecimento sobre determinados temas e que usa ferramentas de busca na internet para descobrir temas que pelo menos em parte já deveriam vir de “fábrica”?

Essa resposta é bem mais profunda do que parece; formar um líder para o tempo em que vivemos está cada vez mais difícil.

Praticamente precisamos de um “Einstein” do relacionamento ou um “Beethoven” da gestão e não me venha com menos!

Há algumas semanas estou empenhado em passar um pouco da experiência que possuo para alguns de meus colaboradores; estou focando em conceitos dos quais considero muito importantes, tais como: integridade, ética pessoal, transparência, senso de coletivo, liderança através de exemplo, gestão do tempo e dedicação ao próprio trabalho.

Imagino que em posse dessas “ferramentas” a pessoa consiga se destacar dos seus pares e ser percebido, pois afinal, as empresas são feitas de pessoas…

O resto? Bom, os livros estão aí para isso mesmo!

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Crimes virtuais, vítimas reais

crimesvirtuaisAutor: Moisés de Oliveira Cassanti

Editora: Brasport

Muito bom!

É um livro tranquilo de ler; o autor não fica preso em infindáveis termos técnicos, dignos de um 007 da internet…

A obra é fruto de seu trabalho como blogueiro e confesso que no último capítulo (onde ele ilustra os comentários de seu público) morri de dar risada. Não da “desgraça” alheia, mas de umas situações hilárias onde as pessoas que utilizam a internet sem cuidado algum se envolvem (vejam o comentário onde uma pessoa comprou um tênis através de uma loja virtual (desconhecida), pagou quatro parcelas através do seu cartão de crédito e pasmem: ainda não havia recebido seu tão desejado produto)!

Esse tema, segurança virtual, me fascina.

Recomendo fortemente a leitura desse livro.

Acompanhem o blog e, por favor, não tirem a roupa em frente a webcam, nem paguem várias parcelas de um produto sem ao menos tê-lo recebido.

Link-se!

Sem títuloAutora: Leslie Grossman

Editora: Gente

Achei “mais do mesmo”!

A autora dá uma roupa nova para o que todos (acredito eu) fazem com seu networking.

Sempre desconfio de livros que se definem como: “a solução definitiva”, “salvação” e “como existiu vida antes dessa publicação”…

No entanto, não é de todo ruim; o capítulo sobre uso de mídias sociais (um pouco curto, em minha opinião) faz um apanhado para melhorar a exposição de seu maior patrimônio profissional: sua imagem!

Cuide bem dela…

Gadget: você não é um aplicativo!

untitledAutor: Jaron Lanier

Editora: Saraiva

Confesso que no início achei um saco!

Decidi fazer valer minha famosa e lendária teimosia (que prefiro chamar de persistência) e acabei ficando surpreso, pois fui bem “recompensado”…

O autor faz duras críticas aos mais diversos temas, alguns dos quais concordo com ele.

Tudo bem que a “bronca” dele em relação ao MIDI é relembrada a cada 20 páginas, mas fora isso, gostei de ter lido esse livro.

Um dos pontos que mais me chamou à atenção foi um caso exposto pelo autor no qual um grupo de pesquisadores de uma renomada universidade americana apresentam o tema de sua pesquisa… ao final desse capítulo dei tanta risada que foi difícil me conter.

Vale a pena!

Quando as coisas saem do controle!

Man smashing his laptopRecentemente tivemos (minha equipe e eu) que enfrentar uma situação inusitada, mas não incomum, no nosso ambiente de trabalho; uma “crise tecnológica”…

Aparentemente, pelo menos nos minutos iniciais, vários problemas relativos às maquinas “pipocaram” ao mesmo tempo; sistemas operacionais começaram a se comportar de uma forma maluca, alguns desligaram e não voltavam, outros travaram e por aí foi…

Um sentimento de pânico generalizado se instalou na equipe de resposta a incidentes (na verdade, esse é um nome carinhoso para a parte da equipe interna que se encarrega desse tipo de situação) e confesso que foi bem complicado!

A primeira coisa na qual pensei foi: “- Invadiram nossos sistemas!”

Tentamos seguir um caminho de resposta padrão, mas é difícil trabalhar os protocolos estabelecidos através de melhores práticas com todos os telefones tocando ao mesmo tempo… Com a “linha vermelha”, canal estabelecido diretamente com o alto escalão da empresa, pedindo explicações a todo o instante… Que caos!

Mas foi a partir desse momento que a equipe “se encontrou”.

Isolamos os técnicos que necessitavam tratar os problemas, ou seja, impedimos que as ligações chegassem à eles; com o filtro realizado pela equipe de suporte nível 1, as cabeças que precisavam de um certo tempo para pensar conseguiram um “refresco”.

O segundo passo foi separar o caos em problemas menores, ou seja, pela similaridade dos “sintomas” e somente dessa forma, após a análise “fria” do pessoal de infraestrutura e de redes é que conseguimos chegar à conclusão de que não se tratava de uma invasão, mas sim de uma atualização do sistema operacional que foi identificada como ameaça pelo sistema antivírus…

Abordei esse tema, pois estava lendo sobre comportamento corporativo (vejam as características mais valorizadas nos profissionais aqui) e a cada dia que passa é mais difícil encontrar bons técnicos que saibam reagir de forma consistente e positiva no caso citado mais acima.

Uma coisa é certa; vou comprar mais chá de camomila, pois seguindo a crendice popular ele tem propriedades calmantes…

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Bactérias ou vírus?

Depositphotos_61863897_sRecentemente precisei acompanhar um amigo até um hospital.

Passado o momento tenso da triagem e encaminhamento ao médico para as devidas providências, aproveitei para entender um pouco como funciona a rotina nesse tipo de trabalho.

Sem levar em conta a criticidade do negocio (pois em TI, caso aconteça algum problema sempre podemos voltar um backup, mas quando se trata da saúde de uma pessoa essa opção não existe!) acredito que encontrei algumas “falhas” nos principais processos do hospital em questão (pois como disse, eu era apenas um coadjuvante e não o ator principal; se eu estivesse doente é muito provável que iria me preocupar com questões mais urgentes do que analisar os processos de um hospital)… Por exemplo, a área de triagem é muito pequena, apenas uma enfermeira!  É um dos pontos de entrada no pronto socorro e se houvesse uma análise um pouquinho mais detalhada poderia poupar a equipe médica (sempre sobrecarregada!) de realizar consultas às pressas para aliviar a pressão das filas de pessoas doentes. Talvez com um pouco de tempo a mais nesse setor do hospital, grande parte dos diagnósticos não fossem “uma bactéria” ou a clássica “virose” (esse médicos que se cuidem, pois assisti quase todas as temporadas de “Doutor House”, sinto que quase posso chamá-los de “colegas de profissão”???)

Outro ponto que me chamou à atenção foi o tempo de encaminhamento para a enfermaria; se após a consulta (que demorou um pouco, pois as etapas foram: 1. Retirada de senha / 2. Espera da triagem / 3. Triagem / 4. Retorno para espera / 5. Preenchimento de documentação / 6. Retorno para espera (já vi essa antes!) / 7. Espera da consulta com o médico / 8. Consulta com o médico / 9. Retorno para a espera (essa não!!!) / 10. Espera para a enfermaria / 11. Encaminhamento para a enfermaria (ufa! Fiquei doente de tanto digitar!!!); o encaminhamento para a enfermaria fosse abreviado o cliente (nesse caso o paciente, que deve ter perdido a paciência no segundo retorno para a espera!) o tempo de atendimento poderia cair drasticamente…

Ressalto que não sou especialista em gestão hospitalar, sou apenas especialista em planejamento estratégico com foco em projetos de TI… Mas aviso aos colegas (médicos, pois mais um pouco termino todas as temporadas do Doutor House) que a TI está cada vez mais preocupada com os clientes (as pessoas)… Há muito nós não mais chamamos as pessoas de usuários, mas sim de: “pessoas”!!! Pois é isso o que elas são… Sugiro que troquem o nome das pessoas atendidas, pois pacientes elas não são mais!!!

Ops, meu amigo saiu da enfermaria e vai para mais uma triagem…

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Ano difícil para tecnologia? “Imagina na Copa” …

Support concept

Essa frase parece meio deslocada no tempo, pois se bem me lembro não faz alguns meses o meu país estava em um turbilhão nacionalista; tínhamos os prós e os contras… mas afinal estavam apoiando o quê mesmo?

O ano esportivo passou, não como gostaríamos, acredito que até o pessoal do contra ficou resignado com o nosso desempenho esportivo… Mas fazer o quê? Afinal aquela turma, daquele país que bebe cerveja como ninguém e que produz um ERP com 3 letras (começa com “S” e termina com “P”) joga um bolão!

De volta à realidade, estamos com um problemão! Nunca vi tantos empecilhos juntos em um começo de ano: crise hídrica (em um país como o nosso, parece piada), crise energética (consequência da falta de água), aumento de impostos e a previsão para os departamentos de tecnologia espalhados por aí não é nada boa.

Sem alarde pessimista, vamos ter que “arroxar” os orçamentos e tentar fazer “mais com menos” (essa frase é clássica).

Buscar soluções com baixo investimento pode parecer um pouco na contramão das novidades em tecnologia, mas existem sim, basta procurarmos um pouco mais.

Espero que esse período ruim esmoreça rapidamente, pois para crescer é preciso investir… uma coisa eu sei: cancelei meu “abadá” e vou passar o Carnaval dando uma olhada em software livre por aí… Se está ruim agora, imagina na Copa!!!

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