Sou aluno bolsista de doutorado
em uma faculdade na Cidade do México e hoje entendo que que fiz uma ótima escolha,
pois alguns de meus colegas que optaram pelo modelo tradicional, ou seja,
pesquisar em seu próprio país, ainda estão patinando no desenvolvimento de seus
trabalhos, não por vontade própria, mas está parecendo que o Brasil não está muito
interessado em fomentar a pesquisa científica…
É realmente uma grande pena ver países
sem muita tradição acadêmica nos ensinando valiosas lições a respeito de como
atuar no desenvolvimento científico através de seus alunos. Não é possível
entender como uma nação que reduz custos no segmento educacional quer ser
considerado um país moderno e alinhado com o restante do planeta.
Conheço alguns doutorandos que
tiveram extirpados seus incentivos à pesquisa de forma brutal! Fico imaginando
a sensação de ver um trabalho que em média dura cinco anos ir pelo ralo devido à
falta de financiamento…
É certo que a iniciativa privada
fomenta em larga escala o desenvolvimento científico, mas sem a parcela que
cabe ao governo é muito difícil continuar.
Enfim, agradeço ao México por me aceitar como aluno, pois consigo visualizar a importância da contribuição resultante da minha pesquisa.
No começo achei que seria mais um livro tragicômico sobre o mundo corporativo, no entanto, essa opinião dissipou-se em menos de um capítulo.
Gostei muito! Em resumo, é uma espécie de manual sobre como entender (e até sobreviver!) as inúmeras tempestades corporativas nas quais um alto gestor de empresas deve passar.
Desde o entendimento sobre sua própria equipe, até os momentos mais difíceis, tais como: repensar o próprio emprego, demitir funcionários estratégicos que não estejam mais a fim de progredir em suas carreiras, e até vender a própria empresa.
Vale a pena ler esse livro e perceber que afinal, você não está sozinho no meio desse turbilhão de problemas…
Big Ben and Westminster Bridge in the Evening, London, United Kingdom
Durante os dias 21 a 25 de janeiro (2019), aconteceu na cidade de Londres uma série de eventos ligados a educação, especialmente a tecnologia aplicada.
Consegui visitar o Cisco Experience Center London. Fiquei bem impressionado com o complexo instalado ao lado do aeroporto de Heathrow. Além de moderno e bem localizado, possui uma estrutura que visa facilitar o uso racional das instalações. O cliente pode embarcar em experiências customizadas nas tecnologias com as quais a CISCO trabalha.
Outra grande oportunidade foi conhecer a University of West London, uma excelente instituição de ensino superior que tem se destacado quando o assunto é inovação e aplicação de tecnologia em seus cursos.
Na sequência não poderia faltar uma visita à Bett London 2019, onde pude dar uma olhada nas novidades relativas ao segmento educacional. Conheci várias startups (maioria chinesas) em percebi que boa parte das empresas provedoras de tecnologia para educação está em extrema sincronia. Apresentaram tentativas de uso para inteligência artificial e realidade virtual, porém poucos casos práticos existem, devido a recente tecnologia.
Finalmente encerrei a semana com participação no evento LearnIT, um dos principais fóruns mundiais de discussão do segmento educacional. O nível dos participantes foi altíssimo e constatei que estamos no rumo certo.
Acho que entendi o motivo de cunharem Londres como a capital mundial da tecnologia para educação!
A impressão que tive ao final da leitura desse livro foi difícil de descrever. Não consigo imaginar como seria trabalhar com uma pessoa obcecada, não que isso seja uma crítica, no entanto, é muito difícil liderar uma equipe altamente desgastada e com metas que beiram o absurdo.
Mas para o Sr. Musk, isso parece ser parte de rotina e pelo que pude ver acabou dando muito certo!
As jogadas financeiras que suas empresas passaram não é para qualquer pessoa que tenha nervos normais…
A leitura que o Sr. Vance proporciona é muito clara e é possível entender um pouco a formação das companhias das quais Elon Musk participou.
É uma leitura muito boa! Apenas não tente fazer isso em sua casa… poucas pessoas sobrevivem ao nível de stress relatado no livro.
O livro aborda de forma dinâmica a criação de um departamento de serviços baseado em boas práticas da ITIL.
Não é extenso e foca apenas em questões que realmente fazem sentido. Isso permite ao gestor divagar sobre a importância que o serviço, seja ele de TI ou não, ocupa na cadeia corporativa.
O fluxo de informações nem sempre é claro o suficiente para que seja possível mapear todos os processos vitais ao bom andamento das operações diárias de uma empresa.
É nessa questão-chave que o Mr. Fry centraliza sua obra. O que ele chama de tarefas fundamentais para o serviço é um levantamento bem executado da operação.
A percepção do grau de qualidade, e consequentemente satisfação, com os serviços do departamento de TI são métricas complexas. A fonte para obter dados confiáveis sofre enorme distorção, pois há uma camada na qual a opinião da pessoa que recebe tais serviços pode sofrer ruído devido à insatisfação pessoal, ou seja, sua avaliação de qualidade para determinado serviço pode não ser o fato, mas sim uma opinião baseada em sentimentos, o que não contribui para a análise do resultado do gerenciamento de serviços de TI. Sendo assim, é importante levar em consideração meios nos quais seja possível encontrar parâmetros racionais com foco no resultado que se espera, obtendo ao final, dados com os quais seja possível trabalhar com certo grau de confiança.
A busca pelo melhor resultado nas avaliações de qualidade aprofunda a especialização dos técnicos, de acordo com a visão de Lopes (2016, p. 23): “ao utilizar o serviço é esperado um processo de atendimento rápido, fácil, útil e alinhado com as necessidades do cliente.”
Após o entendimento pleno do que deve ser entregue em termos de qualidade de serviços, o próximo passo é encontrar um modelo, ou framework, que atenda a realidade da instituição, ou seja, vislumbre todo o ecossistema corporativo no qual o fluxo dos serviços está inserido. O mais importante é levar em consideração alguns aspectos que envolvam as questões estruturais, processuais, a cultura organizacional e acima de tudo a enorme miscigenação dos recursos humanos presentes na empresa, que constituem a maior parte interessada em receber um padrão ou modelo que possa ser usufruído em benefício de todos presentes na cadeia.
No entanto, a busca pelo melhor modelo não deve ser pautada por modismos ou análises rápidas. É necessário realizar um benchmarking para perceber quais padrões estão maduros o suficiente, permitindo a adoção. Segundo ISACA (2012, p. 19, tradução nossa): Para lidar com a pressão, as organizações se posicionam em relação aos colegas e buscam fechar lacunas nas capacidades. Uma maneira de fechar essas lacunas é a adoção de boas práticas no uso amplo da indústria. Existem várias fontes de boas práticas, incluindo estruturas públicas, padrões e o conhecimento exclusivo de organizações e indivíduos.
Entendendo a disseminação dos modelos de gerenciamento de serviços disponíveis, bem como a sua aplicação, o gestor de TIC pode realizar análises mais profundas e através da adoção de determinado produto pode-se buscar a eliminação do conhecimento tácito dos processos corporativos. ISACA (2012, p. 20, tradução nossa) comenta: “o conhecimento proprietário está profundamente enraizado nas organizações e, portanto, é difícil de adotar, replicar ou transferir, mesmo com a cooperação dos proprietários”, sendo assim, o esforço da aceitação de um framework no qual seja possível transformar todo o conhecimento tácito em explícito é o foco de qualquer organização. Pois o conhecimento tácito, ainda de acordo com ISACA (2012, p. 20, tradução nossa) “é muitas vezes na forma de conhecimento tácito que é inextricável e mal documentado”.
Referências:
ISACA. (2012). Modelo Corporativo para Governança e Gestão de TI da Organização – COBIT 5. Rolling Meadows, IL, USA: ISACA.
Lopes, S. J. L. (2016). Melhoria dos Serviços de TI Utilizando o Gerenciamento de Serviços. Universidade Estadual Paulista.
Nossa! Pelo título eu imaginava um livro bem ruim… No entanto muita coisa que o blogueiro, pensador (declarado por ele mesmo) e entusiasta da vida, comenta faz sentido.
Achei uma literatura leve e no mínimo interessante. É claro que bate em alguns chavões que o segmento de auto ajuda explora há muito tempo, mas mesmo assim proporciona um outro olhar e certamente algumas risadas.
O palavreado recheado de bordões, além de muitos palavrões é um show à parte. Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.
Eu gostei muito de algumas passagens bem pesquisadas sobre eventos recentes, tal como o japonês que lutou por 29 anos sem acreditar que a Segunda Guerra havia acabado! É isso mesmo, e ao final disso tudo ele veio morar no Brasil…
Afinal, o que o Dr. Cortella está fazendo aqui? O que tem a ver essa obra com o mundo de tecnologia?
A resposta é: tem tudo a ver!
Esse livro é um ótimo referencial para o profissional, seja de tecnologia ou não, pensar em seu momento no ambiente de trabalho.
Pode parecer piegas, mas equilibrar a balança entre trabalho, lazer, estudos, etc., pode ser inimaginável para a maioria dos executivos que conheço.
É preciso repensar essa relação para que sejamos mais produtivos em nossas atividades profissionais e ao final do dia de trabalho encontrar forças, pois o que costumo encontrar são pessoas extenuadas, para continuar sua vida pessoal…
Procure o elo de ligação consigo mesmo, faça coisas das quais goste: um novo idioma, um exercício físico adequado à sua idade, enfim, seja feliz na sua vida pessoal, pois certamente isso irá alavancar sua carreira profissional de uma forma que nem mesmo você sabia que era possível!