O dia em que fui aprovado na certificação ITIL Foundation

itil foundationNão tenho a intenção de fornecer informações sobre como passar na certificação ITIL Foundation, pois existe um universo de sites especializados para isso; cada um deles possui uma receita onde o candidato possui 100% de chance (se é que isso existe) de ser bem sucedido.

Esse mercado movimenta muito dinheiro e os centros de treinamento disputam novos candidatos aos tapas.

No entanto, é possível ser aprovado (lá se foi minha promessa de não fornecer informações sobre como passar na certificação) sem ao menos ter pisado em um centro de treinamento credenciado.

O único problema de estudar sozinho é o compromisso firmado consigo mesmo. A simples menção de “perder” alguns finais de semana de lazer para ficar enfurnado em livros e simulados faz algumas pessoas estremecerem; mas para conquistar algumas coisas é importante estar ciente de que vamos “sacrificar” um pouco de nossas confortáveis rotinas. Sei muito bem que não é fácil negociar com nossa família, mas não existe conquista sem esforço!

Vencida a barreira (sair da zona de conforto) vem o próximo passo: o planejamento. Não caia no erro de pensar que é o super homem (ou super mulher) e traçar metas difíceis; faça um caminho consistente, baseado em pequenas conquistas, pois assim você não perderá o “vigor” e a cada pequena etapa vencida faça algo muito difícil: dê um prêmio à você mesmo! Afinal aquela velha reclamação de que seu chefe não reconhece seu trabalho não pode ser aplicada ao seu único e verdadeiro chefe – VOCÊ.

Sempre achei aquelas assinaturas quilométricas, com um monte de siglas (PMP, ITIL, Prince2, CISSP), fora de moda e um tremendo “polidor de ego”.

Hoje, mais velho (e um pouco mais experiente), reconheço que aquilo tudo significa um objetivo cumprido, o resultado de um esforço que ninguém (ou quase ninguém) viu você fazer. Então porque não mostrar que você foi vitorioso? Afinal no mundo de tecnologia o profissional vive da fama que conquista perante ao mercado.

O encantador de stakeholders.

stakeholdersTenho verificado que muitos de meus colegas sentem dificuldades na implantação de seus projetos. As reclamações possuem muita coisa em comum e percebo que giram em torno de um ponto central: a falta de apoio dos “usuários”.

Esmiuçando um pouco o termo “usuário”, que em minha opinião não é mais adequado em tecnologia da informação, posso encontrar diversas vertentes; além das pessoas que certamente irão utilizar o produto final do projeto, o entorno e as pessoas que atuam em áreas periféricas são diretamente interessadas.

Cursos de gestão repetem de forma insistente o “mantra”: mapeiem todas as partes interessadas, encontrem as pessoas afetadas pelo projeto… Parece fácil, mas não é!

Lidar com grandes grupos de pessoas requer muita dedicação e uma fenomenal disposição. A formação de um profissional de TI dificilmente possui disciplinas com ênfase em “pessoas”.

Como fazer então para lidar com todo esse “problema”? Não há uma receita, mas algumas dicas podem ser levadas em consideração:

  • Desça do “pedestal” da tecnologia. Evite jargões, para que consiga se fazer entender entre as pessoas que trabalham em áreas distintas do meio tecnológico;
  • Aproxime a TI das pessoas. Faça-as entender que o apoio de um ambiente tecnológico tem muito a acrescentar positivamente em suas rotinas;
  • Desmistifique o profissional de TI. Nem todos sabem consertar um PC ou passar um cabo de rede. Existem áreas e áreas e não temos a possibilidade de saber tudo sobre tecnologia.
  • Saiba dizer “não” com propriedade e caso não conheça uma resposta nem pense em sentir-se envergonhado de assumir a ignorância momentânea em determinados assuntos.

Enfim, transforme seus “usuários” em pessoas e certamente ficará mais simples de implantar seus projetos com sucesso.

Modelagem de processos usando Bizagi.

Mapeamento de processosHoje em dia, o profissional de TI precisa estar alinhado com as diversas práticas existentes para efetuar um bom trabalho e obter o melhor resultado final possível.

Uma forma de minimizar o impacto de um desenvolvimento ou uma intervenção para um novo serviço é realizar um mapeamento do processo a ser trabalhado. Não é mais aceitável confiar apenas no bloco de anotações e sair desenvolvendo até acertar a entrega do produto que o dono do processo espera.

O foco deste post não é expor o “antes” do levantamento do processo, mas comentar sobre a ferramenta (na minha opinião, uma das mais completas) Bizagi (www.bizagi.com).

A facilidade que a suíte proporciona facilita e muito o trabalho do analista de processos. A ferramenta é grátis e possui um site muito bem estruturado. Analistas em início de carreira ou mais experientes podem desfrutar de todos os elementos de BPM dentro da console de desenho de processos.

Outra facilidade que me chama a atenção, são os e-learnings bem estruturados e abrangentes (desde o básico até um nível bem avançado).

Para quem se interessar, há um modelo de certificação na ferramenta, que agregado às certificações de BPM existentes podem transformar um possível candidato em um analista requisitado no mercado.

Recomendo.