Secret: uma boa ideia ou uma enorme dor de cabeça?

c749066c7a85fd0ea9f5a74dc70f554dMinha gente, faz tempo que não via um aplicativo dar tanto o que falar; saiu no jornal, na internet, sem contar que todo mundo estava falando sobre isso…

Como não sabia do se tratava fui atrás para entender o motivo de tanto falatório; e aí eu vi o tamanho do “problema”.

Aparentemente é um programinha (com ares de rede social) em que você pode postar mensagens, fotos, links (até aí nenhuma novidade), etc.; o problema vem logo a seguir…

Tudo isso pode ser feito de forma “anônima”, ou seja, a pessoa que faz a postagem não tem uma identificação que fique aparente; isso foi um prato cheio para pessoas má intencionadas que encheram o aplicativo com fotos de pessoas nuas, ameaças veladas a outros usuários e mais uma porção de impropérios com requintes de crueldade.

Os desenvolvedores do aplicativo tentaram explicar que a intenção da ferramenta era que fosse uma espécie de aplicativo para auto ajuda, onde as pessoas pudessem pedir conselhos sem se sentirem envergonhadas ou constrangidas, mas o tiro saiu pela culatra.

O anonimato desperta nas pessoas o que elas possuem de mais vil, o simples fato de não ser identificada por outros faz com que um lado sombrio e maléfico desperte; não imagino qual é a sensação de humilhar outra pessoa publicamente (nesse caso, usando um aplicativo conectado a milhares de outras pessoas), ou o que isso trará de benefício pessoal.

Inúmeras escolas na cidade de São Paulo iniciaram uma caça às bruxas em relação ao uso do Secret, pois alunos estavam expondo seus (ou suas) colegas em situações constrangedoras e com enorme conotação sexual, o que para os pedófilos de plantão deve ter sido um prato cheio.

Os desenvolvedores da ferramenta estão com o ouvido e muito provavelmente suas caixas de correio cheias com reclamações (judiciais ou não) da comunidade. Eles não levaram em conta que a tecnologia pode ser bem intencionada, mas quem vai operar… bom aí é outra história…

ITIL guia de implantação

Índice Autor: Paulo Sérgio Cougo

Editora: Campus

Definitivamente não gostei!

O autor tenta passar um “caminho das pedras” que em minha opinião não fica claro à medida que o livro avança em seus capítulos.

Com certeza ele possui muita experiência, no entanto ao escrever o livro há um esforço para deixar isso em evidência que acabou por prejudicar a linha mestre do raciocínio.

Para o leitor iniciante pode parecer um pouco confuso e para quem possui experiência com a biblioteca ITIL o livro perde em utilidade.

Deep WEB: Nadando em águas profundas…

shark-220748_1280Recentemente estive participando de um fórum virtual de segurança e o tema “Deep WEB” voltou à tona. Isso não é incomum quando pessoas preocupadas em bloquear ameaças, invasões, roubo de identidade se reúnem…

O problema é que a maioria das pessoas que usam a Internet como meio de comunicação pouco sabem do que se trata.

É certo que o sistema de indexação e rankeamento de páginas protagonizado pelo Google (e praticamente todos os motores de busca) facilita muito a vida das pessoas em busca de informação rápida; porém isso é algo em torno de 1% do que realmente existe no “oceano da WEB”…

Os 99% restantes são páginas que estão abaixo da “surface” e com acesso um pouco mais difícil.

Muitas pessoas que querem desfrutar desse conteúdo instalam ferramentas a fim de navegarem de forma “silenciosa”, com camuflagem para não ser invadido, hackeado, etc.

O conteúdo encontrado através desse tipo de navegação é uma faca de dois gumes, tem muita coisa interessante (documentos, e-books, manuais) mas existe muita coisa inútil, perigosa e por vezes perturbadora…

Ainda estamos atrás de uma forma para melhorar um pouco a navegação nesse imenso oceano profundo, mas não será fácil; muitas pessoas preferem o anonimato de um IP alterado para se sentirem seguras de fazer coisas boas ou más…

Obs.: a imagem usada nesse post tem licença Creative Commons e pode ser encontrada aqui.

O preço do excesso de confiança…

chain-297842_1280Com o passar dos anos vamos ficando cada vez mais confiantes na forma em que executamos nossas atividades e isso é extremamente normal; o problema é que ficamos descuidados na mesma proporção.

Digo isso baseado em uma experiência que tive recentemente; sempre fui (e ainda considero essa opinião) austero quando se trata de uso da Internet, gosto muito de realizar compras (apenas em sites seguros) de livros, eletrodomésticos e outras coisas mais, pois a facilidade aliada a bons preços costuma me atrair para esse tipo de transação on-line.

Nunca tive uma má experiência em comprar on-line (ufa!), no entanto caí no “golpe da atualização do player de vídeo” … pode parecer um nome um tanto elaborado, mas basicamente aparece uma telinha pedindo uma atualização do player de vídeo embarcado em um famoso, e por muitos considerado um excelente browser, devido à velocidade, design diferenciado e por aí vão as intermináveis justificativas para termos dois (ou mais browsers) instalados em uma mesma máquina.

É nesse ponto no qual quero chegar; estamos (falo por mim e por alguns conhecidos) tão preocupados com a segurança, pois delegamos isso às ferramentas elaboradas (antivírus, firewalls …) que por vezes esquecemos do elo mais fraco da corrente: nós mesmos! Se eu não tivesse clicado na porcaria do “sim” da atualização não estaria com uma mancha em meu ego de profissional de TI e nem teria ficado um domingo inteiro formatando o notebook …

Realmente o preço do excesso de confiança é bem alto!

Obs.: a imagem utilizada nesse post é um vetorial sem direitos autorais e pode ser baixada aqui.