Não consigo contratar! O País está mesmo em crise?

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Pasmem! Tenho algumas vagas para trabalhar em meu departamento, nada muito “rebuscado”, nem com nomes glamorosos, são atividades para pessoas em início de carreira, onde não é preciso comprovar a experiência, pois tudo será ensinado…

Preciso apenas que o profissional iniciante tenha um elevado senso de responsabilidade, seja pontual, pois as atividades estão relacionadas com agendamento prévio, goste muito de aprender, tenha bom relacionamento interpessoal e acima de tudo: tenha um ótimo entendimento de que um departamento de tecnologia da informação presta serviços à companhia e por muitas vezes será necessário atender pessoas… Isso mesmo, pessoas, pois sem elas não haveria serviços, clientes e muito provavelmente, não haveria a TI (como gostamos de nos autodenominar)!

Parece fácil? Acreditem, não é nem um pouco!

Da montanha de currículos que recebi, foquei na proximidade com o local de trabalho para iniciar a triagem, afinal o trânsito na cidade de São Paulo é um complicador (lembre-se que a pontualidade é um dos requisitos mais importantes); o próximo passo foi selecionar pessoas que estavam sem emprego e por último (mas não importante) um pouco de experiência era bem-vinda.

Resultado:

  • Primeira semana (11 currículos selecionados: ninguém apareceu);
  • Segunda semana (08 selecionados: 01 contratado e 01 reprovado e 06 não deram as caras);
  • Terceira e última semana (09 selecionados: 01 contratado e 08 deviam estar em algum bloco, pois afinal é Carnaval!).

Ainda tenho algumas vagas em aberto, mas do jeito que as coisas estão indo acho que vou olhar as estatísticas de desemprego nos principais jornais, pois aparentemente sou um dos poucos que está preocupado com isso e olhe que eu tenho um excelente emprego!

O que esperar do ano de 2016? Cria“TI”vidade, asser“TI”vidade e simplicidade…

New Year is loading now - business woman using laptop computer with 2016 text and white wall background

Enfim o ano de 2015 se encerra!

Como foi difícil após as reviravoltas de que todo cidadão brasileiro tomou conhecimento.

Em alguns momentos me pareceu que não existia mais nenhuma pessoa pública com uma biografia idônea disponível; o que elevou o sentimento de frustração a níveis nunca antes conhecidos.

Como investir em um país onde os contratos são meramente papéis que não servem para nada? Como progredir em um mercado onde diretores de grandes corporações de destaque internacional foram parar atrás das grades? Como aumentar receitas se muito em breve um novo imposto vai aumentar a gigantesca carga tributária nacional?

Perguntas difíceis que muitos não esperam obter respostas…

No entanto, para os profissionais de TI (que possuem resiliência em seu DNA, pois caso contrário escolheriam uma carreira menos estressante) existe um ano promissor à frente; deveremos encontrar uma forma de fazer “mais com menos”, ou seja, há uma necessidade enorme de sermos mais criativos, assertivos e simples…

Deixem-me explicar: com a promessa de um ano de retração, os investimentos em tecnologia (salvo as empresas do próprio setor de tecnologia) tendem a ficar menores, some-se a isso uma alta da moeda norte americana e está feito o estrago nos novos projetos.

Teremos que usar a criatividade para procurar novas soluções, a assertividade para errarmos o menos possível e a simplicidade para enxergarmos os problemas que realmente devem ser priorizados…

Mas não foi isso que fizemos durante todo o ano de 2015? Sim, é por esse motivo que acredito que passaremos incólumes a mais uma crise.

Um brinde à 2016!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

A importância de falar inglês. Mais do mesmo?

businessmen quarrelingEstou fazendo negócios com uma empresa sediada nos EUA!

Até aí nenhum problema, pois no mundo da tecnologia não existem fronteiras, não é mesmo? Errado! Não sou nenhum gênio da gestão de recursos humanos para entender que nós (o Brasil) estamos com um baita problema… Temos pouquíssimos falantes da língua inglesa!

Como queremos concorrer com os melhores mercados, entrar nas melhores faculdades do mundo se boa parte da população não sabe distinguir o passado do presente quando se trata do inglês?

Para piorar vejo isso em minha própria cozinha, ou seja, minhas equipes ainda não falam esse idioma; se o tradutor on-line ainda não tivesse sido inventado acho que boa parte dos e-mails para outros países nem chegariam ao seu destino.

Como melhorar isso? Pesquisei sobre cursos (on-line, presenciais) e os preços são bastante salgados. Em época de crise financeira como um analista no começo de sua carreira pode se preparar para esse mercado que não fala o português? Existem muitas opções, mas a maioria delas arranca uma substancial fatia de dinheiro de quem tenta avançar pelo idioma nativo de Shakespeare.

Existem algumas opções como: Busuu, English On-line, Learn English On-line, Learn American English On-line, 1 – Language e  CIG – Curso de Inglês Grátis; eu poderia destacar mais uma centena de links para o ensino de inglês on-line, ou seja, existem inúmeros recursos para pelo menos iniciar; falta apenas (e digo isso com um pouco de sarcasmo!) interesse dos nossos profissionais.

Ouço todo tipo de desculpas como: “Não tenho tempo!” (mas on-line é você quem faz a agenda), “Não quero puxar saco de americanos!” (essa desculpa é a pior, pois a mesma pessoa que me disse isso comemorou o Halloween, uma festa típica brasileira) entre outras…

Acredito que falta um pouco de estímulo por parte das empresas, mas em contrapartida falta determinação em nossos jovens profissionais, pois como tenho tentado afirmar: a resistência à frustração em nossos profissionais em início de carreira é muito baixa!

Não dá para aprender um idioma em uma lição semanal de uma hora; exige esforço, determinação, foco e um bom planejamento.

Let’s talk in English?

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

O “escravo” por vontade própria!

Portrait of tied businesswoman tearing apart metal chained

Pode parecer brincadeira, mas ultimamente preciso “expulsar” um integrante de minha equipe para que ele possa (palavras minhas) aproveitar a própria vida!

Vou chama-lo de R. para que sua identidade não seja comprometida.

Há algum tempo definimos nossas metas para ajustes, consertos de sistemas, integrações de serviços, implantação de controles, monitoramento dos principais serviços… Ufa!

Depois de muito trabalho conseguimos (e aqui o trabalho de equipe foi um grande diferencial!) alcançar essas metas por volta de 95% (incríveis 95%!)…

Após esses resultados muito satisfatórios decidi implantar um sistema no qual acredito piamente: adequar a carga de trabalho de acordo com a produtividade individual; isso não é novidade, pois algumas empresas que começaram recentemente no mercado (alguém conhece um tal de Google?) já praticam esse modelo com belíssimos resultados.

Sem que meu grupo percebesse, aos poucos, a montanha de trabalho antes existente foi se transformando em uma adequada via expressa; todos têm funções claras e definidas, as fronteiras do trabalho estão mais visíveis e o que é possível de ser feito internamente está mapeado, caso contrário definimos um processo de terceirização onde cada elemento pode opinar sobre as vantagens e desvantagens…

Com todo esse esforço, no entanto, R. continuou sem perceber que seu trabalho ainda é muito importante para a empresa, apenas seu tempo foi otimizado!

A gota d’água foi quando precisei corrigir os horários de entrada e saída de alguns membros do grupo, pois em época de recessão todo ajuste com a finalidade de cortar custos é necessário; nesse caso percebi que R. andava triste pelos cantos e quando chegava seu horário de ir para casa (que em minha opinião é sensacional, pois evita o trânsito e ainda tem muitas horas de sol a aproveitar) ele simplesmente comentava que tinha a impressão de “fugir” do trabalho!

Quase caí de costas!

Todo um planejamento (algo em torno de 2 anos) para realizar os ajustes necessários e ao final trouxemos a “infelicidade” para alguns integrantes do time?

Me aprofundei no tema para entender o motivo de tal sentimento e descobri que (pelo menos na América do Sul) ainda não estamos acostumados (ou preparados) para vivermos com a pressão e o estresse controlados…

Entendi que a maioria das pessoas quer trabalhar numa empresa estilo “Google”, mas nem todas estão preparadas para isso.

Vou ler um pouco sobre história nacional e ver o que houve depois da abolição da escravatura!

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A dura realidade de trabalhar com desenvolvimento de games!

Game controller in children's hands against the screen

Li uma matéria que me deixou muito preocupado, embora saiba que a maioria das empresas de software, e aqui me refiro apenas as menores, tenham uma enorme dificuldade para se manterem ativas e com uma margem de lucro que beira a irracionalidade!

A matéria a que me refiro estava disponível no site do G1 no dia 19/07/2015; mas por quê fiquei preocupado com uma empresa brasileira de desenvolvimento de games que ganhou um prêmio?

Bem, em primeiro lugar uma das únicas patrocinadoras da pequena empresa é a avó de dois integrantes, ela praticamente banca a estrutura para funcionamento (energia elétrica, água, telefone, internet, etc.).

Na sequência o fato que me deixou estupefato: 6 mil cópias vendidas do excelente game desenvolvido e pasmem: 34 mil cópias foram pirateadas!

É isso mesmo: 34.000,00 cópias!

O jogo está disponível para compra no site da empresa por R$ 19,90; no meu parco entendimento de economia vinte reais não é um preço abusivo, fator primário alardeado pelos piratas digitais que usam a internet de maneira ilícita para justificar suas ações.

Se cada uma dessas 34 mil cópias fosse lícita, a arrecadação da empresa com o jogo seria de R$ 676.600,00.

No entanto, foram vendidas 6 mil cópias e a arrecadação foi de R$ 119.400,00… está fácil?

Como podemos reclamar de nossos corruptos nacionais se as pessoas nem mesmo conseguem perceber a diferença entre o certo e o errado?

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Em tempos de crise como fica a tecnologia?

Business man showing his empty pockets and financial crisis concept

A vida no Brasil não está nada fácil!

Tenho ouvido essa frase onde quer que eu vá, e por incrível que pareça, quando questiono a pessoa que acabou de fazer esse “pronunciamento” sobre quais motivos a levaram a pensar dessa forma, não tenho encontrado respostas no mínimo satisfatórias…

É bem verdade que os preços aumentaram, o custo de vida ficou astronômico e cada vez mais a classe média parece estrangulada; acho que acabei contaminado pela opinião alheia!

Trazendo esse ambiente de insatisfação para a tecnologia, me pergunto como esse sentimento negativo em relação ao futuro pode influenciar a área em que trabalho.

Percebo que já existe alguma retração; converso com meus colegas de profissão semanalmente e vários deles comentaram que seus respectivos diretores tiraram o “pé do acelerador” quando o assunto é investimento em tecnologia.

Um dos principais motivos é o valor do dólar nas alturas, muitos dos equipamentos e sistemas são importados e a carga tributária no Brasil é absurda!

Fora isso, não tenho encontrado caras pintadas ou black blocks para dar uma força com a alta dos preços e quiçá melhorar a importação…

Em suma, não deixe que a opinião alheia faça estragos em sua situação financeira, apenas tome cuidado para não extrapolar com investimentos malucos; seu diretor e sua empresa agradecem!

P.S.: alguém disse uma vez que após uma tempestade sempre vem a calmaria… Vou dar uma olhada na previsão do tempo!

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Ano difícil para tecnologia? “Imagina na Copa” …

Support concept

Essa frase parece meio deslocada no tempo, pois se bem me lembro não faz alguns meses o meu país estava em um turbilhão nacionalista; tínhamos os prós e os contras… mas afinal estavam apoiando o quê mesmo?

O ano esportivo passou, não como gostaríamos, acredito que até o pessoal do contra ficou resignado com o nosso desempenho esportivo… Mas fazer o quê? Afinal aquela turma, daquele país que bebe cerveja como ninguém e que produz um ERP com 3 letras (começa com “S” e termina com “P”) joga um bolão!

De volta à realidade, estamos com um problemão! Nunca vi tantos empecilhos juntos em um começo de ano: crise hídrica (em um país como o nosso, parece piada), crise energética (consequência da falta de água), aumento de impostos e a previsão para os departamentos de tecnologia espalhados por aí não é nada boa.

Sem alarde pessimista, vamos ter que “arroxar” os orçamentos e tentar fazer “mais com menos” (essa frase é clássica).

Buscar soluções com baixo investimento pode parecer um pouco na contramão das novidades em tecnologia, mas existem sim, basta procurarmos um pouco mais.

Espero que esse período ruim esmoreça rapidamente, pois para crescer é preciso investir… uma coisa eu sei: cancelei meu “abadá” e vou passar o Carnaval dando uma olhada em software livre por aí… Se está ruim agora, imagina na Copa!!!

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A importância de comemorar os resultados…

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Mais um ano chegou ao fim e parece que todos estão um pouco “cansados” nessa época…

É um bom momento para sentar com os integrantes de suas equipes e bater um papo informal sobre o que aconteceu durante todo o ano que passou; não para lamentar o que poderia ter sido feito (e por algum motivo não foi), ou focar apenas nas partes “problemáticas” do trabalho, mas sim lembrar que apesar de tudo, houve muita coisa boa para relembrar.

Com certeza tivemos muitos momentos bons e isso deve ser posto à mesa, sem demagogia… isso servirá de combustível para o novo ano que se inicia.

Todos já devem saber o que não deu certo no trabalho, pois esse tipo de coisa não passa incólume, no entanto, não devemos ficar “remoendo” isso por muito tempo; não é saudável para o moral do time… apare as arestas e tenha em mente uma frase que tomarei emprestada de uma pessoa da qual admiro muito: “nós erramos de cabeça erguida…”

Comemore com seu time, seu chefe, seus pares… pois isso renovará as forças para o novo ano que se inicia…

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Um bom marketing pessoal ajuda… e muito!

Image Word Product Box Package First Impression AppearanceEu estava lembrando a uns dias atrás de um analista que acabei contratando e ao fim das contas descobri que ele não possuía as competências técnicas que eu estava à procura.

Mas o que me intrigou foi como ele conseguiu me “enganar” não apenas no momento da entrevista, pois sou um técnico competente, mas durante um tempo (algo em torno de três meses).

Analisando de forma um pouco menos “passional”, entendi que ele era excelente em seu marketing pessoal. Pode parecer brincadeira, mas o “cara” era bom (não tecnicamente) em realizar sua autopromoção, ou como dizemos aqui em terras tupiniquins:  “vender seu peixe”…

Se eu não percebesse essa lacuna em seu perfil profissional era muito provável que a posição do presidente da companhia estivesse ameaçada, tamanha a confiança que o cidadão passava.

Ele era bom, mas não no que eu precisava; o que levou à derrocada de sua vaga foi a forma como ele tratava o restante de seus colegas de trabalho, pois aquela “confiança” beirava a arrogância; hoje entendo que ele criava uma “barreira” para que seus pares não percebessem que era um técnico medíocre, mas fosse mais esperto poderia pedir ajuda para aprender… canalizar toda aquela “energia” para pertencer à equipe, se integrar…

O final da história não foi satisfatório, pelo menos para ele… infelizmente ele descobriu tarde demais que você pode enganar alguém por um tempo; mas enganar a si mesmo, bom já é outra conversa!

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Férias chegando… Hora do profissional desacelerar e aproveitar!!!

Father and SonUau!!! O mês de dezembro está batendo na nossa porta… aquelas festas gostosas (falando daquele monte de comida boa que só aparece nessa época) e o tão aguardado período de “descanso”…

Ás vezes aproveito esse descanso para fazer um cursinho rápido de algo que não consegui durante o restante do ano, mas recentemente percebi que estou pregando uma peça em mim mesmo; afinal esses raros momentos de folga servem para curtir a família, os amigos, aproveitar um pouco o ar livre, cinema, ou o que der na cabeça.

Não programe eventos que consumam seu período de descanso; simplesmente use-o para … Descansar!!! Afinal você vai precisar de baterias recarregadas no próximo ano.

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