Guerra cibernética! É isso mesmo?

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Pasmem!

Um grupo de “ativistas” do mundo virtual declarou guerra a um conhecido grupo de terroristas que utiliza os canais de comunicação digitais para espalhar as suas mensagens através de vídeos recheados de violência.

Parece o enunciado de um grande livro ou filme de ação; mas não se trata de nada disso…. É a pura verdade!

Sempre olhei com cautela esse tipo de atividade, pois geralmente não acaba bem para o lado dos “justiceiros”; o grupo de ativistas é composto por pessoas comuns, que possuem elevado conhecimento técnico em segurança da informação, redes e programação… enquanto do outro lado os “bandidos” são altamente treinados em disseminação do pânico, guerrilha (na vida real) e fabricação de explosivos; essa turma está bem enraizada nos mais diversos países e têm acesso a informações privilegiadas que está na própria Internet, ou seja, o mesmo canal de comunicação usado pelos “mocinhos”!

Muitos governos têm pensado no cenário acima e prudentemente criaram diversas iniciativas para proteger seus recursos tecnológicos do que ficou conhecido como “guerra cibernética”.

No Brasil ainda não há um esforço significativo para o contexto apresentado e isso poderá custar caro daqui há alguns anos. Tenho acompanhado algumas faculdades em outros países e em curto espaço de tempo os cursos relacionados à segurança da informação têm ganhado cada vez mais adeptos.

Recomendo aos interessados no assunto a trilhar o caminho da certificação EH, pois dará uma visão muito abrangente desse segmento na profissão de tecnologia.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Dúvida cruel: Faculdade ou certificação?

Depositphotos_61397193_m-2015Estive lendo em alguns blogs que sigo sobre a constante questão na vida profissional (principalmente em tecnologia): o que é mais relevante na hora de obter reconhecimento profissional (ou na busca de um novo emprego), uma faculdade (e todas as suas variações: graduação, pós, mestrado e doutorado) ou uma certificação profissional?

Acredito que não há uma resposta simples, pois eu mesmo já fui indagado algumas vezes sobre esse tema, o que me leva a pensar que sou um profissional experiente (usando a modéstia, é claro!) ou no máximo os mais jovens me enxergam como um “ancião da tecnologia”…

Para pacificar meus pensamentos vou tentar responder através de um meio termo entre o profissional do Paleolítico e o guru da montanha do silício; depende única e exclusivamente do “momento” em que você se encontra!

Vou detalhar dois exemplos simples:

1º: “SRR é um profissional com cerca de 35 anos, ainda não possui uma graduação, no entanto desempenha atividades que envolvem liderança e trabalho operacional especializado. Seu superior imediato lhe atribui responsabilidade técnica por uma série itens de configuração do departamento de tecnologia.” Nesse caso eu recomendo fortemente algumas certificações técnicas, tais como: MCSA, LPI (em seus variados níveis) e em último caso um ITIL Foundation; vou explicar o motivo: o profissional fictício (se houver semelhança com alguém é uma mera coincidência!) está em cima do muro entre o tático e o operacional, sem educação formal (falando de uma graduação) as certificações o ajudarão a aumentar a confiabilidade em suas atividades profissionais e podem alavanca-lo à novos horizontes no mercado de trabalho (inclusive na mesma empresa); não que um papel ateste que ele seja um bom profissional, apenas que estudou determinado tema e domina o assunto…

2º: “LG é um jovem com cerca de 20 anos, em início de carreira e em sua curta participação ativa no mercado de trabalho tem algumas dúvidas sobre qual graduação deve fazer: Banco de dados? Sistemas da Informação? Engenharia da computação?” Aqui parece um pouco mais simples de responder, pois o problema está no segmento de atuação. Geralmente pessoas em início de carreira  desempenham várias atividades até o momento em que realizam determinada tarefa com tal maestria que fatalmente será lembrado como: o “cara” (isso vale para as mulheres também) da rede, da programação ou do hardware…

Enfim, é necessário planejar o retorno do investimento a ser feito (faculdade ou certificação) pois ambos vão consumir tempo e recursos; mas ao final você certamente será um profissional melhor preparado.

E não fique bravo se algum jovem te chamar de “tiozinho da TI”, o mundo gira e todos já fomos jovens e inexperientes.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

A importância de falar inglês. Mais do mesmo?

businessmen quarrelingEstou fazendo negócios com uma empresa sediada nos EUA!

Até aí nenhum problema, pois no mundo da tecnologia não existem fronteiras, não é mesmo? Errado! Não sou nenhum gênio da gestão de recursos humanos para entender que nós (o Brasil) estamos com um baita problema… Temos pouquíssimos falantes da língua inglesa!

Como queremos concorrer com os melhores mercados, entrar nas melhores faculdades do mundo se boa parte da população não sabe distinguir o passado do presente quando se trata do inglês?

Para piorar vejo isso em minha própria cozinha, ou seja, minhas equipes ainda não falam esse idioma; se o tradutor on-line ainda não tivesse sido inventado acho que boa parte dos e-mails para outros países nem chegariam ao seu destino.

Como melhorar isso? Pesquisei sobre cursos (on-line, presenciais) e os preços são bastante salgados. Em época de crise financeira como um analista no começo de sua carreira pode se preparar para esse mercado que não fala o português? Existem muitas opções, mas a maioria delas arranca uma substancial fatia de dinheiro de quem tenta avançar pelo idioma nativo de Shakespeare.

Existem algumas opções como: Busuu, English On-line, Learn English On-line, Learn American English On-line, 1 – Language e  CIG – Curso de Inglês Grátis; eu poderia destacar mais uma centena de links para o ensino de inglês on-line, ou seja, existem inúmeros recursos para pelo menos iniciar; falta apenas (e digo isso com um pouco de sarcasmo!) interesse dos nossos profissionais.

Ouço todo tipo de desculpas como: “Não tenho tempo!” (mas on-line é você quem faz a agenda), “Não quero puxar saco de americanos!” (essa desculpa é a pior, pois a mesma pessoa que me disse isso comemorou o Halloween, uma festa típica brasileira) entre outras…

Acredito que falta um pouco de estímulo por parte das empresas, mas em contrapartida falta determinação em nossos jovens profissionais, pois como tenho tentado afirmar: a resistência à frustração em nossos profissionais em início de carreira é muito baixa!

Não dá para aprender um idioma em uma lição semanal de uma hora; exige esforço, determinação, foco e um bom planejamento.

Let’s talk in English?

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.