Dúvida cruel: Faculdade ou certificação?

Depositphotos_61397193_m-2015Estive lendo em alguns blogs que sigo sobre a constante questão na vida profissional (principalmente em tecnologia): o que é mais relevante na hora de obter reconhecimento profissional (ou na busca de um novo emprego), uma faculdade (e todas as suas variações: graduação, pós, mestrado e doutorado) ou uma certificação profissional?

Acredito que não há uma resposta simples, pois eu mesmo já fui indagado algumas vezes sobre esse tema, o que me leva a pensar que sou um profissional experiente (usando a modéstia, é claro!) ou no máximo os mais jovens me enxergam como um “ancião da tecnologia”…

Para pacificar meus pensamentos vou tentar responder através de um meio termo entre o profissional do Paleolítico e o guru da montanha do silício; depende única e exclusivamente do “momento” em que você se encontra!

Vou detalhar dois exemplos simples:

1º: “SRR é um profissional com cerca de 35 anos, ainda não possui uma graduação, no entanto desempenha atividades que envolvem liderança e trabalho operacional especializado. Seu superior imediato lhe atribui responsabilidade técnica por uma série itens de configuração do departamento de tecnologia.” Nesse caso eu recomendo fortemente algumas certificações técnicas, tais como: MCSA, LPI (em seus variados níveis) e em último caso um ITIL Foundation; vou explicar o motivo: o profissional fictício (se houver semelhança com alguém é uma mera coincidência!) está em cima do muro entre o tático e o operacional, sem educação formal (falando de uma graduação) as certificações o ajudarão a aumentar a confiabilidade em suas atividades profissionais e podem alavanca-lo à novos horizontes no mercado de trabalho (inclusive na mesma empresa); não que um papel ateste que ele seja um bom profissional, apenas que estudou determinado tema e domina o assunto…

2º: “LG é um jovem com cerca de 20 anos, em início de carreira e em sua curta participação ativa no mercado de trabalho tem algumas dúvidas sobre qual graduação deve fazer: Banco de dados? Sistemas da Informação? Engenharia da computação?” Aqui parece um pouco mais simples de responder, pois o problema está no segmento de atuação. Geralmente pessoas em início de carreira  desempenham várias atividades até o momento em que realizam determinada tarefa com tal maestria que fatalmente será lembrado como: o “cara” (isso vale para as mulheres também) da rede, da programação ou do hardware…

Enfim, é necessário planejar o retorno do investimento a ser feito (faculdade ou certificação) pois ambos vão consumir tempo e recursos; mas ao final você certamente será um profissional melhor preparado.

E não fique bravo se algum jovem te chamar de “tiozinho da TI”, o mundo gira e todos já fomos jovens e inexperientes.

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

O dia em que fui aprovado na certificação ITIL Foundation

itil foundationNão tenho a intenção de fornecer informações sobre como passar na certificação ITIL Foundation, pois existe um universo de sites especializados para isso; cada um deles possui uma receita onde o candidato possui 100% de chance (se é que isso existe) de ser bem sucedido.

Esse mercado movimenta muito dinheiro e os centros de treinamento disputam novos candidatos aos tapas.

No entanto, é possível ser aprovado (lá se foi minha promessa de não fornecer informações sobre como passar na certificação) sem ao menos ter pisado em um centro de treinamento credenciado.

O único problema de estudar sozinho é o compromisso firmado consigo mesmo. A simples menção de “perder” alguns finais de semana de lazer para ficar enfurnado em livros e simulados faz algumas pessoas estremecerem; mas para conquistar algumas coisas é importante estar ciente de que vamos “sacrificar” um pouco de nossas confortáveis rotinas. Sei muito bem que não é fácil negociar com nossa família, mas não existe conquista sem esforço!

Vencida a barreira (sair da zona de conforto) vem o próximo passo: o planejamento. Não caia no erro de pensar que é o super homem (ou super mulher) e traçar metas difíceis; faça um caminho consistente, baseado em pequenas conquistas, pois assim você não perderá o “vigor” e a cada pequena etapa vencida faça algo muito difícil: dê um prêmio à você mesmo! Afinal aquela velha reclamação de que seu chefe não reconhece seu trabalho não pode ser aplicada ao seu único e verdadeiro chefe – VOCÊ.

Sempre achei aquelas assinaturas quilométricas, com um monte de siglas (PMP, ITIL, Prince2, CISSP), fora de moda e um tremendo “polidor de ego”.

Hoje, mais velho (e um pouco mais experiente), reconheço que aquilo tudo significa um objetivo cumprido, o resultado de um esforço que ninguém (ou quase ninguém) viu você fazer. Então porque não mostrar que você foi vitorioso? Afinal no mundo de tecnologia o profissional vive da fama que conquista perante ao mercado.