Monitorar o desempenho da equipe… Parece fácil, mas não é!

Exhausted businessmanTenho me esforçado para melhorar a maturidade das minhas equipes!

Para isso é importante que eles estejam alinhados com a estratégia, visão e missão da empresa na qual trabalhamos; essa frase parece ter sido retirada de algum livro empoeirado de gestão de pessoas, mas apesar do tema ser muito “batido” concordo plenamente…

Vou implantar alguns KPI’s e tenho percebido certa resistência principalmente nos meus colaboradores mais experientes.

A questão principal gira em torno dos objetivos (podemos chamar de metas também) que possuímos e entender através de alguns indicadores se realmente estamos cumprindo o que especificamos como “aceitável” para a boa gestão dos processos do cotidiano da empresa.

É bem verdade que as avaliações resultantes dos KPI’s vão indicar alguns “gargalos”, mas o foco deve ser na correção e otimização dos serviços medidos.

Uma gestão baseada em indicadores traz uma série de benefícios, dentre os quais considero como importantes: meritocracia, alinhamento da carga de trabalho, visão estratégica da equipe e identificação rápida dos principais talentos…

Atualmente não dá para viver no clima “deixa a vida me levar”… Quando se trata de equipes, o melhor é pontuar, pois afinal, não existe “segunda divisão” no mundo dos negócios…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Não consigo contratar! O País está mesmo em crise?

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Pasmem! Tenho algumas vagas para trabalhar em meu departamento, nada muito “rebuscado”, nem com nomes glamorosos, são atividades para pessoas em início de carreira, onde não é preciso comprovar a experiência, pois tudo será ensinado…

Preciso apenas que o profissional iniciante tenha um elevado senso de responsabilidade, seja pontual, pois as atividades estão relacionadas com agendamento prévio, goste muito de aprender, tenha bom relacionamento interpessoal e acima de tudo: tenha um ótimo entendimento de que um departamento de tecnologia da informação presta serviços à companhia e por muitas vezes será necessário atender pessoas… Isso mesmo, pessoas, pois sem elas não haveria serviços, clientes e muito provavelmente, não haveria a TI (como gostamos de nos autodenominar)!

Parece fácil? Acreditem, não é nem um pouco!

Da montanha de currículos que recebi, foquei na proximidade com o local de trabalho para iniciar a triagem, afinal o trânsito na cidade de São Paulo é um complicador (lembre-se que a pontualidade é um dos requisitos mais importantes); o próximo passo foi selecionar pessoas que estavam sem emprego e por último (mas não importante) um pouco de experiência era bem-vinda.

Resultado:

  • Primeira semana (11 currículos selecionados: ninguém apareceu);
  • Segunda semana (08 selecionados: 01 contratado e 01 reprovado e 06 não deram as caras);
  • Terceira e última semana (09 selecionados: 01 contratado e 08 deviam estar em algum bloco, pois afinal é Carnaval!).

Ainda tenho algumas vagas em aberto, mas do jeito que as coisas estão indo acho que vou olhar as estatísticas de desemprego nos principais jornais, pois aparentemente sou um dos poucos que está preocupado com isso e olhe que eu tenho um excelente emprego!

A força do “carimbo”!!!

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Recentemente tive uma desagradável experiência em tramitar alguns documentos pessoais; coletei todos os papéis necessários, e olhe que eram muitos, sistematicamente separei-os em uma pasta, aquelas bonitas, plastificada e no dia agendado compareci ao departamento escolhido.

O funcionário prontamente separou os pedacinhos de papel (os documentos bem que poderiam ser um pouco maiores) e ao final da longa conferência explicou que estava faltando um “carimbo” em um dos documentos; resultado, novo agendamento, gastar mais um pouquinho de dinheiro, isso sem falar na “perda de tempo” para resolver esse caso…

Bom, não mudei o tema das minhas postagens para um site de reclamação ou fofocas; faço aqui um paralelo com o mundo dos projetos, do qual muitas vezes nos perdemos em uma infinidade burocrática em que qualquer gerente de projetos ficaria calvo em menos de uma década!

Gosto muito dos métodos ágeis de gestão para projetos, não pela velocidade (o que por si só já seria um ótimo diferencial), mas pelo pleno entendimento do que é realmente necessário (falando de documentação) ao tamanho de cada projeto. Talvez seja esse um dos motivos que está trazendo cada vez mais gestores de projetos para os métodos ágeis; o próprio PMI criou uma certificação chamada PMI-ACP® (PMI Agile Certified Practitioner), vale muito a pena dar uma olhada e quem sabe certificar-se (eu mesmo estou tentado a fazê-lo, mas antes vou concluir as certificações que me credenciam a ser ITIL Expert).

Sei muito bem que nós (os gerentes de projetos, TI, etc.) adoramos um certo trâmite de documentos, uns carimbos nos papéis e um pouco de workflow, mas sejamos razoáveis, essa “flexibilidade” é necessária…