Gadget: você não é um aplicativo!

untitledAutor: Jaron Lanier

Editora: Saraiva

Confesso que no início achei um saco!

Decidi fazer valer minha famosa e lendária teimosia (que prefiro chamar de persistência) e acabei ficando surpreso, pois fui bem “recompensado”…

O autor faz duras críticas aos mais diversos temas, alguns dos quais concordo com ele.

Tudo bem que a “bronca” dele em relação ao MIDI é relembrada a cada 20 páginas, mas fora isso, gostei de ter lido esse livro.

Um dos pontos que mais me chamou à atenção foi um caso exposto pelo autor no qual um grupo de pesquisadores de uma renomada universidade americana apresentam o tema de sua pesquisa… ao final desse capítulo dei tanta risada que foi difícil me conter.

Vale a pena!

Quando as coisas saem do controle!

Man smashing his laptopRecentemente tivemos (minha equipe e eu) que enfrentar uma situação inusitada, mas não incomum, no nosso ambiente de trabalho; uma “crise tecnológica”…

Aparentemente, pelo menos nos minutos iniciais, vários problemas relativos às maquinas “pipocaram” ao mesmo tempo; sistemas operacionais começaram a se comportar de uma forma maluca, alguns desligaram e não voltavam, outros travaram e por aí foi…

Um sentimento de pânico generalizado se instalou na equipe de resposta a incidentes (na verdade, esse é um nome carinhoso para a parte da equipe interna que se encarrega desse tipo de situação) e confesso que foi bem complicado!

A primeira coisa na qual pensei foi: “- Invadiram nossos sistemas!”

Tentamos seguir um caminho de resposta padrão, mas é difícil trabalhar os protocolos estabelecidos através de melhores práticas com todos os telefones tocando ao mesmo tempo… Com a “linha vermelha”, canal estabelecido diretamente com o alto escalão da empresa, pedindo explicações a todo o instante… Que caos!

Mas foi a partir desse momento que a equipe “se encontrou”.

Isolamos os técnicos que necessitavam tratar os problemas, ou seja, impedimos que as ligações chegassem à eles; com o filtro realizado pela equipe de suporte nível 1, as cabeças que precisavam de um certo tempo para pensar conseguiram um “refresco”.

O segundo passo foi separar o caos em problemas menores, ou seja, pela similaridade dos “sintomas” e somente dessa forma, após a análise “fria” do pessoal de infraestrutura e de redes é que conseguimos chegar à conclusão de que não se tratava de uma invasão, mas sim de uma atualização do sistema operacional que foi identificada como ameaça pelo sistema antivírus…

Abordei esse tema, pois estava lendo sobre comportamento corporativo (vejam as características mais valorizadas nos profissionais aqui) e a cada dia que passa é mais difícil encontrar bons técnicos que saibam reagir de forma consistente e positiva no caso citado mais acima.

Uma coisa é certa; vou comprar mais chá de camomila, pois seguindo a crendice popular ele tem propriedades calmantes…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Bactérias ou vírus?

Depositphotos_61863897_sRecentemente precisei acompanhar um amigo até um hospital.

Passado o momento tenso da triagem e encaminhamento ao médico para as devidas providências, aproveitei para entender um pouco como funciona a rotina nesse tipo de trabalho.

Sem levar em conta a criticidade do negocio (pois em TI, caso aconteça algum problema sempre podemos voltar um backup, mas quando se trata da saúde de uma pessoa essa opção não existe!) acredito que encontrei algumas “falhas” nos principais processos do hospital em questão (pois como disse, eu era apenas um coadjuvante e não o ator principal; se eu estivesse doente é muito provável que iria me preocupar com questões mais urgentes do que analisar os processos de um hospital)… Por exemplo, a área de triagem é muito pequena, apenas uma enfermeira!  É um dos pontos de entrada no pronto socorro e se houvesse uma análise um pouquinho mais detalhada poderia poupar a equipe médica (sempre sobrecarregada!) de realizar consultas às pressas para aliviar a pressão das filas de pessoas doentes. Talvez com um pouco de tempo a mais nesse setor do hospital, grande parte dos diagnósticos não fossem “uma bactéria” ou a clássica “virose” (esse médicos que se cuidem, pois assisti quase todas as temporadas de “Doutor House”, sinto que quase posso chamá-los de “colegas de profissão”???)

Outro ponto que me chamou à atenção foi o tempo de encaminhamento para a enfermaria; se após a consulta (que demorou um pouco, pois as etapas foram: 1. Retirada de senha / 2. Espera da triagem / 3. Triagem / 4. Retorno para espera / 5. Preenchimento de documentação / 6. Retorno para espera (já vi essa antes!) / 7. Espera da consulta com o médico / 8. Consulta com o médico / 9. Retorno para a espera (essa não!!!) / 10. Espera para a enfermaria / 11. Encaminhamento para a enfermaria (ufa! Fiquei doente de tanto digitar!!!); o encaminhamento para a enfermaria fosse abreviado o cliente (nesse caso o paciente, que deve ter perdido a paciência no segundo retorno para a espera!) o tempo de atendimento poderia cair drasticamente…

Ressalto que não sou especialista em gestão hospitalar, sou apenas especialista em planejamento estratégico com foco em projetos de TI… Mas aviso aos colegas (médicos, pois mais um pouco termino todas as temporadas do Doutor House) que a TI está cada vez mais preocupada com os clientes (as pessoas)… Há muito nós não mais chamamos as pessoas de usuários, mas sim de: “pessoas”!!! Pois é isso o que elas são… Sugiro que troquem o nome das pessoas atendidas, pois pacientes elas não são mais!!!

Ops, meu amigo saiu da enfermaria e vai para mais uma triagem…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.