O modelo de gerenciamento de TIC proposto pela FITS Foundation

Compass on a keyboard. Internet search conceptEstive pesquisando algumas referências bibliográficas para minha tese de doutorado e encontrei um modelo de gerenciamento de TIC desenvolvido especialmente para escolas. Achei muito interessante.

Foi desenvolvido pela FITS Foundation que é uma evolução de um gabinete encerrado pelo governo do Reino Unido.

Segundo a FITS […] “cada vez que a equipe de suporte técnico identifica (ou responde a) um incidente relacionado à TIC, registra-o, investiga, diagnostica e resolve, está realizando um processo. Em muitas organizações, esse processo é aleatório e envolve “combate a incêndios” em vez de gerenciar e controlar os serviços de TIC. O FITS é uma estrutura de diretrizes projetada especialmente com as escolas em mente, para garantir que os serviços de TIC sejam eficientes, eficazes e tenham boa relação custo-benefício”.

Acabei me associando à FITS e estou aprofundando o conhecimento prático no modelo. Creio que com alguns ajustes ele possa ser aplicado em escolas de ensino básico aqui no Brasil. De acordo com as informações que a FITS sugere […] “com base nas boas práticas de suporte de TIC, o FITS pode ser usado em todas as escolas, independentemente do tamanho ou da tecnologia em uso. As diretrizes devem ser adaptadas e adotadas para se adequar a cada escola individualmente, com base nos recursos e necessidades da escola”.

Muito bom. Mãos à obra!

 

Governança de TIC – Guia Prático de Apoio à Implantação

51tyQeyfrUL._SR600,315_SCLZZZZZZZ_Autor: Marcus Rocco

Editora: Self Publishing (Amazon)

Definitivamente gostei!

Pode parecer um pouco cansativo a primeira vista, mas não se engane. Possui muita informação importante, grande parte delas baseada na experiência do autor.

Estou pesquisando modelos de gerenciamento de TIC que possam ser alinhados com o segmento educacional e essa obra mostrou-me alguns nortes.

Abrange os principais frameworks de forma clara e sem muita enrolação.

O “escravo” por vontade própria!

Portrait of tied businesswoman tearing apart metal chained

Pode parecer brincadeira, mas ultimamente preciso “expulsar” um integrante de minha equipe para que ele possa (palavras minhas) aproveitar a própria vida!

Vou chama-lo de R. para que sua identidade não seja comprometida.

Há algum tempo definimos nossas metas para ajustes, consertos de sistemas, integrações de serviços, implantação de controles, monitoramento dos principais serviços… Ufa!

Depois de muito trabalho conseguimos (e aqui o trabalho de equipe foi um grande diferencial!) alcançar essas metas por volta de 95% (incríveis 95%!)…

Após esses resultados muito satisfatórios decidi implantar um sistema no qual acredito piamente: adequar a carga de trabalho de acordo com a produtividade individual; isso não é novidade, pois algumas empresas que começaram recentemente no mercado (alguém conhece um tal de Google?) já praticam esse modelo com belíssimos resultados.

Sem que meu grupo percebesse, aos poucos, a montanha de trabalho antes existente foi se transformando em uma adequada via expressa; todos têm funções claras e definidas, as fronteiras do trabalho estão mais visíveis e o que é possível de ser feito internamente está mapeado, caso contrário definimos um processo de terceirização onde cada elemento pode opinar sobre as vantagens e desvantagens…

Com todo esse esforço, no entanto, R. continuou sem perceber que seu trabalho ainda é muito importante para a empresa, apenas seu tempo foi otimizado!

A gota d’água foi quando precisei corrigir os horários de entrada e saída de alguns membros do grupo, pois em época de recessão todo ajuste com a finalidade de cortar custos é necessário; nesse caso percebi que R. andava triste pelos cantos e quando chegava seu horário de ir para casa (que em minha opinião é sensacional, pois evita o trânsito e ainda tem muitas horas de sol a aproveitar) ele simplesmente comentava que tinha a impressão de “fugir” do trabalho!

Quase caí de costas!

Todo um planejamento (algo em torno de 2 anos) para realizar os ajustes necessários e ao final trouxemos a “infelicidade” para alguns integrantes do time?

Me aprofundei no tema para entender o motivo de tal sentimento e descobri que (pelo menos na América do Sul) ainda não estamos acostumados (ou preparados) para vivermos com a pressão e o estresse controlados…

Entendi que a maioria das pessoas quer trabalhar numa empresa estilo “Google”, mas nem todas estão preparadas para isso.

Vou ler um pouco sobre história nacional e ver o que houve depois da abolição da escravatura!

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.