Quando as coisas saem do controle!

Man smashing his laptopRecentemente tivemos (minha equipe e eu) que enfrentar uma situação inusitada, mas não incomum, no nosso ambiente de trabalho; uma “crise tecnológica”…

Aparentemente, pelo menos nos minutos iniciais, vários problemas relativos às maquinas “pipocaram” ao mesmo tempo; sistemas operacionais começaram a se comportar de uma forma maluca, alguns desligaram e não voltavam, outros travaram e por aí foi…

Um sentimento de pânico generalizado se instalou na equipe de resposta a incidentes (na verdade, esse é um nome carinhoso para a parte da equipe interna que se encarrega desse tipo de situação) e confesso que foi bem complicado!

A primeira coisa na qual pensei foi: “- Invadiram nossos sistemas!”

Tentamos seguir um caminho de resposta padrão, mas é difícil trabalhar os protocolos estabelecidos através de melhores práticas com todos os telefones tocando ao mesmo tempo… Com a “linha vermelha”, canal estabelecido diretamente com o alto escalão da empresa, pedindo explicações a todo o instante… Que caos!

Mas foi a partir desse momento que a equipe “se encontrou”.

Isolamos os técnicos que necessitavam tratar os problemas, ou seja, impedimos que as ligações chegassem à eles; com o filtro realizado pela equipe de suporte nível 1, as cabeças que precisavam de um certo tempo para pensar conseguiram um “refresco”.

O segundo passo foi separar o caos em problemas menores, ou seja, pela similaridade dos “sintomas” e somente dessa forma, após a análise “fria” do pessoal de infraestrutura e de redes é que conseguimos chegar à conclusão de que não se tratava de uma invasão, mas sim de uma atualização do sistema operacional que foi identificada como ameaça pelo sistema antivírus…

Abordei esse tema, pois estava lendo sobre comportamento corporativo (vejam as características mais valorizadas nos profissionais aqui) e a cada dia que passa é mais difícil encontrar bons técnicos que saibam reagir de forma consistente e positiva no caso citado mais acima.

Uma coisa é certa; vou comprar mais chá de camomila, pois seguindo a crendice popular ele tem propriedades calmantes…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida aqui.

Como lidar com o “desgaste de uma relação” corporativa?

People arguingPode parecer brincadeira, mas é impressionante o número de pessoas que “remam no sentido contrário” aos objetivos da empresa.

Tenho minhas dúvidas se isso acontece de forma inconsciente ou é um “mal” enraizado em pessoas que simplesmente não querem ver as coisas darem certo.

Me preocupa a forma como esse tipo de pessoa coloca seu ego acima da visão corporativa e inicia um processo de críticas não construtivas ao trabalho de seus alvos.

Esse tipo de comportamento é altamente destrutivo, pois as pessoas envolvidas nesse cabo de guerra psicológico ficam realmente abaladas, frustradas e em casos mais graves, acabam evadindo da empresa por sentirem que não tem mais força para sustentar esse tipo de situação.

Presenciei ao longo de minha carreira inúmeros casos como o descrito acima. Simplesmente as pessoas deixavam de se falar e ambas sabotavam o trabalho do colega envolvido.

A única forma que conheço para ajustar esse tipo de problema é o diálogo; mas sem tomar partido, mesmo que um dos envolvidos na “disputa” seja seu amigo, afinal o bem estar de um departamento inteiro pode estar em jogo…

Em casos extemos é possível que uma das partes precise ser demitida, ou ambas.

Não é sensato ser conivente com “caras feias”, sabotagem, fofocas, etc.

Esse tipo de situação precisa ser corrigida o mais rápido possível, ou vira uma bola de neve.


Obs.: a imagem utilizada nesse post tem licença Creative Commons e pode ser encontrada em:
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