O modelo de gerenciamento de TIC proposto pela FITS Foundation

Compass on a keyboard. Internet search conceptEstive pesquisando algumas referências bibliográficas para minha tese de doutorado e encontrei um modelo de gerenciamento de TIC desenvolvido especialmente para escolas. Achei muito interessante.

Foi desenvolvido pela FITS Foundation que é uma evolução de um gabinete encerrado pelo governo do Reino Unido.

Segundo a FITS […] “cada vez que a equipe de suporte técnico identifica (ou responde a) um incidente relacionado à TIC, registra-o, investiga, diagnostica e resolve, está realizando um processo. Em muitas organizações, esse processo é aleatório e envolve “combate a incêndios” em vez de gerenciar e controlar os serviços de TIC. O FITS é uma estrutura de diretrizes projetada especialmente com as escolas em mente, para garantir que os serviços de TIC sejam eficientes, eficazes e tenham boa relação custo-benefício”.

Acabei me associando à FITS e estou aprofundando o conhecimento prático no modelo. Creio que com alguns ajustes ele possa ser aplicado em escolas de ensino básico aqui no Brasil. De acordo com as informações que a FITS sugere […] “com base nas boas práticas de suporte de TIC, o FITS pode ser usado em todas as escolas, independentemente do tamanho ou da tecnologia em uso. As diretrizes devem ser adaptadas e adotadas para se adequar a cada escola individualmente, com base nos recursos e necessidades da escola”.

Muito bom. Mãos à obra!

 

Terceirização em TI funciona?

Information TechnologyRecentemente tive uma discussão acalorada com um colega de profissão; o motivo era a divergência de opiniões a respeito do mesmo tema: “terceirizar o departamento de tecnologia”!

Em minha opinião existem atividades que facilmente podem ser repassadas a um contrato, desde que seja uma relação “ganha-ganha”, tais como: impressão, manutenção elétrica preventiva, etc..

Meu colega, com uma ideia um pouco mais radical (levando em conta a minha visão) imagina uma TI onde quase tudo possa repassado a empresas externas…

Para justificar minha posição relembrei que a  “cultura” nacional não é lá orientada a compromissos escritos em papeis. Por diversas vezes caí na armadilha de tentar resolver problemas simples com terceirização e me vi em tamanha enrascada que criei uma resistência natural; hoje em dia prefiro treinar, especializar e monitorar equipes internas, do que ficar em longos minutos de espera para atendimento em uma URA , lembrando que SLA é uma sopa de letrinhas e que se não for levada a sério pode dar uma dor de cabeça enorme para ambas as partes.

Outro item que me tira o sono é terceirizar pessoas, dificilmente um profissional terceirizado adquire um conhecimento da “cultura” da empresa na qual está alocado; e isso pode virar um furacão…

Enfim, ao final de nosso bate papo, descobrimos que ambos olhamos para a mesma “montanha”, só que estávamos em lados diferentes, mas no final das contas a “montanha” é mesma; encerramos nossa conversa e preferimos falar de assuntos menos polêmicos… Que tal futebol? Sugeriu ele… Bom, acho que descordo da sua opinião…

Obs.: a imagem usada nesse post foi adquirida nesse site.