A arte do “fazejamento”

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Gostei tanto dessa palavra que preciso registrá-la…
Para fazejar não é necessário ser apenas preguiçoso…  é preciso muito mais… é necessário ser muito burro e arriscar-se sem ao menos possuir uma carta na manga!
Fiz um mestrado em planejamento estratégico e acredito que tudo é um projeto; o Deus cristão fez um mundo em 7 dias (um cronograma) e em cada um dos dias ele faz algo, a luz no primeiro e por aí vai (macro atividades e se quiser podemos descer até o nível de pacotes de trabalho)… Ele foi bem esperto, pois tinha um dia na manga, que era o sétimo, pois se tudo desse errado ainda teria uma reserva de tempo…
Ao contrário disso tudo a arte de fazejar é algo indescritível; já vi desenvolvedores experientes criarem excelentes sistemas e na entrega da aplicação não havia máquina com a capacidade de processamento necessária… alguém do desenvolvimento esqueceu de avisar alguém da infraestrutura! Simples assim.
Parece piada, mas as pessoas executam as próprias atividades crentes que ao final tudo dará certo! Será algum tipo de magia?
Fazejamento tem muito de magia… os fazejadores possuem uma técnica para dominar seus projetos que se chama “gestão pela fé”! Eles rezam para que ao final tudo dê certo! Nem é preciso comentar como terminam esses projetos…
Fazejar é a cara das pessoas que adoram o improviso; não aquele improviso típico da cultura brasileira que é alardeado como excelente qualidade, mas sim o jeito “deixa a vida me levar”!
Parece que nos dias atuais em meu país muito disso se enraizou, por mais maluco que possa parecer ouvi dizer que não temos meta para a economia nacional, mas se de alguma forma batermos a “meta” (que até então não existia) o ideal será dobrarmos a própria meta…
Realmente, “fazejar” é tudo de bom!

Convivendo com a “lei de Murphy”

Collision_of_Costa_Concordia_27“Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.  Edward A. Murphy

Pode parecer brincadeira, mas a frase acima pode estar certa (muito certa)!

Recentemente senti isso na pele…

Um grande evento estava em planejamento e a equipe envolvida precisava demonstrar uma “virada de mesa”, pois estava desacreditada; o mesmo evento no ano anterior havia sido um desastre total!

Muita coisa estava em jogo e o planejamento entrou nos mínimos detalhes; o nível de stress estava tão alto que alguns membros do time já estavam sonhando (ou tendo pesadelos) com a realização do evento.

Por fim, no dia tão esperado, iniciamos as atividades e algumas coisas começaram a dar problema, no entanto, a equipe se comportou de maneira exemplar; todos seguiram os planos de contingência que havíamos previsto em nossas análises de risco e a mitigação foi sensacional!

Hoje tenho certeza que saímos com uma enorme lista de melhorias que poderemos implantar, mas a lição mais importante foi aprendida por todos nós: é necessário aprender a conviver com Murphy, pois “se alguma coisa…”

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