Bett Educar 2019

Imagem meramente ilustrativa.

O ano de 2019 veio recheado de eventos para o segmento educacional…

Tenho a impressão de que a indústria acordou e decidiu explorar as inúmeras oportunidades de negócios que as empresas de ensino básico no Brasil possuem.

O único problema que tenho visto nesse ecossistema de fornecedores é a falta de sinergia com a cultura do segmento educacional de ensino básico!

Em minha opinião, por muito tempo quando o assunto de educação era tratado, imediatamente surgia à mente empresas de ensino superior com seus gigantescos orçamentos. No entanto, nas empresas de ensino básico, a realidade é ligeiramente diferente, ou seja, os compromissos financeiros costumam ser apertados e os investimentos em infraestrutura de tecnologia precisam ser muito bem ponderados…

É nesse contexto que as edições da tradicional feira Bett atuam: atrair empresas conceituadas, startups e profissionais para o núcleo da discussão que o mercado educacional fomenta.

Nas edições iniciais percebi que ainda faltava um pouco de alinhamento com a verdadeira demanda do setor, mas nos últimos anos tenho visto muitos assuntos, geralmente tratados através de seus fóruns, bem como novos players que estão cirurgicamente encaixados com a necessidade.

Parabéns aos organizadores do evento! E que venha 2020…

A difícil arte de realizar pesquisa científica no Brasil

Sou aluno bolsista de doutorado em uma faculdade na Cidade do México e hoje entendo que que fiz uma ótima escolha, pois alguns de meus colegas que optaram pelo modelo tradicional, ou seja, pesquisar em seu próprio país, ainda estão patinando no desenvolvimento de seus trabalhos, não por vontade própria, mas está parecendo que o Brasil não está muito interessado em fomentar a pesquisa científica…

É realmente uma grande pena ver países sem muita tradição acadêmica nos ensinando valiosas lições a respeito de como atuar no desenvolvimento científico através de seus alunos. Não é possível entender como uma nação que reduz custos no segmento educacional quer ser considerado um país moderno e alinhado com o restante do planeta.

Conheço alguns doutorandos que tiveram extirpados seus incentivos à pesquisa de forma brutal! Fico imaginando a sensação de ver um trabalho que em média dura cinco anos ir pelo ralo devido à falta de financiamento…

É certo que a iniciativa privada fomenta em larga escala o desenvolvimento científico, mas sem a parcela que cabe ao governo é muito difícil continuar.

Enfim, agradeço ao México por me aceitar como aluno, pois consigo visualizar a importância da contribuição resultante da minha pesquisa.

Melhor pensar um pós-doutorado na Finlândia?