A diferença entre delírio e sonho

sunset-202780_960_720

Recentemente tive uma reunião da qual saí muito impressionado. Não pela temática ou assuntos corporativos tratados nela, mas pela visão do diretor (que também é o proprietário) da empresa contratada.
Em poucas palavras: o diretor segredou que pretende em um espaço de oito anos preparar sua empresa para que ele consiga trabalhar “apenas” três dias por semana.
Fiquei muito intrigado a respeito desse plano e questionei de forma a entender se isso seria um sonho (algo tangível e passível de atingimento) ou um delírio (apenas algo que pensamos querer, mas não há um plano para a realização).
Fiquei pasmo!
Havia sim um planejamento para alcançar essa meta. Através de pessoas, processos e ferramentas.
O diretor em questão já estava atuando para que algumas de suas lideranças em meio de carreira iniciem um “roadmap” de habilidades técnicas e comportamentais para assumir cargos de direção em um futuro muito breve.
No quesito processos ele estava atuando fortemente em alavancar a governança através de controles já estabelecidos (alguém lembra do COBIT? Sim, ele existe).
A “cereja do bolo” ficou para a parte de ferramentas, onde havia um grande trabalho de ajuste da tecnologia existente para suportar todo o plano anterior.
Confesso que em poucas oportunidades tive o privilégio de conversar com uma pessoa tão centrada e com uma visão clara do futuro pessoal de sua própria empresa.
Há um bom tempo venho tentando “equilibrar a balança” entre minha vida pessoal e a profissional, mas em muitas ocasiões o “profissional” acabou invadindo minha vida fora do ambiente corporativo.
Acredito que precisamos valorizar cada momento em nossa vida, pois ela tem uma data e hora marcada para acabar; apenas não sabemos disso! Pensar dessa forma não é motivo para tratar sua vida com tristeza, mas sim com a ideia de que cada minuto possui um valor gigantesco, pois esses “minutos” jamais voltarão. Podemos perder fortunas, bens materiais, no entanto isso tudo é de alguma forma recuperável através de esforço pessoal e trabalho; mas o tempo que se foi, esse jamais teremos novamente.
Esse é motivo da importância de estabelecer uma cisão entre seus delírios, aquelas coisas que não possuem a mínima relevância na sua vida e começar um plano para realizar seus sonhos, mesmo que a princípio possam parecer difíceis de alcançar.
Estabeleça metas de curto, médio e longo prazo. Cheque regularmente seu avanço, faça os ajustes necessários, mas não esqueça de ir ao encontro de seus sonhos, pois serão eles que farão a sua curta vida ter algum sentido e realmente valer a pena.

A arte do “fazejamento”

dc-embaixo-dagua

Gostei tanto dessa palavra que preciso registrá-la…
Para fazejar não é necessário ser apenas preguiçoso…  é preciso muito mais… é necessário ser muito burro e arriscar-se sem ao menos possuir uma carta na manga!
Fiz um mestrado em planejamento estratégico e acredito que tudo é um projeto; o Deus cristão fez um mundo em 7 dias (um cronograma) e em cada um dos dias ele faz algo, a luz no primeiro e por aí vai (macro atividades e se quiser podemos descer até o nível de pacotes de trabalho)… Ele foi bem esperto, pois tinha um dia na manga, que era o sétimo, pois se tudo desse errado ainda teria uma reserva de tempo…
Ao contrário disso tudo a arte de fazejar é algo indescritível; já vi desenvolvedores experientes criarem excelentes sistemas e na entrega da aplicação não havia máquina com a capacidade de processamento necessária… alguém do desenvolvimento esqueceu de avisar alguém da infraestrutura! Simples assim.
Parece piada, mas as pessoas executam as próprias atividades crentes que ao final tudo dará certo! Será algum tipo de magia?
Fazejamento tem muito de magia… os fazejadores possuem uma técnica para dominar seus projetos que se chama “gestão pela fé”! Eles rezam para que ao final tudo dê certo! Nem é preciso comentar como terminam esses projetos…
Fazejar é a cara das pessoas que adoram o improviso; não aquele improviso típico da cultura brasileira que é alardeado como excelente qualidade, mas sim o jeito “deixa a vida me levar”!
Parece que nos dias atuais em meu país muito disso se enraizou, por mais maluco que possa parecer ouvi dizer que não temos meta para a economia nacional, mas se de alguma forma batermos a “meta” (que até então não existia) o ideal será dobrarmos a própria meta…
Realmente, “fazejar” é tudo de bom!