A “nova” forma de fazer negócios…

Quem nunca indicou um bom fornecedor que “atire” a primeira pedra!

Acredito que todo gestor que preze pela sua própria reputação possui uma whitelist, mesmo que seja de forma não intencional, ou seja, uma listagem com seus melhores e mais confiáveis fornecedores…

Tenho percebido cada vez mais a velocidade dessas relações, onde novos players entram em cena para os mais diversos tipos de serviços e / ou produtos; uma fonte da qual não há escassez é o LinkedIn. Boa parte de meu networking está lá e praticamente não conheço nenhum profissional que não possua pelo menos um perfil básico nessa rede social com propósito corporativo.

Bons negócios tiveram seu início em mensagens trocadas através do LinkedIn, falo por experiência própria!

Um dos princípios básicos que me leva a manter um bom relacionamento com um novo fornecedor, e a consequente inserção em minha “lista”, é acima de tudo um profissional que possua muita empatia; que consiga abstrair um pouco a pressão dura e constante de suas metas comerciais e esteja disposto a me ouvir. Ouvir a estrutura de meu planejamento (sou muito bom nisso!) e onde ele pode encaixar seu serviço (ou produto)… apenas isso!

Parece simples, mas não é! Encontro aos montes profissionais apressados em fechar negócio sem ao menos entender do que se trata o meu negócio… costumo apresentar de forma estruturada meu planejamento de médio e longo prazo para facilitar a negociação, mas na maioria das vezes parece que estou falando com um aluno no início do fundamental.

Sem contar as “forçadas” de barra; distribuição de presentes (brindes) e mais um arsenal de atitudes que para um cliente incauto podem encher os olhos!

Sou filiado ao PMI  a mais de 10 anos e sigo seu código de ética (recomendo ler e entender), pois praticar esse código pode lhe dar uma “liberdade” profissional sem precedentes, suas decisões serão pautadas por uma visão mais clara dessas relações.

Isso soa antiquado?

Bem-vindo a nova forma de fazer negócios!

Negociando através de relações “ganha-ganha” …

Ganha-ganhaAh, o desafiador mundo das relações, sejam elas comerciais ou não, é sempre foco de grandes análises por parte de especialistas… como é possível chegar em um consenso onde ambas as partes encontrem um meio termo, uma conclusão satisfatória, um “ganha-ganha”?

Percebo, principalmente quando negocio com fornecedores nacionais, uma arraigada motivação para que uma parte leve a melhor sobre a outra. Visivelmente se trata de uma questão cultural, pois isso não fica tão explícito quando trato com estrangeiros.

Abstraindo um pouco das relações comerciais e trazendo ao cotidiano, fazemos isso desde o momento em que acordamos (negociando com esposas, filhos, sobre o que deve ser feito para o café da manhã, ou se a lição de casa estiver 100% teremos premiação); durante o trânsito (quando negociamos passagem, seja através do uso da seta, por favor, para trocarmos de faixa) e durante cada minuto de nosso dia…

O importante a entender é que não existe uma receita de sucesso para isso. Basta ter ciência de que todos possuem uma visão diferente da sua.

Ajudando outra pessoa a atingir seus objetivos, você indiretamente está dando um grande passo para a realização de seus próprios planos.

Seja honesto (inclusive consigo mesmo), confiável, maleável e exercite a paciência, pois nem todos são “experts” em negociação como você!!!

Obs.: a imagem deste post foi obtida através de licença creative commons. Pratique o direito.