Crimes virtuais, vítimas reais

crimesvirtuaisAutor: Moisés de Oliveira Cassanti

Editora: Brasport

Muito bom!

É um livro tranquilo de ler; o autor não fica preso em infindáveis termos técnicos, dignos de um 007 da internet…

A obra é fruto de seu trabalho como blogueiro e confesso que no último capítulo (onde ele ilustra os comentários de seu público) morri de dar risada. Não da “desgraça” alheia, mas de umas situações hilárias onde as pessoas que utilizam a internet sem cuidado algum se envolvem (vejam o comentário onde uma pessoa comprou um tênis através de uma loja virtual (desconhecida), pagou quatro parcelas através do seu cartão de crédito e pasmem: ainda não havia recebido seu tão desejado produto)!

Esse tema, segurança virtual, me fascina.

Recomendo fortemente a leitura desse livro.

Acompanhem o blog e, por favor, não tirem a roupa em frente a webcam, nem paguem várias parcelas de um produto sem ao menos tê-lo recebido.

Não acredite em tudo que lê nas redes sociais… Evite o efeito “manada”!

silver opened padlock on digital backgroundPode parecer brincadeira, mas a algumas semanas atrás verifiquei um post, que havia sido “compartilhado” sobre a morte de um famoso (e gordinho) apresentador de televisão; tudo bem que ele estava hospitalizado, mas como poderia ter seu quadro clínico agravado tão rapidamente?

Lembrei no mesmo instante de outro post que havia lido, muito parecido, mas a “vítima” era um ator mexicano famoso por um seriado de televisão…

Em resumo, as “afirmações” de óbito eram falsas e foram disseminadas através de uma rede social. Elas tinham em comum apenas o disparate e a falta de fonte confiável, mas a comoção que criaram foi impressionante, afinal todos gostam de atores mexicanos engraçados e gordinhos apresentadores de  televisão.

Refleti durante um tempo e cheguei à conclusão de como ficou fácil enganar as pessoas, pois ninguém mais se preocupa em verificar alguma informação; nossos perfis (e nossa própria vida) estão tão expostos que qualquer pessoa má intencionada pode se apropriar de informações pessoais e fazer uma “festa” quando o assunto é vilania.

Bom senso é algo que dificilmente os usuários de redes sociais possuem; recomendo um pouco de reflexão sobre disseminar informações mirabolantes, evite ser mais um na manada!

Secret: uma boa ideia ou uma enorme dor de cabeça?

c749066c7a85fd0ea9f5a74dc70f554dMinha gente, faz tempo que não via um aplicativo dar tanto o que falar; saiu no jornal, na internet, sem contar que todo mundo estava falando sobre isso…

Como não sabia do se tratava fui atrás para entender o motivo de tanto falatório; e aí eu vi o tamanho do “problema”.

Aparentemente é um programinha (com ares de rede social) em que você pode postar mensagens, fotos, links (até aí nenhuma novidade), etc.; o problema vem logo a seguir…

Tudo isso pode ser feito de forma “anônima”, ou seja, a pessoa que faz a postagem não tem uma identificação que fique aparente; isso foi um prato cheio para pessoas má intencionadas que encheram o aplicativo com fotos de pessoas nuas, ameaças veladas a outros usuários e mais uma porção de impropérios com requintes de crueldade.

Os desenvolvedores do aplicativo tentaram explicar que a intenção da ferramenta era que fosse uma espécie de aplicativo para auto ajuda, onde as pessoas pudessem pedir conselhos sem se sentirem envergonhadas ou constrangidas, mas o tiro saiu pela culatra.

O anonimato desperta nas pessoas o que elas possuem de mais vil, o simples fato de não ser identificada por outros faz com que um lado sombrio e maléfico desperte; não imagino qual é a sensação de humilhar outra pessoa publicamente (nesse caso, usando um aplicativo conectado a milhares de outras pessoas), ou o que isso trará de benefício pessoal.

Inúmeras escolas na cidade de São Paulo iniciaram uma caça às bruxas em relação ao uso do Secret, pois alunos estavam expondo seus (ou suas) colegas em situações constrangedoras e com enorme conotação sexual, o que para os pedófilos de plantão deve ter sido um prato cheio.

Os desenvolvedores da ferramenta estão com o ouvido e muito provavelmente suas caixas de correio cheias com reclamações (judiciais ou não) da comunidade. Eles não levaram em conta que a tecnologia pode ser bem intencionada, mas quem vai operar… bom aí é outra história…