A importância do que fazemos…

Business man overworked asking for help

Conversei com um colega há alguns dias atrás e ouvi um “caso” muito interessante!

O tema principal de nosso bate papo era a gestão do tempo em nossas atividades diárias, com foco em tecnologia (é claro)…

Na minha opinião sempre imaginei que os profissionais de TIC (tecnologia da informação e comunicação) possuíssem naturalmente a capacidade de auto gerenciar o tempo em relação a execução das próprias atividades.

É claro que em minha carreira já vi muito dos dois lados da moeda, ou seja, profissionais que só conseguem produzir alguma coisa se houver uma certa pressão (e em alguns casos a pressão é tanta que a pessoa que acaba “estourando” é  a que está cobrando!!!) e aqueles que conseguem trabalhar de forma quase autônoma; ressalto que não existe certo ou errado para essa situação. O que precisa ficar claro é o “estilo” de trabalho da organização e do próprio gestor.

Voltando ao “caso” do qual quero comentar, foi difícil conter o riso no final da história, pois meu colega estava explicando que em um de seus trabalhos de consultoria ele encontrou um gerente de TIC atarefadíssimo e visivelmente envolvido em alguma atividade “nível de prioridade zero”… Ao indagar sobre o que estava acontecendo, o gerente respondeu que estava preparando o desenho da capa de um CD e logo na sequência ele iria imprimir 1.000 cópias e somente ao final dessa atividade poderia enfim conversar sobre as atividades do projetos que estavam desenvolvendo em conjunto!

Um detalhe que me intrigou foi se o gerente deu uma olhada no contrato de prestação de serviços de consultoria e viu o valor da hora de um consultor especialista… eu rapidamente fiz um cálculo mental e percebi que uma hora do especialista pagaria as 1.000 cópias tranquilamente (muito provavelmente com alguma sobra para o café)…

Nós gestores precisamos desenvolver o senso de prioridade, e é claro alinhá-lo com o conhecimento financeiro dos nossos departamentos.

Essa conversa trouxe à tona alguns questionamentos; ou eu melhoro meus controles e aperfeiçoo a gestão por resultados (inclusive financeiros) ou talvez esteja na hora de aprender uma ferramenta moderna de design, talvez o CorelDraw…

Implementing Service Quality based on ISO/IEC 20000

51ntk1zdvl-_sx322_bo1204203200_Autor: Michael Kunas

Editora: ITGP

Achei um pouco “quadrado” demais.

Entendo que ao falar de uma norma é necessário seguir os padrões (um pouco de redundância até que faz bem!), mas acho que é possível inovar mesmo através do uso de normas.

O autor possui enorme experiência em gestão de serviços de TIC e vale a pena ler mais alguns livros de sua autoria.

A ISO 20000, lembre-se de que é uma série, é muito importante como ponto de partida para qualquer gestor de TIC que se preze.

Estou em busca de adequação dos modelos internacionais atualmente em uso para um modelo mais “tupiniquim”  e que faça sentido ao segmento no qual atuo (educacional)…

Pretendo moderar um grupo de discussão sobre esse assunto e caso você leitor tenha interesse em participar, mande uma mensagem privada para o endereço de e-mail (christianserapiao@gmail.com) com o assunto: Grupo de discussão – TIC SegEdu.